O daf abre completando a frase de Rav Yosef interrompida no fim de 34b: a medida do bein hashmashot segundo ele é "duas terças partes de mil", com a diferença entre as opiniões de Rabá e Rav Yosef equivalendo a meio danka. Segue-se uma analogia prática entre essa disputa sobre frações de mil e outra disputa entre os mesmos dois amoraím sobre o tamanho máximo de uma colmeia (chalta) que ainda mantém a condição de utensílio, com um episódio em que Abaye relata ter perguntado a Rabá, no momento concreto de uma decisão prática, e uma prova trazida de uma mishná sobre colmeias de palha e de canas e o poço-tanque de um navio de Alexandria. A seguir, um episódio narrativo: Abaye vê Rava voltado para o poente ao entardecer e questiona-o com base na baraita que fala do "horizonte oriental" — ao que Rava esclarece que a expressão não se refere ao oriente geográfico propriamente, mas ao reflexo avermelhado que a luz poente projeta sobre ele. Rabi Chanina oferece uma medida física e vívida para a opinião de Rabi Nechemia, usando o Monte Carmelo e o mar; Rabi Chiya, em conexão temática, descreve como localizar o lendário poço de Miriã a partir do mesmo monte, com o comentário de Rav sobre a pureza de fontes móveis. O daf fecha com Shmuel determinando qual definição de bein hashmashot rege a imersão ritual dos cohanim antes de comerem teruma, e com Rabá bar bar Chaná, em nome de Rabi Yochanan, estabelecendo que a halachá segue Rabi Yehuda quanto a Shabat e Rabi Yosei quanto a teruma — debate que termina genuinamente interrompido no limite do daf, no meio da pergunta sobre o sentido exato dessa segunda halachá, cuja continuação segue apenas em 35b.
(Antes, deve significar:) duas terças partes de mil. O que há entre elas (entre a medida de Rabá e a de Rav Yosef)? — há entre elas meio danka.
O daf abre completando exatamente a frase suspensa no limite de 34b. Rejeitadas as leituras de "duas metades de mil" e "duas quartas partes de mil", a Guemará conclui que a expressão de Rav Yosef, "duas partes de mil", significa "duas terças partes de mil" — ou seja, dois terços de um mil. Com isso, as duas medidas ficam estabelecidas: Rabá sustenta que o bein hashmashot dura três quartos de mil, e Rav Yosef sustenta que dura dois terços de mil. A Guemará então pergunta qual é a diferença prática exata entre essas duas frações, e responde que a diferença é de meio danka — uma unidade de medida menor, equivalente a um sexto de outra unidade de referência, aqui aplicada como fração do mil.
"Meio danka" — um (doze avos) de doze partes num mil, pois a medida de Rabá, três quartos de mil, equivale a nove meios-danka, e a medida de Rav Yosef equivale a oito meios-danka. (E) danka (é) um sexto.
E o inverso (dessa relação de medidas ocorre) quanto à chalta (colmeia). Pois disse Rabá: uma colmeia com capacidade de duas korim — é permitido movê-la (em Shabat, por ainda ter estatuto de utensílio); e com capacidade de três korim — é proibido movê-la. E Rav Yosef disse: com capacidade de três korim — também é permitido; com capacidade de quatro korim — é proibido.
A Guemará observa uma curiosa inversão entre as duas disputas. Quanto à duração do bein hashmashot, Rabá sustenta a medida maior (três quartos de mil) e Rav Yosef a medida menor (dois terços de mil). Mas, numa disputa paralela e independente sobre o tamanho máximo de uma colmeia de barro que ainda é considerada um utensílio manuseável em Shabat — e não uma construção fixa demais para ser movida —, a relação se inverte: aqui é Rabá quem sustenta a medida menor (o limite é uma colmeia de até duas korim de capacidade) e Rav Yosef quem sustenta a medida maior (o limite chega a três korim). A korim é uma unidade de volume.
"E o inverso" — divergiram Rabá e Rav Yosef quanto à colmeia; ali (nessa disputa), a medida de Rav Yosef é maior que a de Rabá: Rabá, que aqui (quanto ao bein hashmashot) diz "três" (quartos), ali (quanto à colmeia) diz "dois" (korim); e Rav Yosef, que aqui diz "dois" (terços), ali diz "três" (korim).
