A mitsvá dos que são decapitados: cortavam sua cabeça com a espada, como faz a monarquia. Rabi Yehuda diz: isto é uma degradação; antes, colocam sua cabeça sobre o cepo e a cortam com um cutelo. Disseram-lhe: não há morte mais degradante que essa. — O método padrão, segundo os sábios, é o mesmo usado pelos reinos ao redor para executar seus condenados: golpear o pescoço com uma espada enquanto o condenado permanece de pé. Rabi Yehuda considera esse método degradante, por deixar o condenado de pé até o momento do golpe e depois cair — uma imagem que ele julga imprópria. Propõe, em vez disso, que o condenado se ajoelhe com a cabeça apoiada sobre um bloco de madeira, e que a cabeça seja separada com um cutelo, à maneira de um açougueiro. Os sábios respondem que não há forma mais degradante que essa: o método de Rabi Yehuda substitui a rapidez e a dignidade relativa da espada por um gesto associado ao abate de animais, o que consideram pior. A halachá segue os sábios, entre outros motivos por o método da espada estar explicitamente indicado na Torá.
A mitsvá dos que são estrangulados: afundavam-no no esterco até seus joelhos, colocavam um lenço rígido dentro de um macio e o enrolavam em volta de seu pescoço; este puxava para si e aquele puxava para si, até que sua alma saísse. — O procedimento repete os elementos técnicos já descritos para a queima — o esterco para imobilizar o condenado, o lenço rígido dentro do macio para proteger a pele — mas aqui as duas testemunhas puxam as pontas do lenço até que a asfixia, por si só, cause a morte, sem qualquer lançamento de pavio. É por essa razão que os sábios contam o estrangulamento como a mais branda das quatro mortes: não há golpe, corte, nem fogo — apenas a própria compressão do lenço.
Rambam traz, da beraita, a própria justificativa de Rabi Yehuda: ele reconhece que seu método também degrada, mas o prefere porque a Torá adverte "não andareis em seus costumes" — evitando assim o método usado pelas monarquias gentias. Os sábios respondem que a própria Torá, ao mencionar a espada como instrumento de execução, já estabelece esse método como o correto para uma das penas capitais, de modo que ele não pode ser considerado um "costume alheio". Rambam observa ainda, como princípio geral já indicado, que são as próprias testemunhas quem executa o condenado, seja qual for a pena — pois o que elas percebem por seus sentidos é, para elas, um fato certo, ao passo que, para o tribunal, é apenas um relato ouvido de terceiros; por isso a Torá encarrega as testemunhas de executarem a sentença. A halachá não segue Rabi Yehuda.
Bartenura explica que a objeção de Rabi Yehuda é que o método padrão executa o condenado de pé, e o corpo cai após o golpe — imagem que ele considera degradante. Confirma, a partir da beraita, que o argumento de Rabi Yehuda é evitar um "costume dos povos"; os sábios respondem que, como a própria Torá menciona a espada no versículo "com certeza será vingado", o método não pode ser considerado um costume estrangeiro proibido, pois foi a própria Torá quem o estabeleceu. A halachá segue os sábios.
Rashi confirma, de forma sucinta, a leitura de Bartenura: a objeção de Rabi Yehuda ao método padrão é que ele mata o condenado enquanto este ainda está de pé, e o corpo cai em seguida — o que Rabi Yehuda considera indecoroso. E identifica o "cepo" mencionado em seu método alternativo como um bloco de madeira grosso, fixado na terra, semelhante ao usado pelos ferreiros em sua bigorna.