A quinta mishná aprofunda o problema dos membros misturados, agora dentro de uma única categoria — olot válidas misturadas com membros de olot com defeito, inaptas ao altar. O caso é sutil: um sacerdote, sem saber da mistura, já ofereceu uma das cabeças (ou uma das pernas). A questão é se isso basta para presumir que o membro imperfeito já subiu, liberando o restante do grupo, ou se o risco permanece em cada membro individualmente.
Membros misturados com membros de animais com defeito — Rabi Eliezer diz: se subiu a cabeça de um deles, subirão todas as cabeças; a perna de um deles, subirão todas as pernas. — Quando vários membros do mesmo tipo — várias cabeças, por exemplo — de olot válidas se misturam com a cabeça única de uma olá com defeito, e o sacerdote, sem consultar ninguém, já ofereceu uma delas no altar, Rabi Eliezer permite oferecer todas as demais em seguída: presume-se que precisamente a cabeça defeituosa foi a primeira a subir, e o restante do grupo permanece válido. O mesmo raciocínio se aplica às pernas.
E os Sábios dizem: mesmo que tenham subido todos, exceto um deles, sairá para a casa da queima. — Os Sábios rejeitam esse tipo de presunção retroativa: mesmo que todos os membros do grupo, menos um, já tenham subido validamente ao altar, permanece a dúvida de que precisamente aquele último remanescente seja o membro defeituoso — e por isso ele não pode subir, devendo ser levado à casa da queima como qualquer consagrado desqualificado. A halachá segue os Sábios.
Rambam precisa que, na leitura da Guemará adotada por ele, Rabi Eliezer só permite avançar quando os membros são oferecidos em pares — se duas cabeças já subiram, presume-se que uma delas era certamente a defeituosa, e a dúvida se resolve; mas um único membro isolado, sem essa duplicidade, não basta para gerar a presunção de que o proibido já subiu. Explica a posição dos Sábios de forma direta: mesmo se restar um só membro do grupo inteiro, ele ainda pode ser o defeituoso, e por isso vai para a casa da queima. Conclui que a halachá segue os Sábios.
Bartenura descreve o cenário concreto: um sacerdote, ignorando que há um membro defeituoso na pilha, oferece por engano uma das cabeças. A partir daí, segundo Rabi Eliezer, todas as demais podem ser oferecidas — mas a Guemará refina isso: a permissão vale apenas quando se oferece em pares, pois assim se pode sempre atribuir o membro defeituoso àquele que subiu primeiro, antes de qualquer consulta. Já a expressão dos Sábios "exceto um deles" refere-se, segundo essa mesma leitura, a um par inteiro que resta sem ser oferecido — pois com um único membro isolado, mesmo Rabi Eliezer concorda que a oferenda não deveria ter sido feita.
Rashi confirma a distinção central que a Guemará extrai da mishná: Rabi Eliezer só libera a continuidade quando os membros são oferecidos aos pares, pois o argumento é de tipo "migo" — se um dos dois não é proibido (já que ao menos um do par tem de ser válido), tampouco o outro precisa ser considerado proibido, e a dúvida inteira recai sobre o membro que subiu primeiro, antes de qualquer consulta ao tribunal. Sem esse par, faltando o "migo", nem Rabi Eliezer permite continuar.