Quem vende o banho não vendeu as tábuas, os bancos e as cortinas. — As tábuas (nessarim) são colocadas no chão para os banhistas pisarem; os bancos (safsalim) servem para sentar; as cortinas (vilaot) são panos usados como cobertura ou como toalhas. Por serem objetos avulsos e não fixados à estrutura do banho, ficam fora da venda simples.
Quando o vendedor lhe diz: "ele e tudo o que há nele", eis que todos estes são vendidos. — Com essa fórmula ampliadora, as tábuas, os bancos e as cortinas passam a ser incluídos na venda, como ocorre com os demais utensílios móveis mencionados neste perek.
Em ambos os casos, não vendeu os reservatórios de água nem os depósitos de lenha. — Mas há uma exceção que a fórmula ampliadora não alcança: os reservatórios de água (meguerot shel mayim) que abastecem o banho e os depósitos de lenha (otzarot shel etzim) usados para aquecê-lo permanecem fora da venda mesmo quando o vendedor diz "tudo o que há nele" — porque, sendo estruturas maiores e com identidade própria, exigem menção explícita e específica para serem incluídas.
Rambam identifica cada utensílio do banho público; Bartenura acrescenta variantes de leitura e confirma por que reservatórios e depósitos exigem menção explícita.
Rambam explica que as tábuas servem para colocar as roupas dos banhistas, os bancos são assentos, e as cortinas (vilaot) são panos usados como uma espécie de avental para cobrir o corpo dentro do banho — todos objetos móveis, de uso pessoal do banhista, que não são incluídos na venda simples do imóvel.
Bartenura confirma as definições de Rambam e acrescenta variantes textuais — nota que alguns manuscritos leem "sefalim" (bacias com água) em vez de "safsalim" (bancos), e que "vilaot" pode ser tanto uma cortina na entrada quanto uma toalha de secar. Identifica os reservatórios como as piscinas que abastecem de água o banho, e os depósitos de lenha como o combustível usado para aquecê-lo — ambos estruturas maiores, por isso excluídas mesmo pela fórmula ampliadora.