"Chalta" — colmeia (de barro).
"É permitido movê-la" — pois (ainda) tem sobre si (o) estatuto de utensílio.
"Com capacidade de três (korim, no caso de Rabá)" — grande demais, e não tem sobre si (o) estatuto de utensílio.
Disse Abaye: perguntei ao Mestre (Rabá) no momento prático (em que precisava decidir), e nem sequer (uma colmeia) com capacidade de duas korim ele me permitiu. Como quem (ele decidiu)? Como aquele tana que ensinamos (numa Mishná): a colmeia de palha, a colmeia de canas e o poço-tanque de um navio de Alexandria — ainda que tenham bordas (elevadas, formando um monte adicional de capacidade), e comportem quarenta seá em (medida para líquido) molhado, o que equivale a korayim (duas korim) em (medida para) seco — são puros (isto é, não recebem impureza ritual, por não terem mais estatuto de utensílio). Disse Abaye: aprende-se daí que este gudsha (o monte adicional formado pela borda) equivale a um terço (da capacidade total).
Abaye relata um episódio concreto: ele próprio, precisando de uma decisão prática sobre uma colmeia real, perguntou a Rabá qual era o limite, e Rabá não lhe permitiu mover nem mesmo uma colmeia de apenas duas korim de capacidade — parecendo, à primeira vista, contradizer a própria opinião de Rabá citada acima, que permitia colmeias de até duas korim. Abaye então identifica a fonte tanaítica com a qual a posição mais restritiva de Rabá se alinha: uma mishná (de Kelim) que trata de recipientes grandes — a colmeia de palha, a colmeia de canas e o tanque-poço usado em navios de Alexandria — que, mesmo tendo bordas elevadas que aumentam sua capacidade efetiva para quarenta seá no cômputo de líquidos (equivalente a duas korim no cômputo de secos), são declarados "puros", isto é, isentos de receber impureza ritual como utensílios, precisamente por serem grandes demais para contarem como utensíveis móveis comuns. Abaye extrai dessa mishná uma inferência adicional sobre a proporção entre a capacidade da borda elevada (o "monte" excedente) e a capacidade total do recipiente, concluindo que ela equivale a um terço do total.
"Perguntei ao Mestre" — (isto é, a) Rabá.
"No momento prático" — quando eu precisava (decidir) a questão.
"Como quem" — isto de que nem sequer com duas korim ele permitiu.
"Palha" — restos de espigas (de cereais).
"E o poço-tanque de um navio de Alexandria" — um navio grande com o qual se navega no mar grande, e as águas do mar são salgadas; e fazem um recipiente grande, semelhante a um poço, e colocam nele água boa (potável).
"(Medida para) molhado" — (medida) sem (considerar) o monte (que a borda permite acumular).
"Que equivale a korayim" — sessenta seá em (medida para) seco, pois o monte comporta um terço (a mais) nesses recipientes deles, que eram feitos como o "mar" que Salomão fez: sua altura era como metade de sua largura, e eram redondos.
"São puros" — pois os utensílios de madeira são equiparados ao saco, que se move cheio e vazio; e este (recipiente) não se move cheio, por ser grande demais, e, se o movessem, quebrar-se-ia em suas mãos.
Abaye viu Rava, que estava olhando (atentamente) para o poente (ao entardecer, para determinar o bein hashmashot). Disse-lhe: mas não se ensinou (na baraita) "todo o tempo em que o horizonte oriental está avermelhado"? (Por que olhas para o poente?) Disse-lhe (Rava): pensas que (a expressão significa) a face do oriente propriamente (dita)? Não; (significa) a face (do céu) que avermelha o oriente (por reflexo da luz poente). Há quem diga (a versão invertida): Rava viu Abaye, que estava olhando para o oriente. Disse-lhe (Rava): pensas que (a expressão significa) a face do oriente propriamente (dita)? (Significa) a face que avermelha o oriente. E teu sinal (para memorizar isso): a janela (kavuta).
