84a terminara em aberto na objeção de Rabi Ile'a: se o mafatz (esteira de junco) é impuro por contato com um sheretz, de onde se deriva que também é impuro por contato com o morto? 84b abre respondendo exatamente a essa pergunta, como continuação direta do mesmo raciocínio: é um argumento a fortiori (qal vachômer) — se até os pequenos jarros de barro, que são puros quanto ao zav (por não serem próprios para assento e por terem a boca estreita demais para caber um dedo), tornam-se impuros pelo morto, quanto mais o mafatz, que já é impuro quanto ao zav, deveria ser impuro pelo morto. A Guemará então levanta uma dificuldade contra esse próprio argumento: por que o mafatz deveria ser impuro, se não tem purificação pela imersão? Rabi Chanina responde que ali é diferente, porque há, entre os utensílios de sua espécie (outros utensílios de madeira crescida da terra), quem tenha essa purificação. Rabi Ile'a reage com dureza — "que o Misericordioso nos salve deste raciocínio!" — e Rabi Chanina revida na mesma moeda, explicando os dois versículos aparentemente contraditórios sobre o leito do zav: um os iguala (exigindo que o leito, como o próprio zav, tenha purificação pela imersão), o outro os inclui sem essa exigência; a reconciliação é que, havendo membro da espécie com purificação, o utensílio é impuro mesmo sem purificação própria, mas, não havendo, aplica-se a comparação estrita. Rava então traz uma derivação totalmente independente para a pureza do vaso de barro quanto à pisadura, a partir do versículo sobre o tzamid patil (a tampa bem selada): se um vaso de barro selado por tzamid patil é declarado puro mesmo quando destinado ao uso constante da esposa menstruada, isso prova que o vaso de barro nunca teve, de fato, suscetibilidade à impureza de pisadura. Com isso se encerra a sugya aberta desde 83b sobre a impureza do barco e do barro. A Guemará então volta a citar a Mishná 9:2 (a mesma que já trouxera, em 83a–84a, as derivações sobre a idolatria e o barco) para expor sua próxima cláusula: de onde se deriva que num canteiro de seis por seis palmos se pode semear cinco tipos de sementes diferentes sem violar a proibição de kiláyim — quatro nos quatro lados e uma no meio —, derivado de Isaías 61:11, que diz "suas sementes" no plural, não "sua semente" no singular. A Guemará então pergunta de onde se infere exatamente o número cinco, e Rav Yehuda o deriva das próprias palavras do versículo: "trará" conta um, "seu broto" conta um — dois; "suas sementes" conta dois — quatro; "fará germinar" conta um — cinco. Não há transição de perek nesta folha: a Mishná citada é a mesma Mishná 9:2 já em curso desde 83a, e a Guemará apenas passa de uma cláusula para a seguinte dentro dela.
84a terminara, em aberto, na objeção de Rabi Ile'a: o mafatz (esteira de junco) é impuro por contato com um sheretz — de onde se deriva que também é impuro por contato com o morto? Confirma-se, pela consulta ao Sefaria, que o primeiro segmento de 84b ("וְדִין הוּא: וּמָה פַּכִּין קְטַנִּים...") é a resposta direta e imediata a essa mesma pergunta, dada pela própria Guemará como argumento a fortiori. Diferentemente da lacuna real que fechou 83b (a fala interrompida de Rava, sem predicado em nenhuma fonte consultada), esta é apenas uma divisão comum de página no meio de um argumento em curso — o raciocínio de Rabi Ile'a continua ininterrupto, e esta tradução o trata como tal: o início de 84b não é um novo tópico independente, mas a continuação gramatical e lógica da pergunta que fechou a folha anterior.
E é um raciocínio a fortiori: assim como os pequenos jarros, que são puros quanto ao zav — ainda assim são impuros pelo morto, o mafatz, que é impuro quanto ao zav, não é lógico que seja impuro pelo morto?! Mas por que haveria de ser impuro, se ele não tem purificação pela imersão no mikvê! Disse-lhe Rabi Chanina: ali (no caso do mafatz) é diferente, visto que há quem, entre os utensílios de sua espécie, tenha essa purificação.
