O daf abre completando a resposta de Rabá bar bar Chaná, em nome de Rabi Yochanan, deixada em suspenso ao final de 59a: a "cidade de ouro" com que a Mishná proíbe a mulher de sair no Shabat é uma representação de "Jerusalém de ouro" — como fez Rabi Akiva para sua esposa, história cujo relato completo se encontra, segundo Rashi, no tratado Nedarim (50a). A Guemará traz então uma baraita sobre a proibição desse enfeite: Rabi Meir considera-o um fardo, e quem sai com ele é obrigado a um sacrifício pelo pecado; os sábios consideram-no um enfeite, mas ainda assim proíbem a saída — por temor de que a mulher o tire para mostrá-lo e venha a carregá-lo pelo espaço público —, embora isentem quem já saiu; e Rabi Eliezer permite que a mulher importante, cujo costume é usar esse enfeite, saia com ele mesmo de antemão, pois tal mulher não o tira para se exibir. Segue-se a discussão sobre o klila, uma coroa ou grinalda que se amarra à testa: Rav proíbe e Shmuel permite, com a distinção entre o klila de placa fundida (proibido por todos) e o de tira bordada (cuja permissão depende de qual elemento se considera principal); Rav Ashi ensina essa mesma disputa de modo invertido. Rav Shmuel bar bar Chana relembra a Rav Yossef que este ensinara, em nome de Rav, que o klila é permitido — o que leva à identificação de Levi como o sábio manco que chegara a Neharde'a ensinando essa permissão, à dedução sobre a sucessão de liderança após a morte de Rabi Afes, e à propagação do ensinamento tanto em Neharde'a (vinte e quatro klilim removidos) quanto em Machoza, por Rabá bar Avuh (dezoito klilim removidos de um só beco). Discute-se então o kamra, um cinto ornamentado, permitido por Rav Shmuel segundo Rav Yehudá, com as explicações de Rav Safra comparando-o ao manto dourado ou ao cinto dos reis; Ravina pergunta a Rav Ashi sobre o kamra usado sobre um cinto de dinheiro, e este responde que dois cintos juntos constituem claramente um fardo; e Rav Ashi distingue, quanto ao resuco (uma larga tira de pano), entre o que tem presas de fixação (permitido) e o que não tem (proibido). O daf termina com a abertura de uma nova cláusula da Mishná — sobre o colar e os brincos, e sobre o anel sem selo, cuja presença transforma o anel de enfeite em fardo — contraposta a uma baraita que lista o anel com ou sem selo entre os enfeites impuros das mulheres; Rabi Zeira resolve a contradição atribuindo cada fonte a uma opinião diferente, a de Rabi Nechemia (para quem o selo é o elemento principal do anel) e a dos sábios (para quem o próprio anel é o principal), confirmada pela baraita sobre o anel de metal com selo de coral e vice-versa, e sobre o jugo e seus pinos.
... uma Jerusalém de ouro, como fez Rabi Akiva para sua esposa.
Completa-se aqui a resposta de Rabá bar bar Chaná, em nome de Rabi Yochanan, deixada em suspenso ao final de 59a: a "cidade de ouro" é uma representação de Jerusalém, feita de ouro, e o exemplo dado é o de Rabi Akiva, que presenteou sua esposa com esse enfeite. A Guemará não narra aqui a história completa — apenas a cita, de modo abreviado, como referência conhecida; o relato integral, segundo Rashi, encontra-se no tratado Nedarim.
"Como fez Rabi Akiva para sua esposa" — a história completa se encontra no tratado Nedarim (50a).
Os sábios ensinaram: a mulher não deve sair com uma "cidade de ouro", e se saiu, é obrigada a um sacrifício pelo pecado — palavras de Rabi Meir. E os sábios dizem: não deve sair, e se saiu, está isenta. Rabi Eliezer diz: a mulher pode sair com uma "cidade de ouro" mesmo de antemão.
