O Perek Zayin abre onde o Perek Vav havia terminado: a chatat ha-of e a olat ha-of exigem não apenas a intenção correta de nome, mas também o lugar certo no altar (acima ou abaixo do fio de escarlate) e o procedimento técnico próprio de cada uma. Esta primeira mishná trata da chatat ha-of.
A oferenda de pecado da ave que ele realizou embaixo, segundo o procedimento da oferenda de pecado, em nome da oferenda de pecado — é válida. — Este é o caso ideal: a chatat ha-of é feita abaixo do fio de escarlate que demarca a metade inferior do altar, com o procedimento próprio da chatat — a aspergão do sangue contra a parede e o escoamento do restante na base — e com a intenção correta de designação.
Segundo o procedimento da oferenda de pecado em nome da oferenda de subida; ou segundo o procedimento da oferenda de subida em nome da oferenda de pecado; ou segundo o procedimento da oferenda de subida em nome da oferenda de subida — é desqualificada. — Ainda que realizada no lugar certo (embaixo), qualquer descompasso entre o procedimento técnico e a intenção de nome desqualifica a chatat: ela só se sustenta quando procedimento, lugar e nome coincidem todos com a sua própria categoria.
Se a realizou em cima, segundo qualquer um destes procedimentos — é desqualificada. — O lugar é condição absoluta: mesmo que o procedimento e a intenção de nome estejam ambos corretos (chatat segundo chatat em nome de chatat), se ela foi realizada acima do fio de escarlate — o lugar da olá, não o seu — a chatat ha-of é desqualificada.
Rambam remete ao capítulo anterior, onde já se explicou que a chatat ha-of é feita embaixo e a olat ha-of em cima, e a diferença entre a meliká de uma e da outra. Explica que a expressão “segundo o procedimento da chatat em nome da chatat — é válida” vale mesmo que o sacerdote tenha alterado a ordem técnica da meliká, pois o que determina a validade é a designação de nome, não o detalhe da ordem.
Bartenura define os termos: “embaixo” é abaixo do fio de escarlate mencionado no capítulo anterior; “segundo o procedimento da chatat” significa com aspergão e escoamento; “em nome da chatat” permanece válido mesmo quando o sacerdote alterou a ordem técnica da meliká — por exemplo, separando completamente as duas veías, procedimento que a Torá probe explicitamente na chatat (“não separará”) mas que, feito assim mesmo, não a desqualifica. E explica que “segundo qualquer um destes procedimentos” inclui até o próprio procedimento correto da chatat em nome da chatat, que se desqualifica somente por ter sido feita em cima.
Rashi identifica o “procedimento da chatat” como meliká em um único simã (a veia principal), seguida de aspersão e escoamento — e nota que a Guemará ainda vai precisar em que consiste, tecnicamente, o “procedimento da olá” que a distingue. Sobre a última cláusula, confirma que “segundo qualquer um destes procedimentos” inclui até o próprio procedimento correto da chatat em nome da chatat — pois o lugar, e não apenas o procedimento e o nome, também desqualifica.