A que recusa um homem e casa com outro e ele a divorcia, com outro e o recusa, com outro e ele a divorcia, este é o princípio nesse caso: todo aquele de quem ela saiu por get, é proibida a voltar a ele; por mi'un, é permitida a voltar a ele. — A mishná apresenta o caso de uma menor que passa por quatro homens sucessivos, alternando as duas formas de saída: recusa o primeiro, casa com o segundo que a divorcia, casa com o terceiro e o recusa, casa com o quarto que a divorcia. O princípio final não depende da posição de cada homem na cadeia nem da ordem entre mi'un e get em relação uns aos outros: depende apenas, individualmente, de como ela se separou daquele homem específico. Se foi por get, ele conta como um divórcio pleno, e ela fica proibida de voltar àquele homem em particular; se foi por mi'un, o vínculo com aquele homem específico nunca foi pleno, e ela pode voltar a ele livremente. Cada relação se avalia separadamente, sem que o get de um homem afete a permissão de voltar a outro que a recusou.
A mesma lógica da mishná anterior se aplica aqui, homem por homem, ao longo de toda a cadeia: a proibição bíblica de retorno depois de um segundo casamento só se ativa em relação ao homem que efetivamente lhe deu um get — pois só esse casamento teve, em algum momento, o reconhecimento pleno da Torá que a proibição de Devarim pressupõe. Em relação aos homens que ela apenas recusou por mi'un, esse "casamento" nunca alcançou o status pleno de "esposa" que a Torá exige para que a proibição de retorno se aplique — e por isso ela permanece livre para voltar a cada um deles individualmente, independentemente de quantos gittin ou mi'unim tenham ocorrido com os outros homens da cadeia.
Como o Perush HaMishná do Rambam não chegou a esta mishná, Bartenura serve de fonte honesta e principal.
Bartenura sublinha o ponto central: mesmo que ela tenha saído do homem seguinte — cronologicamente posterior ao que lhe deu o get — por meio de mi'un, esse mi'un posterior não tem qualquer poder de anular o get de um homem anterior e diferente. Cada get e cada mi'un só afeta a relação com aquele homem específico com quem ocorreu; não há efeito retroativo cruzado entre relações com homens distintos, ao contrário do que acontece na mishná anterior, onde get e mi'un se referem ao mesmo homem em momentos sucessivos.
Rashi, na Guemará, discute o caso limite de três gittin sucessivos, quando a aparência pública de uma mulher adulta pode alterar a regra.
Rashi traz uma nuance importante que a Guemará discute a partir desta mishná: se a menor já recebeu três gittin de três maridos diferentes, ela passa a ter a aparência pública de uma mulher adulta — e, a partir desse ponto, um mi'un posterior contra qualquer um dos maridos anteriores já não consegue mais anular o get que ele lhe deu, pois seria implausível aos olhos do público que alguém já três vezes divorciada ainda fosse considerada menor. Mas antes de completar essa terceira separação por get, o mi'un contra um marido anterior ainda tem plena força de anular retroativamente o get recebido dele, permitindo o retorno caso ambos desejem.