A Guemará responde à objeção de Rabi Ile'a com um argumento a fortiori: os pequenos jarros de barro são puros quanto à impureza do zav — pois não são próprios para assento, e sua boca é estreita demais para que o zav insira o dedo em seu interior —, e, mesmo assim, tornam-se impuros por contato com o morto (pela tenda do morto, conforme Números 19:15, "todo utensílio aberto"). Ora, o mafatz já é impuro quanto ao zav (pois serve para deitar-se, e o versículo diz "todo leito"); não seria lógico que também se tornasse impuro pelo morto? A própria Guemará então levanta uma dificuldade contra esse argumento: por que o mafatz deveria ser impuro, se — ao contrário dos utensílios de madeira comparados ao saco, examinados em 83a-83b — ele não tem, ele mesmo, purificação pela imersão no mikvê, requisito que Chizkiyahu e a escola de Rabi Yishmael, no final de 84a, haviam estabelecido para a impureza de pisadura? Rabi Chanina responde que o caso do mafatz é diferente do vaso de barro: entre os utensílios de madeira crescida da terra de sua espécie, há os que têm purificação pela imersão (como os recipientes de madeira mencionados por Rashi), e essa existência basta para que o mafatz seja incluído na impureza, ainda que ele mesmo, individualmente, não tenha essa purificação.
"'É um raciocínio a fortiori: assim como os pequenos jarros'" — de barro, que são puros quanto ao zav, pois não se tornam impuros por meio dele em nenhuma impureza: quanto à pisadura, não servem, pois não são feitos para assento; e, além disso, sendo de barro, quanto ao contato não se tornam impuros, pois só se tornam impuros através de seu ar interno, e o zav não consegue inserir o dedo neles, pois sua boca é estreita; e quanto ao deslocamento (heisét) também não, pois a Torá o expressou em termos de contato, e tudo que não se torna impuro por contato não se torna impuro por deslocamento; e em "o couro e o caldo" a Guemará também disse isso a respeito da impureza por transporte (massá): o que chega à categoria de contato chega à categoria de transporte, ainda que seja possível tocar por um fio de cabelo, e se ensina numa baraita de Torat Cohanim que o cabelo do zav torna impuro — isso se aplica apenas a um utensílio próprio para o toque de sua carne, e por isso a Torá o expressou em termos de "toque na carne". "'São impuros pelo morto'" — pela tenda do morto, pois está escrito "todo utensílio aberto". "'O mafatz que é impuro quanto ao zav'" — pois serve para leito, e está escrito "e todo leito, etc."; e daqui se deriva, em geral, que tudo que se torna impuro por pisadura torna-se impuro por impureza do morto, mesmo os utensílios simples de madeira. "'Mas por que'" — haveria de ser impuro quanto ao zav com impureza de pisadura. "'Se ele não tem purificação pela imersão'" — pois, quando a imersão está escrita na seção dos répteis e na seção de Midiã, é a respeito dos utensílios ali escritos que derivamos a imersão; mas os utensílios simples de madeira, que não foram escritos ali quanto à impureza, não deles derivamos a imersão, e não têm purificação pela imersão, pois isso não está escrito a seu respeito — assim como a comida e a bebida não têm purificação pela imersão, por não termos aprendido para eles a imersão na Torá. "'Ali é diferente, pois há entre os de sua espécie'" — há, entre os utensílios de madeira, os que têm purificação pela imersão, como os recipientes (que recebem líquidos).
Disse-lhe Rabi Ile'a: que o Misericordioso nos salve deste raciocínio! Respondeu Rabi Chanina: ao contrário, que o Misericordioso nos salve do teu raciocínio! E qual é o motivo? Dois versículos estão escritos. Está escrito: "e o homem que tocar em seu leito" (Levítico 15:5), e está escrito: "e todo leito sobre o qual se deitar o zav se tornará impuro" (Levítico 15:4). Como reconciliar isso? Se há utensílio de sua espécie com purificação pela imersão, ainda que ele mesmo não tenha purificação pela imersão (é impuro). Se não há utensílio de sua espécie com essa purificação, o versículo compara seu leito a ele mesmo (exigindo purificação própria).
