Seder Nezikin · Massechet Bava Kamma · Perek Vav · Mishná 5 de 6

O que acende a meda

הַמַּדְלִיק אֶת הַגָּדִישׁ
Mishná (ed. Torat Emet, domínio público) · tradução original PT-BR

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

A mishná trata do que fica oculto dentro de uma meda incendiada — utensílios, um cabrito, um escravo — e da disputa entre Rabi Yehudá e os Sábios sobre a extensão da responsabilidade por bens ocultos no fogo, culminando na exceção unânime do edifício, onde se presume que as pessoas guardam seus pertences.

O que acende a meda, e havia nela utensílios, e eles queimaram —A mishná apresenta o caso de alguém que incendeia a meda de trigo ou cevada de seu próximo, dentro da qual, sem que o incendiário soubesse, encontravam-se utensílios que também foram consumidos pelo fogo.

Rabi Yehudá diz: paga o que estava dentro dela.Segundo Rabi Yehudá, a responsabilidade por dano causado pelo fogo se estende também aos bens ocultos, não apenas ao que estava visível — e por isso o incendiário deve pagar pelos utensílios igualmente.

Mas os Sábios dizem: não paga senão a meda de trigo ou de cevada.Os Sábios discordam, sustentando que a obrigação de pagar por dano causado pelo fogo se limita àquilo que estava exposto e visível — a própria produção agrícola — e não se estende a utensílios ocultos dentro dela, cujo dano não era previsível.

Havia um cabrito amarrado a ela, e um escravo próximo a ela, e queimou com ela — está obrigado.Se, além da meda, havia um cabrito amarrado junto a ela — e portanto incapaz de fugir — e um escravo que estava apenas próximo, mas não amarrado, e ambos foram queimados junto com a meda, o incendiário é responsabilizado pelo dano tanto ao cabrito quanto ao escravo, já que este último, não estando amarrado, teria podido fugir por conta própria.

Escravo amarrado a ela, e cabrito próximo a ela, e queimou com ela — está isento.Se, inversamente, foi o escravo quem estava amarrado — e portanto impossibilitado de fugir — o incendiário está isento até mesmo do pagamento pelo cabrito e pela meda, pois, sendo responsável pela morte do escravo amarrado (uma pena capital), a lei aplica o princípio de que não se acumula a punição mais grave com a obrigação de pagamento pelo dano menor.

E os Sábios concordam com Rabi Yehudá que, no caso do que acende o edifício, ele paga tudo o que estava dentro dele.Apesar da divergência sobre a meda, os Sábios reconhecem uma exceção unânime: quando o incêndio consome um edifício, o incendiário paga por tudo o que estava guardado dentro dele, pois é costume comum das pessoas guardar seus pertences dentro de casas, tornando esse dano plenamente previsível.

הַמַּדְלִיק אֶת הַגָּדִישׁ, וְהָיוּ בּוֹ כֵלִים וְדָלָקוּ. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, יְשַׁלֵּם מַה שֶּׁבְּתוֹכוֹ. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים, אֵינוֹ מְשַׁלֵּם אֶלָּא גָּדִישׁ שֶׁל חִטִּין אוֹ שֶׁל שְׂעֹרִים. הָיָה גְדִי כָפוּת לוֹ וְעֶבֶד סָמוּךְ לוֹ וְנִשְׂרַף עִמּוֹ, חַיָּב. עֶבֶד כָּפוּת לוֹ וּגְדִי סָמוּךְ לוֹ וְנִשְׂרַף עִמּוֹ, פָּטוּר. וּמוֹדִים חֲכָמִים לְרַבִּי יְהוּדָה בְּמַדְלִיק אֶת הַבִּירָה, שֶׁהוּא מְשַׁלֵּם כָּל מַה שֶּׁבְּתוֹכוֹ, שֶׁכֵּן דֶּרֶךְ בְּנֵי אָדָם לְהַנִּיחַ בַּבָּתִּים:

Halachot · הֲלָכוֹת

Rambam explica o cálculo de indenização segundo os Sábios e a exigência de juramento no caso do edifício; Bartenura detalha a base talmúdica de cada opinião e o motivo pelo qual o cabrito e o escravo aparecem juntos no mesmo caso.

