O terceiro tratado de Seder Moed — as leis de Pessach: a busca e queima do chametz, o sacrifício pascal e a noite do Seder
Massechet Pessachim é o terceiro tratado da Ordem de Moed, dedicado às leis da festa de Pessach. O Perek Alef, já publicado por completo, abre o tratado com a busca do chametz à luz de vela na véspera de catorze de Nisan, os horários para comer e queimar o pão fermentado, e a disputa sobre queimar juntas terumot puras e impuras. O Perek Bet, também completo, trata dos horários finais de usufruto do chametz, do chametz de gentios e de penhores, da teruma de chametz, dos cinco grãos aptos à matzá, das cinco espécies de maror, e de diversas cautelas domésticas contra a fermentação. O Perek Guimel, também completo, trata das misturas comuns que contêm chametz, da massa presa nas fendas da amassadeira, da separação da chalá em impureza no Yom Tov, do cuidado das mulheres ao amassar em grupo, da diferença entre se'or e massa já rachada, do catorze de Nisan caindo em Shabat, e dos casos de quem se lembra, a caminho de uma mitsvá, de chametz ou de carne sagrada deixados para trás. O Perek Dalet, também completo, reúne uma série de casos regidos pelo princípio do minhag hamakom — o costume local —, aplicado ao trabalho na véspera de Pessach, aos frutos do sétimo ano, à venda de animais a gentios, à carne assada no Seder, à vela de Yom Kipur e ao trabalho em Tisha BeAv; e encerra com os seis costumes dos homens de Jericó e os seis atos do rei Chizkiyahu. O Perek Hei, também completo, volta ao korban Pessach propriamente dito: os horários de abate do tamid e do Pessach, a invalidade por intenção errada quanto ao tipo de sacrifício ou quanto aos comensais, o horário mínimo do meio-dia, a proibição de abater sobre chametz, e todo o cerimonial do abate em três turmas no átrio do Templo — a corrente de mãos dos cohanim, a aspersão junto ao fundamento do altar, a leitura do Hallel, o procedimento em Shabat, o pendurar e esfolar o animal, e a queima de suas partes designadas ao altar até a saída, ao escurecer, para assá-lo em casa. O Perek Vav, também completo, trata do que exatamente afasta o Shabat no korban Pessach — abate, aspersão do sangue, limpeza e queima das entranhas, mas não seu assado nem seus atos preparatórios —, traz o célebre debate entre Rabi Eliezer, Rabi Yehoshua e Rabi Akiva sobre os machshirei mitsvá, define quando se acrescenta a chagigá facultativa ao Pessach e de quais espécies ela vem, e encerra com os casos de abate em Shabat com intenção errada quanto ao tipo de sacrifício, aos comensais ou a um defeito no animal. O Perek Zayin, o maior do tratado com treze mishnayot, também completo, dedica-se ao preparo e consumo do korban Pessach: a disputa entre Rabi Yossei HaGelili e Rabi Akiva sobre como assá-lo no espeto, a proibição do espeto de metal e da grelha comum, o episódio de Rabán Gamliel e seu escravo Tavi, o Pessach untado com azeite de teruma ou de segundo dízimo, as cinco oferendas trazidas em impureza e a exceção do próprio Pessach, os graus de impureza na congregação e o poder expiatório do Tzitz do Cohen Gadol, os procedimentos de queima do Pessach contaminado ou de seus restos, a proibição de quebrar seus ossos, os limites exatos de Jerusalém para o consumo de carne sagrada, e encerra com o caso de duas turmas que comem o mesmo Pessach numa só casa. O Perek Chet, agora também completo, examina as designações incertas ou disputadas para o korban Pessach: a mulher casada entre a casa do marido e a do pai, o órfão sob dois tutores, o escravo de dois sócios e o meio-escravo-meio-livre, o escravo que esquece qual animal seu senhor mandou abater, os filhos designados por um pai que promete o mérito a quem chegar primeiro a Jerusalém, os limites de tempo para incluir ou retirar designados, o membro de turma que amplia sua porção sem consentimento dos demais, os prazos de abate para o zav, a shomeret yom keneged yom e a zavá, as quatro categorias — onen, quem escava escombros, o preso prometido a ser solto, e o doente ou idoso — que só têm o Pessach abatido em turma alheia, a disputa entre Rabi Yehudá e Rabi Yossei sobre abater por um indivíduo isolado, a proibição de turma exclusiva de mulheres ou de escravos com menores, e encerra com o alcance exato da permissão ao onen de comer seu próprio Pessach à noite e a disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre o convertido na véspera de Pessach. O Perek Tet dedica-se ao instituto do Pessach Sheni — o segundo Pessach, um mês depois, para quem estava impuro, em caminho distante, ou foi impedido por erro ou força maior — e às diferenças entre o primeiro e o segundo Pessach, entre o Pessach do Egito e o das gerações, aos casos do korban Pessach perdido, trocado por temurá, separado com defeito, misturado com outros sacrifícios, ou perdido e substituído por um grupo inteiro, e encerra com os procedimentos de designação condicional recíproca entre grupos e indivíduos cujos korbanot se misturaram entre si. O Perek Yud, último do tratado, percorre a ordem completa do Seder da noite de Pessach: os preparativos na véspera e os quatro copos garantidos a todos (10:1), a disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre a ordem das bênçãos (10:2), o primeiro molho de vegetais e a chegada da matzá, do maror e do charosset (10:3), as quatro perguntas do Ma Nishtaná e o princípio de começar pelo desprezo e terminar pelo louvor (10:4), o ensinamento de Rabban Gamliel sobre os três nomes — Pessach, matzá e maror (10:5), a extensão do Halel e o selo da bênção de redenção (10:6), o Birkat HaMazon e a conclusão do Halel (10:7), a proibição de encerrar a refeição com sobremesa (10:8), e a última mishná do tratado inteiro, sobre a impureza do Pessach depois da meia-noite (10:9).