Esta breve mishná fecha o bloco sobre os casos que não descem com um princípio complementar — uma vez desqualificado algo desceu do altar, não volta mais a subir — e passa a um eixo diferente: não o de itens desqualificados por defeito, mas o de animais ainda vivos levados ao topo do altar, que jamais são consagrados por ele enquanto vivos, mesmo que sejam de resto perfeitamente válidos.
Assim como, se subiram, não descem, também, se desceram, não sobem. — A mishná acrescenta um princípio simétrico ao da mishná anterior: um item que, por alguma das regras vistas, foi feito descer do altar — por exemplo, um dos três casos mais graves de Rabi Yehudá, ou um dos itens da lista de coisas nunca consagradas — não pode ser trazido de volta e recolocado sobre o altar.
E todos esses que subiram vivos ao topo do altar descem. — Referindo-se sobretudo aos animais com defeito físico que, segundo Rabi Akiva, uma vez abatidos e subidos, não descem — a mishná esclarece que essa validação só se aplica depois do abate. Se o próprio animal, ainda vivo, foi levado ao topo do altar, ele desce sempre, pois o altar nunca consagra um animal enquanto vivo.
Uma oferenda queimada que subiu viva ao topo do altar desce. — A mishná agora aplica a mesma regra até a um animal totalmente válido: mesmo uma oferenda de holocausto plenamente apta, se por engano foi levada viva ao topo do altar antes do abate, deve descer — pois o altar consagra apenas o que já foi propriamente abatido.
Se a abateu no topo do altar, esfola e corta em suas partes no próprio lugar. — A mishná fecha com o caso em que o sacerdote, tendo indevidamente levado o animal vivo ao topo, o abate ali mesmo: nesse caso, não é necessário descer com o animal para esfolá-lo e cortá-lo em partes — ele já foi consagrado pelo altar no momento do abate válido, e todo o processo de preparação pode continuar no próprio topo do altar.
Rambam esclarece que "todos esses que subiram vivos" refere-se aos animais com defeito físico — retomando as palavras de Rabi Akiva, que os valida apenas depois do abate; se o animal ainda está vivo, ele desce sempre. Sobre "uma oferenda queimada que subiu viva", precisa que se trata de uma oferenda plenamente válida segundo todas as opiniões, e que a mishná não vem ensinar outra coisa senão que o próprio topo do altar é um lugar apto para esfolar e cortar o animal, caso alguém tenha transgredido e abatido ali.
Bartenura esclarece que "assim como se subiram não descem" refere-se a todos os desqualificados listados anteriormente como "não descem"; e que "se desceram não sobem" significa que, uma vez tendo descido depois de subir, não sobem mais. Sobre os animais vivos no topo do altar, precisa que a mishná refere-se à posição de Rabi Akiva sobre defeitos físicos, e que mesmo ele concorda que, vivos, eles descem, pois o altar nunca consagra animais com defeito enquanto vivos. Sobre a oferenda queimada plenamente válida, esclarece que a mishná a menciona apenas por causa da conclusão, para ensinar que o topo do altar é lugar apto para esfolar e cortar, caso o sacerdote tenha transgredido e abatido ali.
Rashi confirma que "assim como se subiram não descem" abrange todos os desqualificados enumerados nas mishnayot anteriores como "não descem" — e que, do mesmo modo, se já desceram depois de terem subido, não sobem mais. Sobre a conclusão da mishná, explica que ela retoma o caso de uma oferenda plenamente válida que subiu viva, e esclarece o propósito dessa repetição: ensinar que, quando o sacerdote abateu o animal no próprio topo do altar, não é necessário descê-lo e fazê-lo subir de novo — basta esfolá-lo ali mesmo, no topo.