A baraita apresenta três posições sobre a "cidade de ouro": Rabi Meir a trata como um fardo pleno, cuja saída com ela no Shabat gera responsabilidade por sacrifício, como qualquer outro transporte proibido; os sábios a consideram um enfeite, mas ainda assim proíbem a saída de antemão — por um decreto preventivo —, isentando, porém, quem já a usou; e Rabi Eliezer permite a saída mesmo de antemão, ao menos para a mulher a quem esse enfeite é próprio.
Em que discordam? Rabi Meir entende que é um fardo. E os sábios entendem que é um enfeite — mas temem que ela o tire para mostrá-lo a alguém, e venha a carregá-lo pelo espaço público. E Rabi Eliezer entende: aquela cujo costume é sair com uma "cidade de ouro" é uma mulher importante, e uma mulher importante não o tira para mostrá-lo.
A Guemará explica a raiz da disputa: Rabi Meir nega por completo que a "cidade de ouro" seja um enfeite, tratando-a como simples carga; os sábios reconhecem que é um enfeite, mas temem o gesto natural de tirá-lo para exibi-lo a outra pessoa, o que levaria a carregá-lo pela mão; Rabi Eliezer concorda que há esse risco em geral, mas argumenta que só a mulher importante costuma usar esse enfeite específico, e uma mulher assim não se rebaixaria a tirá-lo para se exibir.
Quanto ao klila — uma coroa ou grinalda que se amarra à testa —, Rav proíbe, e Shmuel permite.
O klila é um adorno de cabeça, amarrado da orelha à orelha sobre a testa. A Guemará passa a investigar em que exatamente consiste a disputa entre Rav e Shmuel, distinguindo dois tipos de klila.
"Klila" — sobre sua testa ela o amarra, de orelha a orelha; há um que é todo feito de uma placa de ouro, chamado "limá"; e há um que se faz de seda fiada junto com o ouro, chamado "perizš" (em francês antigo).
Quanto ao klila feito de placa fundida, todos concordam que é proibido. Quando discordam, é quanto ao klila de tira bordada: um mestre entende que a placa fundida é o principal, e outro mestre entende que a tira bordada é o principal. Rav Ashi ensina essa disputa de modo mais brando: quanto ao klila de tira bordada, todos concordam que é permitido. Quando discordam, é quanto ao klila de placa fundida: um mestre entende que ela pode tirá-lo para mostrá-lo e vir a carregá-lo; e outro mestre entende que aquela cujo costume é sair com um klila é uma mulher importante, e uma mulher importante não o tira para mostrá-lo.
Segundo a primeira versão, todos proíbem o klila de placa fundida — por ser este o elemento importante e vistoso, sujeito ao temor de exibição —, e a disputa se limita ao de tira bordada, quanto a qual elemento se considera principal. Rav Ashi inverte essa formulação: para ele, todos permitem o klila de tira bordada, e a disputa se limita ao de placa fundida — repetindo, para esse caso, o mesmo raciocínio já visto na baraita da "cidade de ouro" (temor de exibição versus mulher importante que não se exibe).
"De placa fundida" — uma placa feita inteiramente de metal fundido, isto é, ouro ou prata, algo que se derrete. "É proibido" — visto que é importante, há o decreto de que talvez ela o tire e o mostre. "De tira bordada" — uma tira ornamentada com ouro e pedras preciosas. "A placa fundida" — nela está o elemento importante, e ela o mostra; e outro mestre entende que a tira bordada é o principal elemento nele, e ele não é importante, e ela não o mostra. "Todos concordam que é permitido" — quando a tira bordada é o principal.
Disse-lhe Rav Shmuel bar bar Chana a Rav Yossef: expressamente nos disseste, em nome de Rav: "o klila é permitido".
Rav Yossef, num período posterior de sua vida, esqueceu parte de seu estudo por causa de doença; Rav Shmuel bar bar Chana lembra-lhe aqui um ensinamento que ele próprio transmitira antes, em nome de Rav, sobre a permissão do klila — o que, segundo Rashi, confirma que a versão de Rav Ashi está correta, e que Rav concordava com a permissão do klila de tira bordada.