A Guemará traz um episódio narrativo vívido sobre a aplicação prática da definição do bein hashmashot. Abaye observa Rava, ao entardecer, com o olhar fixo na direção do poente — o lugar onde o sol se põe — e o questiona: a baraita não definira o bein hashmashot pelo avermelhamento do horizonte oriental? Por que, então, olhar para o oeste? Rava esclarece um ponto de leitura: a expressão "face do oriente" na baraita não se refere ao horizonte oriental geográfico em si, mas ao reflexo avermelhado que a luz do sol poente projeta sobre o céu — reflexo esse que, na prática, é observado olhando para onde o sol está se pondo, no ocidente, e não fixando o olhar diretamente para o leste. Uma versão alternativa da tradição inverte os papéis dos dois sábios no episódio, mas preserva o mesmo ensinamento. Um sinal mnemônico é oferecido — a imagem de uma janela — para ajudar a memorizar essa distinção entre o oriente literal e o reflexo avermelhado que o ilumina.
"Estava olhando" — observando na véspera de Shabat, para ver se há ali (no céu) a vermelhidão do sol.
"A face que avermelha o oriente" — ao entardecer, o sol se põe no ocidente, e os raios do sol avermelham o oriente, como uma janela: quando o sol entra por ela, avermelha a parede que está à sua frente.
"E teu sinal: a janela" — janela, como expliquei.
(A Guemará retoma a baraita:) Rabi Nechemia diz: o tempo que leva um homem para caminhar, desde que o sol se põe, meio mil. Disse Rabi Chanina: quem quiser saber a medida de Rabi Nechemia, deixe o sol (ainda visível) no topo do Monte Carmelo, desça e mergulhe no mar, e suba (de volta) — e esta é a medida de Rabi Nechemia.
A Guemará retorna à baraita citada em 34b para explorar em detalhe a opinião de Rabi Nechemia, que mede o bein hashmashot pelo tempo de caminhada de meio mil a partir do pôr do sol. Rabi Chanina oferece uma forma prática e vívida de vivenciar essa medida: o Monte Carmelo, situado à beira do mar, é suficientemente alto para que, no momento em que o sol começa a se pôr, ele ainda seja visível do seu topo por um instante a mais do que já seria visível ao nível do mar. Assim, quem estiver no topo do monte no exato momento em que o sol, visto dali, começa a se pôr, e descer correndo até a praia, mergulhar no mar e voltar a emergir — terá gasto, nesse percurso todo, aproximadamente o tempo equivalente à medida de meio mil de Rabi Nechemia.
"Carmelo" — um monte que fica à beira do mar; e o sol, próximo ao seu pôr, ainda é visível sobre os topos dos montes; e no tempo que leva para (alguém) descer, mergulhar e subir, já é noite.
Disse Rabi Chiya: quem quiser ver o poço de Miriã, suba ao topo do Monte Carmelo, observe atentamente, e verá algo semelhante a uma peneira no mar — e este é o poço de Miriã. Disse Rav: uma fonte que se move (de lugar) é pura (não recebe impureza ritual como se fosse um utensílio) — e este é o poço de Miriã.
Em conexão temática com o Monte Carmelo, a Guemará traz o ensinamento de Rabi Chiya sobre outra maravilha visível a partir do mesmo ponto de observação: o lendário poço de Miriã, que, segundo a tradição, acompanhou o povo de Israel durante os quarenta anos no deserto, em mérito da profetisa Miriã, e que, após sua morte, teria desaparecido no Mar da Galileia (ou no Mediterrâneo, segundo esta leitura), continuando a ser visível, do alto do Carmelo, como uma formação rochosa semelhante a uma peneira circular. Rav acrescenta um comentário halachico associado: uma fonte de água que se desloca de lugar (como esse poço errante) é considerada pura no sentido de que suas águas continuam classificadas como "água de fonte" — de estatuto ritual mais permissivo do que água coletada e parada — mesmo que a fonte, incomumente, mude de localização; e é precisamente esse fenômeno que identifica o poço de Miriã.
"Semelhante a uma peneira" — uma rocha redonda, feita como uma peneira.
"Este é o poço de Miriã" — que rolava (acompanhando) Israel no deserto, em mérito de Miriã; pois está escrito (Bemidbar 20:1): "e morreu ali Miriã", e logo em seguida (20:2): "e não havia água para a congregação".
