Fechando o Perek Chet, esta última mishná descreve o armazenamento correto do vinho das libações, a regra de não tomá-lo do topo nem do fundo do casco, e o método pelo qual o tesoureiro do Templo verificava, com uma cana de medida, que o vinho extraído vinha exatamente do terço médio — concluindo com a fonte bíblica que exige perfeição também nas libações.
Não o recolhiam em jarros grandes, senão em cascos pequenos. E não enche o casco até a sua boca, para que seu aroma se espalhe. — A mishná descreve o cuidado no armazenamento do vinho destinado às libações: em vez de grandes jarros — que o expõem a deterioração quando parcialmente esvaziados — usavam-se cascos pequenos, e mesmo estes não eram enchidos até a boca, deixando espaço vazio para que o aroma do vinho se concentrasse ali e se espalhasse ao abrir o casco.
Não traz nem de sua boca, por causa da nata, nem de seu fundo, por causa das fezes; mas traz de seu terço e de seu meio. Como examina? O tesoureiro se senta com a cana em sua mão; lançou o fio, e bateu com a cana. — A mishná explica que se evitava tanto o vinho próximo à boca do casco — onde se forma uma nata semelhante à farinha — quanto o do fundo — onde se depositam as fezes — trazendo-se apenas do terço médio, a porção mais limpa. O tesoureiro sentava-se junto ao casco, cana de medida em mão; quando via que o vinho que escorria começava a arrastar consigo um fio de sedimento, batia imediatamente com a cana, sinal para que se interrompesse a extração antes que as fezes se misturassem ao vinho recolhido.
Rabi Yossei, filho de Rabi Yehudá, diz: o vinho em que subiu nata é inválido, como está dito: "íntegros serão para vós, e sua oferenda de refeição" — "íntegros serão para vós, e suas libações". — A mishná encerra o capítulo com uma opinião mais rigorosa: para Rabi Yossei b'Rabi Yehudá, mesmo a simples presença da nata semelhante à farinha basta para invalidar o vinho por completo — não apenas para excluir a porção próxima à boca do casco. Ele fundamenta essa exigência de perfeição absoluta no versículo que aplica, lado a lado, a palavra "íntegros" tanto à oferenda animal e sua oferenda de refeição quanto às libações que a acompanham, unificando o padrão de perfeição exigido de todos os componentes do sacrifício.
Rambam explica que, para que "seu aroma se espalhe", faz-se seu odor permanecer, pois seu hálito sobe e se acumula no espaço deixado no topo do recipiente, fazendo o aroma permanecer. E que nada se misture nele e suba sobre a face do vinho como uma espécie de grãos — coisa que ocorre nos vinhos de viajantes, chamada "farinhas" (kemachin), sem dúvida semelhantes a grãos de trigo, e os árabes as chamam "kemachin"; e isso, entre nós, só ocorre no vinho selecionado, e talvez, no vinho da Terra de Israel, só ocorra nos de qualidade inferior. E o sentido de "lançou o fio, bateu com a cana" é que, quando o vinho lançou o fio de fezes, o tesoureiro bate com a cana, ou seja, repele-o e o afasta, não permitindo que continue a escorrer. E a lei não segue Rabi Yossei b'Rabi Yehudá. E convém saber que todo aquele que consagrar ao altar algo destas coisas que dissemos serem inválidas — farinha, azeite, vinho ou lenha que ofereceu sendo inválidos — é igualmente açoitado por decreto rabínico, assim como é açoitado por lei da Torá quem consagra ao altar um animal com defeito, por se assemelhar a ele.
