A tampa do barril que está solta e não se desprende: Rabi Yehudá diz: protege. E os sábios dizem: não protege. Se o buraco do dedo dela estava afundado dentro dela, e o sheretz estava dentro dele, o barril é impuro. Se o sheretz estava no barril, os alimentos que estão dentro dele são impuros.
A mishná trata da tampa (megufá) do barril que está frouxa e balança, mas que ainda assim não se solta nem cai — dúvida se ela conta como tampa hermética válida: Rabi Yehudá considera que sim, já que, apesar de balançar, ela não sai do lugar; os sábios discordam, pois o simples fato de balançar já a desqualifica como vedação firme e hermética. Além disso, se o “buraco do dedo” da tampa — a reentrância pela qual se a puxa — estava afundado, penetrando no espaço interno do barril, e havia ali um sheretz, considera-se que o sheretz está dentro do próprio ar do barril, tornando-o impuro, por analogia ao vaso de barro, que se contamina por seu ar interno; mas, se o sheretz estava apenas dentro do barril, e não naquele nicho da tampa, os alimentos que estão dentro do barril tornam-se impuros pela regra geral de que o vaso de barro contamina o que está em seu ar.
Sobre “que balança mas não se desprende”: quer dizer que está frouxa, mas não se separa da boca do barril. Em seguida, volta a outra lei, e diz que, quando o lugar por onde entra o dedo, feito de barro sobre a boca do barril — chamado “buraco do dedo” (bet etzba), como uma espécie de alça pela qual se levanta a tampa — quando esse lugar é muito fundo, a ponto de alcançar o interior do ar do barril, ele se considera colado a esse ar do barril, como mencionado. E não é a halachá como Rabi Yehudá.
Sobre “que balança”: que se move e balança, expressão de “e a rainha se perturbou”.
Sobre “Rabi Yehudá diz: protege”: pois ele considera que é tampa hermética, já que não sai do lugar.
Sobre “e os sábios dizem: não protege”: pois, já que balança, não é tampa hermética. E a halachá é como os sábios.
Sobre “se o buraco do dedo”: se o buraco do dedo da tampa está afundado e penetra no barril, considera-se o sheretz que está dentro dele como se estivesse dentro do próprio barril. E o “buraco do dedo” é o lugar da tampa onde a pessoa introduz o dedo.
Sobre “os alimentos que estão dentro dela”: que estão dentro do buraco do dedo afundado e penetrando no barril.
Sobre “são impuros”: pois a tampa do barril se equipara ao próprio barril.