Rambam · Perush HaMishná, Bava Kamma 6:5
הַמַּדְלִיק אֶת הַגָּדִישׁ וְהָיוּ בּוֹ כֵלִים וְדָלְקוּ כוֹ': כְּשֶׁהִדְלִיק בְּתוֹךְ שֶׁלּוֹ וְהָלְכָה וְאָכְלָה בְּתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ בְּכָגוֹן זֶה חֲכָמִים אוֹמְרִים אֵינוֹ מְשַׁלֵּם אֶלָּא גָּדִישׁ אֲבָל לֹא כֵלִים, אֲבָל מְשַׁעֲרִין מְקוֹם אוֹתָם הַכֵּלִים כְּאִלּוּ הוּא מָלֵא גָּדִישׁ. אֲבָל אִם הִדְלִיק גָּדִישׁ חֲבֵרוֹ מְשַׁלֵּם כֵּלִים שֶׁבְּתוֹכוֹ וּבִלְבַד כֵּלִים שֶׁדַּרְכָּן לְהַנִּיחַ בַּגָּדִישׁ כְּמוֹ הַמַּחֲרֵשָׁה וְהַמִּזְרֶה, אֲבָל זוּלַת אֵלּוּ הַמִּינִים מִן הַכֵּלִים אֵינוֹ חַיָּב אֶלָּא בְּשִׁעוּר גּוּפָן מִן הַגָּדִישׁ כְּמוֹ שֶׁזָּכַרְנוּ. וְאִם הִדְלִיק אֶת הַבִּירָה יִשָּׁבַע בַּעַל הַבִּירָה עַל מַה שֶּׁהָיָה בְּתוֹכָהּ שְׁבוּעָה בַּתּוֹרָה וִישַׁלֵּם הַמַּדְלִיק כָּל שֶׁיִּשָּׁבַע עָלָיו, וּבִלְבַד שֶׁיִּהְיֶה אָמוּד שֶׁיֵּשׁ לוֹ כַּמָּה שֶׁטָּעַן שֶׁאָבַד בְּתוֹךְ הַדְּלֵקָה. וְאֵין הֲלָכָה כְּרַבִּי יְהוּדָה

Rambam explica que, quando alguém acende fogo dentro de seu próprio terreno e este se propaga até o campo alheio, consumindo ali uma meda com utensílios ocultos, os Sábios sustentam que ele paga apenas o valor da meda, e não dos utensílios — mas o espaço ocupado por esses utensílios é calculado como se estivesse totalmente preenchido de meda, aumentando proporcionalmente a indenização. Já se o incendiário atear fogo diretamente à meda do próximo, paga também pelos utensílios nela contidos, desde que sejam do tipo que costuma ser guardado em meio à meda, como a relha do arado ou o forcado; utensílios de outros tipos só geram indenização calculada pelo espaço equivalente na meda. E, se o incêndio consumiu um edifício, o dono do edifício presta juramento bíblico sobre o que havia dentro dele, e o incendiário paga tudo aquilo sobre o que se jurou — desde que seja plausível que ele realmente possuísse os bens que alega ter perdido no incêndio. E a halachá não segue Rabi Yehudá.

