As imposições de mãos (semichot), os agitares (tenufot), as aproximações (hagashot), os punhados (kemitzot), as queimas no altar (haktarot), os degolamentos de aves (melikot), as aspersões (hazaot) e os recebimentos de sangue (kabalot) se aplicam aos homens e não às mulheres, exceto a oferta de farinha (minchá) da sotá e da nezirá, que elas mesmas agitam. — A mishná enumera oito atos técnicos do procedimento sacrificial no Templo — a imposição de mãos sobre a cabeça do animal antes do abate, o agitar da oferenda em determinadas direções, a aproximação da oferenda de farinha ao canto sudoeste do altar, o retirar um punhado dela para ser queimado, a própria queima no altar, o degolamento de aves com a unha do sacerdote, a aspersão do sangue e o recebimento do sangue no recipiente sagrado — e estabelece que todos esses atos, ainda que a própria trazida da oferenda seja obrigação tanto de homens quanto de mulheres, só podem ser fisicamente realizados por homens (mesmo quando se trata de uma sacerdotisa oferecendo sua própria minchá). A única exceção — dramática, dado o contexto de ambas as situações — é a mulher suspeita de adultério (sotá) e a mulher que fez voto de nazireado (nezirá): ambas, ao trazerem sua respectiva oferenda de farinha, são as únicas mulheres em toda a Torá que agitam pessoalmente sua própria oferenda com as próprias mãos, um gesto ritual normalmente reservado exclusivamente aos homens.
Rambam traça a cadeia de analogias verbais que estende a exigência de tenufá pelas próprias mãos da sotá à nezirá.
Rambam observa que todos os oito atos rituais desta mishná são descritos na Torá em linguagem gramatical masculina — "e imporá sua mão", "e agitará", "e aproximará", "e tomará um punhado" — indicando que sua execução física é reservada aos homens. Explica então a cadeia de derivação que estabelece a exceção: a Torá diz explicitamente, sobre a sotá, "e porá em suas [próprias] mãos a oferenda memorial", ensinando que ela mesma a agita; e o mesmo verbo "porá em suas [próprias] mãos" reaparece, quase idêntico, sobre o nazir — permitindo à Guemará aprender, por analogia verbal ("kaf kaf"), que a nezirá agita sua oferenda exatamente como a sotá agita a sua.
Rashi sobre a Guemará (Kidushin 36a) confirma que a mesma expressão hebraica cobre tanto a mão quanto o recipiente, e Bartenura detalha, ato por ato, o que fica vedado à mulher.
Rashi observa, num ponto técnico da Guemará sobre o recebimento do sangue (kabalá), que a mesma expressão bíblica carrega um único e mesmo sentido, seja o recebimento realizado com a própria mão do sacerdote, seja por meio do recipiente sagrado (mizrak) — ambos os modos se enquadram igualmente na categoria de "recebimento" reservada aos homens que oficiam o serviço.
Bartenura percorre a lista item por item, aplicando-a explicitamente à mulher, inclusive à sacerdotisa (mesmo uma filha de kohen apta ao serviço não realiza nenhum desses atos): ela não impõe as mãos sobre o animal, não agita a oferenda, não a aproxima do canto sudoeste do altar segundo o procedimento próprio — mesmo sendo ela mesma sacerdotisa —, não retira o punhado, não o queima, não degola aves com a unha, não recebe o sangue no recipiente sagrado, e não realiza a aspersão do sangue. Todos esses atos permanecem, sem exceção alguma além da sotá e da nezirá, reservados aos homens que oficiam o serviço do altar.