Aquele que busca libações vai até Yochanan, que é o encarregado dos selos, dá-lhe dinheiro e recebe dele um selo. Vem até Achiyá, que é o encarregado das libações, dá-lhe o selo e recebe dele as libações. — Quem precisava de farinha, óleo e vinho para acompanhar seu sacrifício não comprava diretamente dos vendedores: primeiro pagava a Yochanan, o encarregado dos selos descritos na mishná anterior, recebendo em troca um selo marcado com o tipo de libação necessário; em seguida, levava esse selo a Achiyá, o encarregado das próprias libações, que lhe entregava a mercadoria em troca do selo — sem manuseio direto de dinheiro nesse segundo passo.
E à noite, vêm um até o outro: Achiyá traz os selos e recebe em troca deles o dinheiro. E se sobrou, sobrou para o Templo. E se faltou, Yochanan pagava de seu próprio bolso, pois a mão do Templo está por cima. — Ao final do dia, os dois encarregados se encontravam para acertar as contas: Achiyá devolvia a Yochanan todos os selos recebidos ao longo do dia, e Yochanan lhe entregava o dinheiro correspondente — o mesmo dinheiro que originalmente recebera de cada comprador. Se, na contagem, sobrasse dinheiro em mãos de Yochanan além do valor dos selos devolvidos, esse excedente pertencia ao Templo; mas se faltasse — sinal de que Yochanan havia entregado selos sem receber o pagamento correspondente —, era ele quem cobria a diferença do próprio bolso, pois o princípio geral é que o Templo nunca sai perdendo.
A Torá vincula toda oferenda de animal a uma libação de farinha e óleo, medida com precisão. Como cada tipo de sacrifício exige uma medida diferente — conforme detalhado na mishná anterior sobre os quatro selos —, o Templo precisava de um sistema organizado para que qualquer israelita, ao trazer seu sacrifício, pudesse adquirir rapidamente a libação exata correspondente, já preparada "sobre a pureza do sagrado", sem depender de fornecedores individuais fora do controle do tesouro.
"Vem até Achiyá, que era o encarregado" — de vender as libações, vinhos, óleos e farinhas finas, para que não fosse necessário a cada um que trouxesse um sacrifício procurar por libações já preparadas sob os padrões de pureza exigidos pelo sagrado.
"Aquele que busca libações etc.": tudo isso está claro — Achiyá trazia o selo que continha a letra de Yochanan, e cobrava de Yochanan o dinheiro que este havia recebido. Se sobrasse em mãos dele, sobrava para o Templo; e é a esse excedente que a mishná aludiu no capítulo anterior, ao mencionar "o sobejo das libações".
"Dá-lhe dinheiro" — conforme as libações de que necessita. "Vem até Achiyá, que era o encarregado" — de vender as libações, vinhos, óleos e farinhas finas, para que não fosse necessário a cada um que trouxesse um sacrifício procurar por libações já preparadas sob os padrões de pureza exigidos pelo sagrado.
"E se sobrou, sobrou para o Templo" — e não se levanta a dúvida de que talvez fosse dinheiro do próprio Yochanan, misturado ao dinheiro das libações — presume-se que todo o excedente pertence ao sagrado.