Bartenura · Bava Kamma 6:5
הַמַּדְלִיק אֶת הַגָּדִישׁ. שֶׁהִדְלִיק בְּתוֹךְ שֶׁלּוֹ וְהָלְכָה וְאָכְלָה בְּתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ: רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר יְשַׁלֵּם כָּל מַה שֶּׁבְּתוֹכוֹ. דְּרַבִּי יְהוּדָה מְחַיֵּב עַל נִזְקֵי טָמוּן בָּאֵשׁ, דְּלֵית לֵיהּ דְּרָשָׁא דְּאוֹ הַקָּמָה מַה קָּמָה גְּלוּיָה אַף כָּל גָּלוּי: וַחֲכָמִים אוֹמְרִים אֵינוֹ מְשַׁלֵּם אֶלָּא גָּדִישׁ וְכוּ'. דְּאִית לְהוּ דְּרָשָׁא דְּאוֹ הַקָּמָה, וּפָטְרֵי עַל נִזְקֵי טָמוּן בָּאֵשׁ, אֶלָּא שֶׁמְּשַׁעֲרִין מְקוֹם הַכֵּלִים כְּאִלּוּ הוּא גָּדִישׁ, וּמְשַׁלֵּם גָּדִישׁ כְּשִׁעוּר גּוּפָן שֶׁל כֵּלִים. וּמִדְּקָאָמְרֵי סֵיפָא וּמוֹדִים חֲכָמִים לְרַבִּי יְהוּדָה בְּמַדְלִיק אֶת הַבִּירָה שֶׁהוּא מְשַׁלֵּם כָּל מַה שֶּׁבְּתוֹכָהּ, מוּכָח בַּגְּמָרָא שֶׁנֶּחְלְקוּ רַבִּי יְהוּדָה וַחֲכָמִים גַּם בְּמַדְלִיק בְּתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ, שֶׁרַבִּי יְהוּדָה סָבַר כְּשֶׁהִדְלִיק בְּשֶׁל חֲבֵרוֹ מְשַׁלֵּם כָּל מַה שֶּׁבְּתוֹכוֹ וַאֲפִלּוּ אַרְנָקִי. וְרַבָּנָן סָבְרֵי כֵּלִים שֶׁדַּרְכָּן לְהַטְמִין בַּגָּדִישׁ כְּגוֹן מוֹרִיגִין וּכְלֵי בָּקָר הוּא דִּמְשַׁלֵּם, כֵּלִים שֶׁאֵין דַּרְכָּן לְהַטְמִין בַּגָּדִישׁ לֹא מְשַׁלֵּם. וַהֲלָכָה כַּחֲכָמִים: הָיָה גְּדִי כָּפוּת לוֹ חַיָּב. דְּבַעֲלֵי חַיִּים נַמִּי אִתְרַבּוּ מֵאוֹ הַקָּמָה. וּמִשּׁוּם דְּקָם לֵיהּ בִּדְרַבָּה מִנֵּיהּ לֵיכָּא לְמִפְטְרֵיהּ, דְּאֵינוֹ חַיָּב מִיתָה עַל הָעֶבֶד, הוֹאִיל וְאֵינוֹ כָּפוּת הָיָה לוֹ לִבְרֹחַ, וּפָטוּר עָלָיו מִמִּיתָה וּמִן הַתַּשְׁלוּמִין. אֲבָל אִם הָיָה עֶבֶד כָּפוּת לוֹ, פָּטוּר אֲפִלּוּ עַל הַגְּדִי וְעַל הַגָּדִישׁ, דְּחַיָּב מִיתָה עַל הָעֶבֶד וְקָם לֵיהּ בִּדְרַבָּה מִנֵּיהּ. וּבִגְדִי לֹא שָׁנֵי לָן בֵּין כָּפוּת לְאֵינוֹ כָּפוּת. וְאַיְדֵי דְּנָקַט בְּעֶבֶד נָקַט בִּגְדִי: בְּמַדְלִיק אֶת הַבִּירָה. דְּמַדְלִיק בְּתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ הוּא, וְהָוֵי כִּמְאַבֵּד בַּיָּדַיִם. וַאֲפִלּוּ הָכִי טַעֲמָא מִשּׁוּם דְּדֶרֶךְ בְּנֵי אָדָם לְהַנִּיחַ כֵּלִים בַּבָּתִּים. אֲבָל בְּגָדִישׁ דְּאֵין דֶּרֶךְ בְּנֵי אָדָם לְהַנִּיחַ אֶלָּא כְּגוֹן מוֹרִיגִין וּכְלֵי בָּקָר, אַף עַל גַּב דְּאַדְלִיק לְתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ, אֵינוֹ מְשַׁלֵּם אַלִּיבָּא דַּחֲכָמִים אֶלָּא דְּבָרִים שֶׁדַּרְכָּן לְהַטְמִין בַּגָּדִישׁ

Bartenura precisa que o caso da mishná trata de alguém que incendeia dentro de seu próprio terreno, e o fogo se propaga até a meda alheia. Explica que Rabi Yehudá responsabiliza por danos ocultos causados pelo fogo porque não aceita a interpretação exegética que restringe a lei à "seara em pé", exigindo que o dano seja visível como ela; os Sábios, ao contrário, aceitam essa interpretação e isentam os danos ocultos, ainda que calculem o espaço ocupado pelos utensílios como se fosse preenchido de meda. E, da concessão dos Sábios quanto ao edifício, deduz-se na Guemará que a disputa entre eles se estende também ao caso de incendiar diretamente a meda alheia: Rabi Yehudá sustenta que se paga tudo o que estava dentro, até mesmo uma bolsa de dinheiro; os Sábios sustentam que só se paga por utensílios que costumam ser guardados dentro da meda, como o forcado e os instrumentos de lavoura — e a halachá segue os Sábios. Sobre o cabrito amarrado, explica que também os animais estão incluídos na expressão "ou a seara em pé"; e, quanto ao motivo de não se isentar por conta do princípio de que a pena maior absorve a menor, é porque não há pena capital pelo escravo não amarrado, já que, não estando amarrado, ele deveria ter fugido — e por isso o incendiário está isento apenas quanto à morte do escravo, mas obrigado quanto ao cabrito e à meda. Mas se o escravo estava amarrado, o incendiário está isento até do cabrito e da meda, pois há pena capital pelo escravo e o princípio absorve a punição menor; quanto ao cabrito, não há diferença entre estar amarrado ou não, e o texto o menciona apenas por associação ao caso do escravo. E, sobre o edifício, explica que se trata igualmente de alguém que incendeia o bem do próximo, equivalente a destruí-lo com as próprias mãos; e, ainda assim, a razão pela qual se paga tudo é que é costume das pessoas guardar utensílios dentro de casas — o que não se aplica à meda, onde só se costuma guardar instrumentos de lavoura.

