Rabi Yehuda ben Bava testemunhou cinco coisas: que se faz as menores declararem a recusa; que se casa a mulher com base na palavra de uma única testemunha; que um galo foi apedrejado em Jerusalém por ter matado uma pessoa; e sobre o vinho de quarenta dias, que era derramado como libação sobre o altar; e sobre o tamid da manhã, que era oferecido na quarta hora. — O Perek Vav, o mais breve de todo o tratado, abre com um novo testemunhante: Rabi Yehuda ben Bava, figura conhecida na tradição por seu zelo em preservar e transmitir halachot ameaçadas de esquecimento. Como nos capítulos anteriores, o formato é o de "testemunho" (edut): não uma discussão nova, mas a confirmação de práticas e leis já conhecidas, trazidas à luz por quem as recebera diretamente. As cinco coisas aqui listadas são independentes entre si — não compartilham um mesmo tema — e por isso a mishná apenas as enumera, sem desenvolvê-las: a recusa (meun) que liberta uma menor órfã de um casamento contraído em sua infância; a permissão excepcional de casar uma mulher com base no testemunho de uma única testemunha sobre a morte do marido, quando a regra geral exige dois; o caso extraordinário do galo apedrejado por matar um ser humano, aplicando a um animal não-boi a lei bíblica do "boi que corneia"; a validade do vinho já fermentado por quarenta dias para as libações do altar; e o horário — a quarta hora do dia — em que o sacrifício perpétuo da manhã (tamid) era oferecido, mesmo tendo sido atrasado por circunstâncias históricas, como explica Rambam a partir do Talmud Yerushalmi.
Rambam observa que todos estes testemunhos são claros, e que se age conforme eles. Sobre o horário do tamid da manhã, ele cita o Talmud Yerushalmi (Berachot, cap. 4): nos dias do reino da Grécia, desciam para os sacerdotes, pelo muro, duas cestas de ouro, e subiam-lhes dois cordeiros para o sacrifício; certa vez, desceram-se as duas cestas de ouro e subiram-lhes dois bodes em lugar dos cordeiros — e naquela hora o Santo, bendito seja, iluminou os olhos dos sacerdotes, e eles encontraram dois cordeiros já examinados e aptos na câmara dos cordeiros [do Templo]. E foi sobre esse atraso, e o horário resultante, que testemunhou Rabi Yehuda ben Bava.
Bartenura explica cada um dos cinco testemunhos. Sobre a recusa das menores: por exemplo, dois irmãos casados com duas irmãs órfãs, uma maior e uma menor; morre o marido da maior, e ela fica vinculada ao levirato ao marido da menor — vínculo que impede o casamento da irmã menor com ele, pois o casamento de uma menor não tem validade plena. Ensina-se então à menor que recuse o marido; a recusa desfaz o primeiro casamento, e assim se torna permitido o levirato com a irmã maior. Sobre casar a mulher com base em uma única testemunha: quando o marido viajou a terras distantes e retornou apenas uma testemunha dizendo que ele morreu, casa-se ela com base nessa única palavra. Sobre o galo apedrejado: que bicou o cérebro de um bebê — e, embora a Torá diga "quando um boi chifrar", a lei se estende, por analogia verbal com o Shabat, a todo animal, fera ou ave. Sobre o vinho de quarenta dias: antes disso ele é inválido para libação, por ser ainda vinho recém-saído do lagar. E sobre o horário do tamid: certa vez, nos dias do reino da Grécia, faltaram cordeiros para os sacrifícios diários, e o tamid atrasou-se até que o Santo, bendito seja, iluminou os olhos dos sacerdotes, que encontraram dois cordeiros aptos na câmara dos cordeiros, oferecendo então o tamid da manhã na quarta hora do dia.