"Puro" — de receber impureza, e imerge-se nela (para purificação), pois não se assemelha a um utensílio, a ponto de suas águas jorrantes serem consideradas como (águas) retiradas (manualmente, de estatuto inferior); e não há fonte que se mova, exceto o poço de Miriã.
Disse Rav Yehuda, disse Shmuel: (durante) o bein hashmashot de Rabi Yehuda, os cohanim (ainda) imergem (para se purificarem e poderem comer teruma depois). (Imergem) segundo quem (essa afirmação faz sentido)? Se dissermos (que é) segundo o próprio Rabi Yehuda — (mas, para ele, todo aquele período) é dúvida (se é dia ou noite, e não se imergiria nele por segurança)! Antes, (deve-se dizer:) o bein hashmashot de Rabi Yehuda, segundo Rabi Yosei, é (quando) os cohanim (ainda) imergem.
A Guemará volta-se para uma aplicação halachica prática relacionada à imersão ritual dos cohanim antes de comerem teruma, que exige, além da imersão em si, que se aguarde o "pôr do sol" (he'erev shemesh) após ela. Shmuel ensina que, durante o período que Rabi Yehuda classifica como bein hashmashot, os cohanim ainda podem legitimamente imergir. A Guemará então questiona: segundo qual opinião essa afirmação faz sentido? Não pode ser segundo o próprio Rabi Yehuda, pois, para ele, toda a extensão do bein hashmashot é tratada como duplamente duvidosa (podendo já ser noite), o que tornaria a imersão questionável quanto a ter havido "pôr do sol" suficiente depois dela. A Guemará reformula, então, o ensinamento de Shmuel: o que se quer dizer é que o período que Rabi Yehuda chama de bein hashmashot é, segundo a definição mais restrita de Rabi Yosei (que trata o crepúsculo como um instante fugaz e não um intervalo), ainda considerado dia pleno — e é precisamente por isso que, segundo esse cruzamento das duas opiniões, os cohanim ainda podem imergir dentro dele com segurança.
É óbvio (que teria de ser assim)! (Por que, então, seria necessário dizê-lo?) (Porque) poderias supor (erroneamente): o bein hashmashot de Rabi Yosei está de algum modo entrelaçado com (dentro d)o de Rabi Yehuda (sobrepondo-se a ele) — (por isso) nos ensina (Shmuel) que primeiro se completa o bein hashmashot de Rabi Yehuda, e só depois começa o bein hashmashot de Rabi Yosei (um sucede o outro, sem sobreposição).
A Guemará questiona a própria necessidade do ensinamento reformulado de Shmuel: se o bein hashmashot de Rabi Yosei (o instante fugaz) é, por definição, mais curto e mais tardio do que o de Rabi Yehuda, não seria óbvio que o período de Rabi Yehuda, segundo a ótica de Rabi Yosei, ainda conta como dia? A resposta esclarece a possível confusão que o ensinamento vem prevenir: poder-se-ia pensar que o instantâneo bein hashmashot de Rabi Yosei ocorre em algum ponto entrelaçado dentro do intervalo mais longo de Rabi Yehuda — por exemplo, no seu meio —, de modo que uma parte do período de Rabi Yehuda ficaria depois desse instante e já contaria como noite mesmo segundo Rabi Yosei. Shmuel vem ensinar que não é esse o caso: os dois períodos são sequenciais, não sobrepostos — primeiro transcorre inteiramente o bein hashmashot de Rabi Yehuda (que, para Rabi Yosei, é todo ele ainda dia), e apenas depois, no instante seguinte, começa o brevíssimo bein hashmashot de Rabi Yosei.
"Os cohanim imergem" — e, ainda que precisem (esperar) o pôr do sol depois da imersão para comerem sua teruma, sustenta-se (aqui) que (esse período) é dia pleno, e há tempo suficiente depois dele até o (verdadeiro) pôr do sol.
"É dúvida" — para ele (Rabi Yehuda), visto que chama (todo aquele período) de bein hashmashot, é todo ele dúvida, e talvez tenham imergido de noite, e não haja aqui (o necessário tempo de) pôr do sol depois.