"Expressamente nos disseste, em nome de Rav" — antes de tua doença, antes que esquecesses teu estudo. "O klila é permitido" — conclui-se disso que Rav Ashi está correto, que estabelece a disputa quanto ao klila de placa fundida; mas quanto ao de tira bordada, Rav concorda que é permitido, e é possível estabelecer o que Rav Shmuel bar bar Chana disse em nome de Rav a respeito da tira bordada.
Disseram a Rav: veio um homem grande e alto a Neharde'a, e mancava, e ensinou: "o klila é permitido". Disse Rav: quem é o homem grande e alto que manca? É Levi — conclui-se disso que faleceu Rabi Afes, e Rabi Chanina se assentou à cabeceira, e não havia mais ninguém junto a quem Levi pudesse se assentar, e por isso veio para cá.
Rav deduz, a partir da simples notícia de que Levi chegou a Neharde'a, uma cadeia de acontecimentos na academia de Rabi: Levi costumava sentar-se ao lado de Rabi Chanina, por respeito, enquanto este não ocupava formalmente a cabeceira (por deferência a Rabi Afes, seu sênior); se Levi agora migrou para Neharde'a, é porque Rabi Afes faleceu, Rabi Chanina assumiu a cabeceira, e Levi já não tinha mais junto de quem se sentar.
Mas talvez tenha falecido Rabi Chanina, e Rabi Afes permaneça como estava, e não havia mais ninguém junto a quem Levi pudesse se assentar, e por isso veio para cá? Não pode ser assim, pois, se fosse Rabi Chanina quem morreu, Levi certamente se curvaria diante de Rabi Afes e permaneceria junto dele, por ser este mais velho. E, além disso, era impossível que Rabi Chanina não se tornasse líder, pois, quando Rabi — o Redator da Mishná — estava para falecer, disse: "Chanina, filho de Rabi Chama, se assentará à cabeceira". E está escrito a respeito dos justos: "e decretarás algo, e se cumprirá para ti, etc." (Jó 22:28).
A Guemará propõe uma leitura alternativa da mesma notícia — talvez tenha sido Rabi Chanina quem faleceu, e Rabi Afes permanecesse na cabeceira — mas a rejeita por dois motivos: primeiro, porque, sendo Rabi Afes mais velho, Levi certamente teria se curvado diante dele e permanecido junto dele, sem necessidade de migrar; segundo, porque o próprio Rabi já havia decretado, em seu leito de morte, que Rabi Chanina assumiria a cabeceira — e a palavra dos justos se cumpre, como o versículo de Jó confirma.
"Um homem grande e alto, e manco" — Levi ficou manco por ter feito uma reverência profunda diante de Rabi. "Faleceu Rabi Afes" — no tratado Ketubot, no capítulo "Hanosé" (Ketubot 103b), dizemos que, quando Rabi — o Redator da Mishná — faleceu, disse que Rabi Chanina bar Chama se assentasse à cabeceira, mas Rabi Chanina não aceitou isso sobre si, pois Rabi Afes era dois anos mais velho do que ele, e Rabi Afes se assentou à cabeceira; e, visto que Rabi Chanina era importante, ele não entrava na casa de estudo de Rabi Afes, por respeito, e ficava sentado do lado de fora, e, por sua honra, Levi se assentava junto a ele. "E veio para cá" — pois Rabi Chanina não era maior do que ele nem em Torá nem em idade, e Levi não se curvava diante dele, e por isso veio para cá. "Levi certamente se curvaria diante de Rabi Afes" — pois este era mais velho do que ele.
Levi ensinou em Neharde'a: "o klila é permitido". E saíram, usando-o, vinte e quatro klilim de toda a Neharde'a. Rabá bar Avuh ensinou em Machoza: "o klila é permitido", e saíram dezoito klilim de um só beco.
A Guemará registra o efeito imediato desses ensinamentos: assim que Levi proclamou publicamente a permissão do klila em Neharde'a, vinte e quatro mulheres da cidade saíram usando-o no Shabat seguinte; e quando Rabá bar Avuh fez o mesmo em Machoza, dezoito klilim apareceram num único beco — um sinal da popularidade do enfeite e de quanto as mulheres aguardavam essa permissão.
