Estes não reduzem: o osso não reduz por causa de ossos, nem a carne por causa de carne, nem uma azeitona do morto, nem uma azeitona da carniça, nem uma lentilha do réptil, nem um ovo de alimentos, nem o produto que está nas janelas, nem a teia de aranha que não tem substância, nem a carcaça da ave pura sobre a qual se pensou, nem a carcaça da ave impura sobre a qual se pensou e a tornou apta, nem os fios de urdidura e trama com marcas de lepra, nem um tijolo de bet haperas, palavras de Rabi Meir. E os sábios dizem: o tijolo reduz, porque seu pó é puro. Esta é a regra: o que é puro reduz, e o que é impuro não reduz.
Esta última mishná do capítulo espelha exatamente a anterior, invertendo cada um de seus casos para mostrar quando o mesmo elemento deixa de reduzir o palmo. Osso não reduz diante de outro osso, nem carne diante de outra carne, porque, sendo do mesmo tipo da impureza do outro lado, eles se somam a ela em vez de bloqueá-la — o princípio já explicado pelo Rambam e pelo Bartenura na mishná anterior. Já uma azeitona inteira de cadáver, uma azeitona inteira de carniça, uma lentilha inteira de réptil e um ovo inteiro de alimento não reduzem porque, tendo atingido sua própria medida mínima de impureza, tornam-se eles mesmos fontes de impureza, e não mais elementos puros capazes de bloquear. O produto agrícola enraizado dentro da própria janela — e não afastado dela, como no caso anterior — não reduz, porque o dono tem intenção de removê-lo, já que, se o deixasse, ele danificaria a parede; e tudo o que se tem intenção de remover perde a condição de bloqueio. A teia de aranha sem substância, sendo fina demais, não ocupa espaço suficiente para reduzir. A carcaça de ave pura já pensada para consumo, e a de ave impura já pensada e tornada apta, tendo ambas atingido a condição plena de impureza alimentar, deixam de ser elementos puros. Os fios de urdidura e trama com marcas de lepra são, eles mesmos, impuros pela lepra que a Torá descreve tanto na urdidura quanto na trama (Levítico 13:48), e por isso não reduzem. Por fim, a controvérsia entre Rabi Meir e os sábios sobre o tijolo feito da terra de um bet haperas — um campo onde se presume ter havido, em algum ponto não identificado, um cadáver arado pelo solo — gira em torno de saber se esse tijolo conserva a impureza presumida da terra de origem: Rabi Meir sustenta que sim, e por isso ele não reduz; os sábios, cuja opinião prevalece como halachá, sustentam que a impureza de bet haperas se aplica apenas a um torrão de terra em seu estado natural, e não ao pó depois de moldado em tijolo, que permanece puro e, portanto, reduz. A mishná encerra com a regra geral que resume todo o capítulo: o que é puro reduz o palmo, e o que é impuro não reduz.
A linguagem da Torá é que tanto a urdidura quanto a trama se impurificam pela lepra, como disse, bendito seja: “ou na urdidura, ou na trama” (Levítico 13:48). E quanto ao tijolo de bet haperas: é um torrão feito da terra de um bet haperas, e é sabido que o bet haperas é impuro, pois dizem na Tosefta que só declararam impuro o torrão em seu estado natural — e todas as suas leis se esclarecerão neste tratado. E disseram “o impuro não reduz”; e a regra geral é: tudo o que é impuro por si mesmo, como uma azeitona de carniça e uma lentilha de réptil, ou aquilo que impurifica por estar na janela, como um ovo de alimentos aptos, ou semelhante a estes, não reduz. E a halachá é como os sábios.
Sobre “nem o produto que está na janela”: quando enraizou dentro da própria janela, porque o dono tem a intenção de removê-lo, já que ele danifica a parede; e tudo o que se tem intenção de remover não reduz na janela. E acima falava-se de quando enraizou longe da parede, quando já não há intenção de removê-lo.
Sobre “os fios de urdidura e trama com marcas de lepra”: pois urdidura e trama se impurificam pela lepra, e o que é impuro não reduz.
Sobre “nem um tijolo de bet haperas”: o tijolo feito da terra de um bet haperas. Rabi Meir sustenta que ele é impuro, assim como a terra de bet haperas é impura, e por isso não reduz na janela. E os sábios sustentam que só declararam impuro o torrão em seu estado natural vindo de bet haperas, e não a terra, mesmo depois de moldada. E a halachá é como os sábios. E a medida do torrão é como uma rolha grande de sacos, do tamanho do selo dos fardos.
Com esta sexta mishná, encerra-se o Perek Yud-Guimel de Massechet Ohalot, um capítulo dedicado, do início ao fim, à medida exata das aberturas em paredes e portas capazes de transmitir ou deter a impureza de ohel.
O capítulo abriu (13:1–13:2) estabelecendo a hierarquia completa das medidas de um buraco de luz: a plenitude da broca grande da câmara do Templo para quem o abre desde o início; dois dedos por um polegar para seus restos depois de tapado parcialmente; a plenitude de um punho para um buraco formado por água, répteis ou salitre, sem intenção humana; e o palmo aberto quadrado para quando alguém decide aproveitá-lo para uso — com a controvérsia entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre a soma dos vãos de uma grade, e entre os sábios e Rabi Shimon sobre se as mesmas medidas valem tanto para a impureza entrar quanto para sair. A mishná seguinte (13:2) aplicou princípios semelhantes à janela feita para o ar, cuja medida se reduz quando uma casa é construída defronte dela, com o caso intermediário do telhado colocado no meio de sua altura. A mishná 13:3 voltou-se para o buraco no meio de uma porta, com a controvérsia entre Rabi Akiva e Rabi Tarfon, e os casos em que todos concordam na medida do punho fechado. A mishná 13:4 tratou dos buracos feitos para objetos específicos — vara, tenaz, lâmpada —, com a controvérsia entre Bet Shamai e Bet Hilel, e da medida fixa de um palmo para espiar, conversar ou usar. E as duas mishnayot finais (13:5–13:6) formaram um par espelhado, elencando sistematicamente o que reduz e o que não reduz a abertura de um palmo — carne, osso, cadáver, carniça, réptil, alimento, produto agrícola, teia de aranha, carcaças de aves puras e impuras, fios de tecido leprosos e o tijolo de bet haperas —, culminando na regra geral que resume todo o capítulo: o que é puro reduz, e o que é impuro não reduz.
O estudo de Massechet Ohalot prossegue agora para o Perek Yud-Dálet, que continuará a explorar, ao longo dos cinco perakim que ainda restam, as inúmeras ramificações da impureza transmitida por ohel.