Perush — os Mefarshim · הַמְּפָרְשִׁים

O perush de Rashi sobre a Guemará (Bava Kamma 61b), sobre o caso do cabrito amarrado e do escravo, e o princípio de que a pena maior absorve a menor.

Rashi · · רש״י
Bava Kamma 61b, s.v. אלא גדיש של חטין; היה גדי כפות לו כו' חייב
אֶלָּא גָּדִישׁ שֶׁל חִטִּין אוֹ גָּדִישׁ שֶׁל שְׂעוֹרִין - אִם חִטִּין חִטִּין אִם שְׂעוֹרִין שְׂעוֹרִין: הָיָה גְּדִי כָּפוּת לוֹ כוֹ' חַיָּב - עַל הַגְּדִי דְּבַעֲלֵי חַיִּים נַמִּי אִתְרַבּוּ מֵאוֹ הַקָּמָה, וּמִשּׁוּם דְּקָם לֵיהּ בִּדְרַבָּה מִנֵּיהּ לֵיכָּא לְמִפְטְרֵיהּ, דְּאֵינוֹ חַיָּב מִיתָה עַל הָעֶבֶד דְּהוֹאִיל וְאֵינוֹ כָּפוּת הָיָה לוֹ לִבְרֹחַ וּפָטוּר עָלָיו מִמִּיתָה וּמִתַּשְׁלוּמִים, אֲבָל הָיָה עֶבֶד כָּפוּת לוֹ פָּטוּר אֲפִלּוּ עַל הַגְּדִי וְעַל הַגָּדִישׁ, דְּחַיָּב מִיתָה עַל הָעֶבֶד דִּכְתִיב נָקֹם יִנָּקֵם (שמות כא) וְקָם לֵיהּ בִּדְרַבָּה מִנֵּיהּ, וַאֲפִלּוּ לֹא הִתְרוּ בּוֹ שֶׁאֵינוֹ נֶהֱרָג, הָא קַיְמָא לָן (כתובות ד' לד:) דְּחַיָּבֵי מִיתוֹת שׁוֹגְגִין פְּטוּרִין, וּבִגְדִי לֹא שָׁנֵי לָן בֵּין כָּפוּת לְשֶׁאֵינוֹ כָּפוּת, וְאִיידֵי דְּנָקַט בְּעֶבֶד נָקַט בִּגְדִי, וְאִיכָּא דְּאָמְרֵי בִּגְדִי נַמִּי דַּוְקָא נָקַט סָמוּךְ פָּטוּר דְּהָיָה לוֹ לִבְרֹחַ, וְהָכִי קָאָמַר הָיָה עֶבֶד כָּפוּת לוֹ אוֹ גְּדִי סָמוּךְ לוֹ פָּטוּר. וְאַף עַל גַּב דְּפָשִׁיט בִּשְׁלַהִי פֶּרֶק שֵׁנִי (כז.) שׁוֹרוֹ כְּמָמוֹנוֹ, דְּאִם הִנִּיחַ גַּחֶלֶת עָלָיו וְנִשְׂרַף חַיָּב, הָתָם הוּא דְּהִנִּיחַ עַל גַּבֵּי שׁוֹר דְּלֹא הָיָה לוֹ לְשׁוֹר לִיטּוֹל, אֲבָל הָכָא הָיָה לוֹ לִבְרֹחַ

Rashi explica que a meda mencionada pela mishná é sempre da mesma espécie que se comeu — se de trigo, paga-se trigo; se de cevada, paga-se cevada. Sobre o cabrito amarrado, confirma que também os animais estão incluídos na expressão bíblica "ou a seara em pé", e que não há isenção pelo princípio de que a pena maior absorve a menor, porque não há pena de morte pelo escravo que não estava amarrado — já que, podendo fugir, ele mesmo é responsável por não ter fugido, e por isso o incendiário fica isento apenas quanto à sua morte, mas obrigado quanto ao cabrito e à meda. Mas se o escravo estava amarrado — impossibilitado de fugir — o incendiário está isento inclusive do cabrito e da meda, pois há pena capital pelo escravo, conforme está escrito "certamente será vingado" (Shemot 21), e a punição maior absorve a menor, mesmo sem advertência prévia — pois já estabelecemos (Ketubot 34b) que quem é passível de pena de morte por erro fica isento do pagamento. Quanto ao cabrito, não há diferença entre estar amarrado ou não, e o texto o menciona apenas por associação ao caso do escravo; há também quem diga que, mesmo quanto ao cabrito, a isenção só vale quando ele estava apenas próximo, pois, sendo animal, deveria ter fugido por si mesmo.