חֲצָבִים גְּדוֹלִים. שֶׁהַכֵּלִים הַגְּדוֹלִים פּוֹגְמִים טַעַם הַיַּיִן:
כְּדֵי שֶׁיְּהֵא רֵיחוֹ נוֹדֵף. כְּשֶׁהֶחָבִית מְלֵאָה, יוֹצֵא הָרֵיחַ לַחוּץ וְאֵינוֹ נוֹדֵף:
קְמָחִין. כְּמִין גַּרְגְּרִים דַּקִּים לְבָנִים שֶׁעוֹלִים עַל פְּנֵי הַיַּיִן דּוֹמִין לְקֶמַח:
וּמֵאֶמְצָעָהּ. מֵשִׂים בַּרְזָא בְּאֶמְצַע הֶחָבִית:
קָנֶה. אַמַּת הַמִּדָּה שֶׁהָיְתָה רְגִילָה לִהְיוֹת בְּיַד הַגִּזְבָּר:
זָרַק אֶת הַגִּיד וְהִקִּישׁ בַּקָּנֶה. כְּלוֹמַר כְּשֶׁזָּרַק הַיַּיִן הַגִּיד שֶׁל שְׁמָרִים, שֶׁמַּתְחִילִים הַשְּׁמָרִים לָצֵאת, הִקִּישׁ הַגִּזְבָּר בַּקָּנֶה שֶׁבְּיָדוֹ וְדָחָהוּ שֶׁלֹּא יִכָּנֵס בַּכְּלִי שֶׁיֵּשׁ בּוֹ הַיַּיִן:
רַבִּי יוֹסֵי בְרַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר יַיִן שֶׁעָלוּ בוֹ קְמָחִין פָּסוּל. וְאֵין הֲלָכָה כְּרַבִּי יוֹסֵי בְּרַבִּי יְהוּדָה. וְכָל הָנֵי דְּאָמְרִינַן בְּמַתְנִיתִין שֶׁהֵם פְּסוּלִים, בֵּין בַּסֹּלֶת בֵּין בַּשֶּׁמֶן בֵּין בַּיַּיִן, אִם עָבַר וְהִקְדִּישָׁן מַכִּין אוֹתוֹ מַכּוֹת מַרְדּוּת מִדִּבְרֵיהֶם, כְּדִין הַמַּקְדִּישׁ בַּעַל מוּם לַמִּזְבֵּחַ שֶׁהוּא לוֹקֶה מִן הַתּוֹרָה. וּכְשֵׁם שֶׁהָיוּ מְבִיאִים הַסֹּלֶת וְהַיַּיִן וְהַשֶּׁמֶן מִמְּקוֹמוֹת מֻבְחָרִים יְדוּעִים כְּדִתְנַן בְּמַתְנִיתִין, כָּךְ הָיוּ מְבִיאִים הַקָּרְבָּנוֹת מִמְּקוֹמוֹת יְדוּעִים, אֵילִים מִמּוֹאָב, כְּבָשִׂים מֵחֶבְרוֹן, עֲגָלִים מִשָּׁרוֹן, גּוֹזָלוֹת דְּהַיְנוּ תּוֹרִים וּבְנֵי יוֹנָה מֵהַר הַמֶּלֶךְ:
Bartenura explica que os "jarros grandes" prejudicam o sabor do vinho, por isso se usam recipientes pequenos. "Para que seu aroma se espalhe": quando o casco está cheio, o aroma sai para fora e não se concentra, não se espalhando bem. "Nata" (kemachin) são como grãos finos e brancos que sobem sobre a face do vinho, semelhantes à farinha. "E de seu meio": coloca-se a torneira no meio do casco. "Cana": a vara de medida que costumava estar na mão do tesoureiro. "Lançou o fio, e bateu com a cana": ou seja, quando o vinho começou a lançar o fio de fezes — sinal de que as fezes começavam a sair — o tesoureiro batia com a cana em sua mão e o repelia, para que não entrasse no recipiente onde estava o vinho. Sobre a opinião de Rabi Yossei b'Rabi Yehudá, de que o vinho em que subiu nata é inválido, esclarece que a lei não o segue. E assim como traziam a farinha, o vinho e o azeite de lugares conhecidos e excelentes, como se ensinou na mishná, também traziam os animais de lugares conhecidos: carneiros de Moabe, cordeiros de Hebron, bezerros de Sharon, pombinhos — isto é, rolinhas e filhotes de pomba — do Monte do Rei.
Rashi explica que não recolhiam o vinho em jarros grandes porque, ao se retirar dele aos poucos, os jarros ficavam parcialmente vazios e o vinho se estragava. "Para que seu aroma se espalhe": porque, quando o casco está um pouco vazio, o vinho exala mais aroma do que quando está cheio. Sobre "nata" (kemachin), traduz o termo para outra língua. "Como examina": para saber se o vinho está bom — o tesoureiro se senta com a cana na mão, observando enquanto o vinho sai pelo orifício do casco. "Lançou o fio": quando começa a sair aquele branco que flutua sob o vinho, sobre as fezes. "Bateu": o tesoureiro bate na jarra e a fecha imediatamente — esse era seu sinal, pois não queria falar enquanto se extraía o vinho. Sobre "como está dito: íntegros serão para vós", explica que, se havia nata nele, o vinho era considerado como se tivesse um defeito.