Disse Rav Yehudá, disse Rav Shmuel: o kamra — um cinto ornamentado — é permitido. Há quem diga que se referia ao de tira bordada, e disse Rav Safra: assim como é permitido sair com um manto dourado. E há quem diga que se referia ao de placa fundida, e disse Rav Safra: assim como é permitido sair com o cinto dos reis.
O kamra é um cinto importante, feito tanto de placa de ouro quanto de tira com engastes e pedras preciosas. Há duas tradições sobre a que tipo de kamra se referia a permissão de Rav Shmuel; Rav Safra apoia cada uma delas com uma comparação: um manto dourado, cujo caráter de enfeite ninguém questiona, e o cinto dos reis, digno de todo israelita, "filho de reis".
"Kamra" — um cinto importante; há quem o faça de uma placa de ouro, e há quem o faça de uma tira com engastes de ouro e pedras preciosas fixadas nela. "Assim como um manto dourado" — que é um enfeite, e é permitido; e também não tememos que ela o tire e o mostre, pois não é costume desatar o cinto na rua, já que suas roupas cairiam. "O cinto dos reis" — que é feito inteiramente de placa fundida, e todo Israel, sendo filhos de reis, é digno dele.
Disse-lhe Ravina a Rav Ashi: o kamra sobre o cinto de dinheiro, qual é a lei? Disse-lhe: dois cintos de dinheiro estás dizendo — o que é claramente um fardo.
Ravina pergunta se o kamra, quando usado por cima de um cinto de dinheiro comum, ainda conserva seu caráter de enfeite. Rav Ashi responde que a pergunta já contém a resposta: usar dois cintos ao mesmo tempo é, por definição, um fardo, e não um enfeite, independentemente da qualidade de cada um deles.
"Dois cintos de dinheiro estás dizendo" — isso certamente é um fardo, e é proibido — segundo a versão dos discípulos de Rabenu Yitzchak, de abençoada memória; e nos escritos dos discípulos de Rabenu HaLevi encontrei a versão "é permitido". E a primeira versão me parece correta, porque, a respeito de salvar objetos de um incêndio, contamos, segundo Rabi Yossi, dezoito utensílios que podem ser vestidos um sobre o outro, e ali contamos apenas um cinto, em "Kol Kitvei HaKodesh" (adiante, Shabat 120a); e, se dois cintos fossem permitidos de antemão ao mesmo tempo, deveríamos ter contado ali dois.
Disse Rav Ashi: este resuco — um pedaço largo de manto —, se tem mafrechayata — pequenas tiras para amarrá-lo e ajustá-lo ao corpo —, é permitido; e se não tem, é proibido.
O resuco é uma larga tira de tecido usada como enfeite. Rav Ashi distingue: se possui pequenas tiras que permitem amarrá-lo firmemente ao redor do corpo, não há temor de que se solte e caia, levando a mulher a carregá-lo na mão; sem essas presas, porém, o risco de queda — e de carregá-lo — é real, e por isso permanece proibido.
"Resuco" — um pedaço largo de manto. "Se tem mafrechayata" — pequenas tiras penduradas nele, para amarrá-lo com elas e ajustá-lo ao redor do corpo. "É permitido" — pois fica bem ajustado, e não há temor de que os nós se soltem, e caia, e ela venha a carregá-lo. "Mafrechayata" — "pindtsa" em francês antigo.
E a mulher não sai com um "katla" — um colar. O que é "katla"? Um adorno preso ao redor do pescoço, com o vestido pendurado a ele. "Brincos" — referem-se aos brincos do nariz.
O daf passa a uma nova cláusula da mesma Mishná, que continua a lista de enfeites proibidos. O katla, segundo Rashi, é uma peça com laçadas por onde se enfia uma tira larga amarrada ao redor do pescoço, da qual o vestido fica pendurado sobre o peito — uma peça importante, ornamentada com ouro. Quanto aos "nezamim" mencionados na Mishná, a Guemará esclarece que se trata dos brincos de nariz, e não dos de orelha — estes últimos permitidos de antemão, pois é trabalhoso tirá-los, já que as orelhas ficam cobertas pelos adornos de cabeça.
