No primeiro dia da festa, havia ali treze touros, dois carneiros e um bode. Restavam catorze cordeiros para os oito turnos. — Das vinte e quatro divisões (mishmarot) de sacerdotes que serviam no Templo, dezesseis já se ocupavam dos treze touros, dois carneiros e um bode do primeiro dia — um animal por turno — restando oito turnos para dividir entre si os catorze cordeiros restantes.
No primeiro dia, seis oferecem dois cada um, e o restante, um cada um. No segundo, cinco oferecem dois cada um, e o restante, um cada um. No terceiro, quatro oferecem dois cada um, e o restante, um cada um. No quarto, três oferecem dois cada um, e o restante, um cada um. No quinto, dois oferecem dois cada um, e o restante, um cada um. No sexto, um oferece dois, e o restante, um cada um. No sétimo, todos são iguais. — Como a cada dia da festa o número total de touros diminuía em um (conforme Bemidbar 29), o número de turnos disponíveis para os cordeiros aumentava proporcionalmente, alterando a cada dia a distribuição exata entre "dois cordeiros por turno" e "um cordeiro por turno" — até chegar ao sétimo dia, quando todos os turnos recebiam exatamente a mesma quantidade.
No oitavo dia, voltavam ao sorteio, como nas demais festas. Disseram: quem ofereceu touros hoje não oferecerá amanhã, mas se revezam em ciclo. — No oitavo dia — Shmini Atzeret, com sua configuração de oferendas totalmente distinta — voltava-se ao sistema normal de sorteio usado nas demais festividades; e, como princípio geral, nenhum turno que oferecesse touros num dia voltaria a fazê-lo no dia seguinte, garantindo que, ao longo da semana, todos os turnos tivessem oportunidade equivalente de participar de cada tipo de oferenda.
A Torá determina explicitamente, ao longo de Bemidbar 29:12-34, o número decrescente de touros a cada dia da festa de Sucot — treze no primeiro dia, doze no segundo, e assim sucessivamente até sete no sétimo — mantendo fixos, porém, os dois carneiros, o bode e os catorze cordeiros em todos os sete dias. É precisamente essa variação, imposta pelo texto bíblico, que gera a complexa distribuição entre os vinte e quatro turnos sacerdotais detalhada nesta mishná: à medida que o número de touros diminui, mais turnos ficam disponíveis para dividir os catorze cordeiros fixos, alterando a proporção exata a cada dia até que, no sétimo dia, o número de turnos e o de animais finalmente coincidem.
O Rambam explica os dois princípios gerais necessários para compreender toda a mishná — o número de vinte e quatro turnos e o número de oferendas em cada dia; Bartenura detalha o cálculo exato para cada um dos primeiros três dias.
Tudo isto se esclarece com o conhecimento de dois princípios: o primeiro, que os turnos sacerdotais são vinte e quatro, e todos servem nas festas. E o segundo, que as oferendas fixas são catorze cordeiros, dois carneiros e um bode em cada um dos sete dias, e no primeiro dia, além do que mencionamos, treze touros, e no segundo dia doze touros — e assim vão diminuindo um a um, até que as oferendas do sétimo dia sejam sete touros.
"No primeiro dia da festa" etc. — vinte e quatro turnos de sacerdotes havia no Templo, e todos ascendiam para a festa e tinham direito às obrigações que vinham por causa da festa; e dezesseis turnos ofereciam dezesseis animais, que são treze touros, dois carneiros e um bode. Restaram oito turnos para catorze cordeiros: seis dos oito turnos ofereciam dois cordeiros cada um, totalizando doze cordeiros; e os dois turnos restantes ofereciam um cada um.
Rashi, na Guemará, comenta a ordem em que os despojos de sacrifícios eram organizados sobre o altar, esclarecendo o cuidado dos Sábios em preservar a memória exata da fixação do calendário através desses procedimentos.
E disse Rabi Yochanan — por isso os organizam acima das demais partes do sacrifício, para mostrar que são importantes, e para dar a conhecer que a lua nova foi fixada em seu tempo próprio.