"Antes, (deve-se dizer:) o bein hashmashot de Rabi Yosei, segundo Rabi Yehuda" — não temos essa lição (nesta variante), pois explicitamente disse Shmuel: "o bein hashmashot de Rabi Yehuda, os cohanim imergem nele"; e quem tem essa (outra) lição explica assim: "antes, (deve-se dizer:) o bein hashmashot de Rabi Yosei, segundo Rabi Yehuda" — e assim se transmitiu: "o bein hashmashot de Rabi Yosei, segundo Rabi Yehuda, os cohanim imergem nele", e Shmuel nos ensina que o bein hashmashot de Rabi Yosei precede o de Rabi Yehuda, e o início do bein hashmashot de Rabi Yehuda, segundo Rabi Yosei, é noite, e o de Rabi Yosei, segundo Rabi Yehuda, é dia. Mas (se assim fosse), isto precisaria do (tempo de) pôr do sol (depois): ainda que, para Rabi Yehuda, seja dia, como (poderia o cohen) imergir, se o bein hashmashot de Rabi Yehuda é dúvida de noite? E, visto que o bein hashmashot de Rabi Yosei é como um piscar de olhos, antes que (o cohen) termine de sair da imersão, já se completou e entrou no bein hashmashot de Rabi Yehuda, que é dúvida de noite, e não há aqui (o necessário) pôr do sol. E isto não é correto, pois não há como dizer que o de Rabi Yosei precede, visto que (a Guemará) diz na parte final (do ensinamento): "antes, (deve-se dizer:) (o bein hashmashot) de Rabi Yehuda, segundo Rabi Yosei" (e não o inverso); e perguntamos "é óbvio!" — e, se devêssemos duvidar que talvez o de Rabi Yosei precedesse, que obviedade (haveria nisso)? Muito (mais) nos ensina Shmuel (nesta lição), pois nos ensina que o bein hashmashot de Rabi Yehuda (é o que) precede.
Disse Rabá bar bar Chaná, disse Rabi Yochanan: a halachá é como Rabi Yehuda quanto ao assunto de Shabat, e a halachá é como Rabi Yosei quanto ao assunto de teruma. Está bem (entende-se): a halachá é como Rabi Yehuda quanto ao assunto de Shabat — (isso é) para a estringência (pois a definição mais ampla de Rabi Yehuda impõe mais cautela quanto às proibições de Shabat). Mas quanto ao assunto de teruma — o que é (isto, exatamente; em que sentido a halachá segue Rabi Yosei)? Se dissermos (que se refere) à imersão (dos cohanim) — (mas isso) é (uma questão de) dúvida (e não caberia dizer que a halachá "segue" uma opinião nesse ponto)!
A Guemará conclui — por ora — com um ensinamento amplo de Rabá bar bar Chaná em nome de Rabi Yochanan sobre como a halachá se resolve entre Rabi Yehuda e Rabi Yosei quanto à definição do bein hashmashot: quanto às proibições de Shabat, segue-se a definição mais ampla e estrita de Rabi Yehuda (que trata um intervalo maior como potencialmente já sendo Shabat, exigindo mais cuidado); quanto à teruma, segue-se a definição mais restrita de Rabi Yosei. A primeira parte do ensinamento é facilmente compreendida: seguir Rabi Yehuda quanto a Shabat é, evidentemente, adotar a posição mais estringente, já que trata um período mais longo como potencialmente sagrado. Mas a Guemará então levanta uma dificuldade quanto à segunda parte: em que sentido concreto a halachá "segue" Rabi Yosei quanto à teruma? Se a intenção fosse relativa à questão da imersão dos cohanim discutida acima, isso não faria sentido, pois aquele ensinamento de Shmuel já fora estabelecido como uma combinação (o bein hashmashot de Rabi Yehuda, segundo o padrão de Rabi Yosei) e trata-se, de todo modo, de uma situação de dúvida — não de uma halachá decidida a favor de uma opinião específica. A pergunta fica em aberto no limite do daf, e sua resposta — a identificação exata do contexto em que a halachá segue Rabi Yosei quanto à teruma — só é revelada no início de 35b.