Aquele que inclui outros em sua porção com ele, os membros da turma podem lhe dar o que é dele, e ele come de sua porção, e eles comem da porção deles. — Quando um dos membros de uma turma designada para um korban Pessach, por conta própria, inclui outras pessoas para comerem junto com ele de sua parte da carne — sem consultar os demais companheiros de turma —, esses companheiros não são obrigados a aceitar essa ampliação dentro da própria refeição coletiva. Eles têm o direito de dizer a ele: toma o que é teu e sai para comer à parte com quem quiseres. Assim, ele passa a comer com seus novos designados de sua porção separada, enquanto o resto da turma original continua a comer normalmente da porção deles, sem qualquer prejuízo para a validade da refeição de nenhum dos dois grupos — pois, como já se estabeleceu, o korban Pessach pode ser comido validamente por duas turmas distintas.
Este versículo, já apresentado em mishnayot anteriores como fonte de que um mesmo korban Pessach pode ser comido, validamente, por duas turmas distintas em duas "casas" diferentes, sustenta também o direito dos companheiros de turma de recusar a ampliação proposta por um só deles. Como o korban pode ser dividido em duas refeições separadas sem perda de validade para nenhuma delas, os demais membros da turma não têm motivo halachico para aceitar a inclusão de estranhos dentro de sua própria refeição coletiva — basta que o membro que deseja incluir outros se separe com sua porção, formando, tecnicamente, uma segunda "casa".
Bartenura nota que esta mishná segue a opinião de que o korban Pessach pode ser comido em duas turmas distintas, o que fundamenta o direito dos companheiros de recusar a ampliação sem invalidar a refeição de nenhum dos dois grupos.
Os membros da turma podem lhe dizer: toma o que é teu e sai e come tu e teus companheiros — pois os membros da turma não se conformam em ter todas essas vontades dentro de sua turma. E este tana entende que o Pessach é comido em duas turmas.
Bartenura identifica o caso como o de um membro de turma que amplia sua porção sem consultar os demais; Rashi, na Guemará, desenvolve o debate talmúdico sobre se essa recusa se aplica apenas a novos comensais ou também aos designados de nascença, e a razão de fundo — o receio de sobrecarregar a refeição coletiva.
"Aquele que inclui outros em sua porção com ele, podem etc.": isso é evidente.
"Aquele que inclui outros em sua porção" — um dos membros de uma turma que incluiu outros em sua porção, sem o consentimento da turma. "Os membros da turma podem lhe dizer" — toma o que é teu e sai e come tu e teus companheiros, pois os membros da turma não se conformam em ter todas essas vontades dentro de sua turma. E este tana entende que o Pessach é comido em duas turmas.
"Mishná: aquele que inclui outros em seu Pessach." "Podem" — dizer-lhe: toma tua porção e sai e come tu e tua turma tua porção, pois este tana entende que o Pessach é comido em duas turmas. "Guemará: as vontades são diferentes" — os membros da turma não estão dispostos a ter todas essas vontades dentro de sua turma, pois talvez atrasem a refeição para eles; e não é apenas por causa da quantidade de comida a mais, mas mesmo que todos juntos comessem apenas o equivalente a uma pessoa, ainda assim eles podem se opor.