Como eximem suas rivais? Se sua filha, ou uma qualquer destas relações proibidas, estava casada com seu irmão, e ele tinha outra esposa, e morreu — assim como sua filha é isenta, também sua rival é isenta. Se a rival de sua filha foi e se casou com o segundo irmão, e ele tinha outra esposa, e morreu — assim como a rival de sua filha é isenta, também a rival de sua rival é isenta, ainda que sejam cem. Como, se morreram, suas rivais são permitidas? Se sua filha, ou uma qualquer destas relações proibidas, estava casada com seu irmão, e ele tinha outra esposa, e sua filha morreu ou se divorciou, e depois seu irmão morreu — sua rival é permitida. E toda mulher que pode recusar e não recusou, sua rival faz chalitzá e não faz yibum. — A mishná ilustra a regra anterior com o caso da própria filha do yavam: se ela estava casada com um dos irmãos, que tinha outra esposa, e ele morreu, ambas as esposas ficam isentas de vínculo com o pai — a filha, por ser sua parente proibida, e a rival, por força da mesma proibição. Se essa rival, agora livre, se casa com um segundo irmão, que também tinha outra esposa, e este segundo irmão morre, a nova rival também fica isenta — e assim a cadeia pode se estender por cem irmãos sucessivos, sempre isentando a rival mais recente. O quadro se inverte quando a própria parente proibida morre ou se divorcia do irmão antes da morte dele: nesse caso, ela nunca foi, no momento decisivo, sua esposa proibida perante o cunhado, e por isso sua rival permanece plenamente sujeita ao yibum. A mishná fecha com um caso intermediário: a menina órfã casada por sua mãe ou irmãos, que tinha o direito de recusar esse casamento enquanto menor mas optou por não recusar — sua situação matrimonial é apenas de origem rabínica, e por isso, quando sua rival cai perante o cunhado, esta faz chalitzá por cautela, mas não yibum, pois falta-lhe o vínculo pleno da Torá.
O mesmo verso que institui o yibum, "seu cunhado virá a ela e a tomará para si por esposa", é a base para o princípio de que apenas uma esposa por vínculo é tomada — "uma casa ele constrói, e não constrói duas casas". A mishná aplica esse princípio em cadeia: cada rival isenta, ao se casar com o irmão seguinte, gera por sua vez sua própria rival, que herda a mesma isenção — o vínculo de yibum nunca chega a se formar sobre a "casa" da parente proibida original, por mais irmãos que a sucessão envolva.
Rambam codifica o princípio de que, havendo várias esposas, um único ato de chalitzá ou yibum libera todas as demais — "uma casa ele constrói, e não constrói duas casas".
Rambam codifica: quando alguém morre e deixa várias esposas, a união ou a chalitzá com uma delas exime todas as demais, e o cunhado não pode tomar duas em yibum, pois está dito "que não constrói a casa de seu irmão" — uma casa ele constrói, e não constrói duas casas. É esse mesmo princípio que a mishná aplica repetidamente: cada rival, ao herdar a isenção da parente proibida, torna-se ela própria fonte de uma nova isenção para sua sucessora, sem que jamais se formem dois vínculos de yibum a partir da mesma "casa" original.
Rambam explica o caso da menor que podia recusar; Bartenura detalha cada passo da cadeia de rivais; Rashi, na Guemará, situa a razão pela qual a rival da menor exige chalitzá por mera cautela rabínica.
Rambam explica o último caso da mishná: quando o irmão falecido deixou duas esposas, uma delas parente proibida do cunhado sobrevivente, mas ainda menor de idade e portanto com direito de recusar o casamento — e ela não recusou antes da morte do marido —, sua rival não é totalmente isenta como nos casos anteriores. Isso porque, se a menor tivesse sido maior, com casamento pleno, sua rival estaria isenta tanto de chalitzá quanto de yibum; e se a menor tivesse efetivamente recusado, sua rival estaria apta tanto para chalitzá quanto para yibum, como uma mulher qualquer. Sendo o caso intermediário — podia recusar e não recusou —, sua rival faz chalitzá, por cautela, mas não faz yibum.
Sobre a cadeia de rivais, Bartenura esclarece que, quando existe outro irmão a quem ambas as esposas são permitidas, elas não ficam isentas — uma delas faz yibum, e só a segunda, por força da regra de "uma casa, não duas casas", fica isenta. Sobre a menor que podia recusar, Bartenura explica que, como o casamento dela é apenas de origem rabínica, e o vínculo levirato que recai sobre ela também é apenas rabínico, essa parente proibida não tem força para isentar sua rival completamente da chalitzá — por isso a rival deve fazer chalitzá por precaução, mas, quanto ao yibum, permanece proibida, pois se assemelha demais à rival de uma parente proibida pela própria Torá.
Rashi explica por que os Sábios exigiram chalitzá para a rival da menor, e não a isentaram por completo: precisamente por exigirem essa chalitzá, o público entende que se trata de mera cautela rabínica, e não confunde esse caso com o de uma parente proibida pela própria Torá. Se a rival fosse totalmente liberada sem chalitzá alguma, poder-se-ia pensar erroneamente que o casamento da menor foi um casamento pleno; ao exigir a chalitzá, mas dispensar o yibum, os Sábios deixam claro, pelo próprio procedimento, que o vínculo em jogo é apenas de sua própria instituição — uma "chumra", um reforço de cautela, e não uma exigência bíblica plena.