"Um adorno preso ao redor do pescoço" — "moshtanitsa" em francês antigo; é uma peça de roupa que tem laçadas, como calças, e nela se enfia uma tira larga, e se amarra ao redor do pescoço, e a peça fica pendurada sobre o peito, e é peça importante, ornamentada com ouro; e há quem explique que é como uma meia-lua, feita como um gancho, com o qual se prendem as aberturas do vestido, e o gancho abraça o pescoço, e é de ouro — "loviá" em francês antigo. "Brincos do nariz" — mas os brincos de orelha são permitidos de antemão, pois é trabalhoso para ela tirá-los e mostrá-los, já que suas orelhas ficam cobertas pelos adornos de cabeça.
E a mulher não sai com um anel que não tem selo. Isso implica que, se tem selo, é obrigada a um sacrifício pelo pecado, caso saia com ele. Logo, o anel com selo não é um enfeite para a mulher. E contrapõem a isso uma baraita: os enfeites das mulheres são impuros (recebem impureza de utensílio). E estes são os enfeites das mulheres: colares, brincos e anéis, e o anel, seja com selo, seja sem selo, e os brincos do nariz. E disse Rabi Zeira: não há dificuldade: esta baraita segue Rabi Nechemia; aquela mishná segue os sábios. Pois se ensinou: se o anel é de metal e seu selo é de coral, é impuro; se é de coral e seu selo é de metal, é puro; e Rabi Nechemia o considera impuro em ambos os casos, pois Rabi Nechemia dizia: quanto ao anel, segue-se o selo; quanto ao jugo, segue-se seus pinos.
A Mishná trata o anel sem selo como enfeite (permitido), e implicitamente o anel com selo como fardo (proibido, com responsabilidade por sacrifício). A Guemará contrapõe uma baraita que lista o anel, com ou sem selo, entre os enfeites impuros das mulheres — o que sugere que ambos são considerados enfeite. Rabi Zeira resolve a contradição atribuindo cada fonte a uma opinião diferente: a baraita segue Rabi Nechemia, para quem o selo é o elemento principal do anel — de modo que um anel com selo continua sendo um enfeite de uso feminino, ainda que sirva também para selar; a Mishná segue os sábios, para quem o próprio corpo do anel é o principal, e o selo o transforma em instrumento de autoridade, e não em mero enfeite. A prova vem de outra baraita: segundo Rabi Nechemia, a impureza do anel sempre segue o material do selo, e não do corpo do anel — e o mesmo vale para o jugo do animal, cuja impureza segue o material de seus pinos de fixação.
"E não com um anel que não tem selo" — ensina a mishná que, se saiu, está isenta, pois é um enfeite para ela, e é proibido apenas por causa do temor de que ela o tire e o mostre. "Isso implica que, se tem selo, é obrigada a um sacrifício pelo pecado" — pois nesse caso não é um enfeite, e é um fardo. "Brincos" — brincos de orelha. "E o anel, seja com, etc." — isto é, e o anel de que falamos, seja com selo, etc. "Esta baraita segue Rabi Nechemia" — que diz que o principal do anel é feito com a finalidade do selo; por isso, se saiu com ele, é obrigada a um sacrifício pelo pecado, pois o selo não é um enfeite para a mulher, já que não é costume da mulher selar documentos e enviar mensageiros — pois o selo só se faz para um homem importante e investido de autoridade. E o ensinamento de que é um enfeite segue os sábios, que dizem que o corpo do anel é o principal, e ela sai com ele com a finalidade do próprio anel, e o anel certamente é um enfeite. "É impuro" — pois o anel é o principal, e ele se torna um utensílio simples de metal. "É de coral e seu selo é de metal — é puro" — pois ele se torna um utensílio simples de madeira. "Segue-se seus pinos" — e, se são de metal, é impuro. "Seus pinos" — o jugo deles não era entalhado como o nosso, mas liso, e se perfuram nele dois buracos, e entre eles fica um espaço da largura da nuca do boi, e se enfiam ali duas cavilhas, que são os "pinos".