Rabi Ile'a reage com dureza à resposta de Rabi Chanina — "que o Misericordioso nos salve deste raciocínio!" —, provavelmente por considerar arbitrário decidir a impureza do mafatz com base na existência de outros utensílios de sua espécie que tenham purificação, mesmo quando ele mesmo não a tem. Rabi Chanina revida na mesma moeda — "ao contrário, que nos salve do teu!" — e explica que o próprio texto bíblico exige essa distinção: há dois versículos aparentemente redundantes sobre o leito do zav. Um ("e o homem que tocar em seu leito") justapõe o leito ao próprio zav, exigindo que, para ser suscetível à impureza de pisadura, o leito tenha a mesma capacidade de purificação que o zav — pela imersão no mikvê. O outro ("e todo leito sobre o qual se deitar o zav se tornará impuro") inclui, sem essa exigência, todo e qualquer leito. A reconciliação dos dois versículos é a distinção de Rabi Chanina: quando existe, entre os utensílios de sua espécie, algum que tenha purificação pela imersão, o segundo versículo (mais amplo) prevalece, e o utensílio é impuro mesmo sem purificação própria; quando não existe nenhum de sua espécie com essa purificação (como o vaso de barro, cuja purificação, segundo qualquer utensílio de barro, é sempre a quebra, nunca a imersão), o primeiro versículo (mais estrito) prevalece, e a comparação direta ao próprio zav exclui o utensílio da impureza de pisadura.
"'Que o Misericordioso nos salve deste raciocínio'" — pois, uma vez que para ele mesmo não há purificação pela imersão, não deveria ser diferente do vaso de barro. "'E qual é o motivo'" — onde está escrito que, por haver purificação entre os de sua espécie, ainda que nele mesmo não haja, torna-se impuro? Diríamos, ao contrário, que, já que o comparaste ao próprio zav, seria necessário que ele mesmo tivesse essa purificação. "'Está escrito "seu leito"'" — o versículo compara seu leito a ele mesmo. "'E está escrito "e todo leito"'" — ainda que este leito não se assemelhe ao zav, pois aqui não está escrito "seu leito".
Disse Rava: a pisadura do vaso de barro é pura, e a fonte é daqui: "e todo utensílio aberto que não tem tzamid patil (tampa bem selada) sobre ele (torna-se impuro)" (Números 19:15) — logo, se há tzamid patil sobre ele, é puro. Acaso não tratamos também do caso em que ele o designou para uso constante de sua esposa, quando ela é uma menstruada, e ainda assim o Misericordioso diz que é puro?!
Rava traz uma derivação totalmente independente para a mesma regra — a pureza do vaso de barro quanto à pisadura —, sem recorrer à exigência de purificação pela imersão de Chizkiyahu e da escola de Rabi Yishmael. Ele parte do versículo sobre a impureza da tenda do morto, que só afeta "todo utensílio aberto que não tem tzamid patil sobre ele" — implicando que, se o vaso tiver uma tampa bem selada, permanece puro mesmo dentro da tenda de um morto. Rava argumenta: tratamos aqui inclusive do caso em que o dono designou esse vaso selado para uso constante e exclusivo de sua esposa menstruada — ou seja, um vaso que, se tivesse qualquer suscetibilidade à impureza de pisadura, deveria estar permanentemente e intensamente impuro por causa dela; e, ainda assim, a Torá o declara puro quando selado. Isso só se explica se o vaso de barro nunca teve, desde o princípio, nenhuma suscetibilidade à impureza de pisadura — pois, se a tivesse, o selamento (que bloqueia apenas a impureza do morto, vinda de fora) não bastaria para livrá-lo da impureza de pisadura já instalada nele por dentro, pela própria menstruada que nele se senta constantemente. Com esta derivação de Rava, encerra-se definitivamente a sugya sobre a impureza do barco e do vaso de barro, aberta desde a Mishná introduzida em 83b.
"'E todo utensílio aberto'" — o versículo fala do vaso de barro, cuja impureza entra por sua abertura. "'Acaso não tratamos'" — acaso o versículo não implica que, mesmo que se tenha designado esse mesmo vaso para a esposa menstruada, para que se sente sobre ele todos os seus dias, o versículo diz que ele protege o que está em seu interior quanto à impureza da tenda do morto? E, se fosse impuro por pisadura, como poderia proteger, se nenhuma outra impureza já presente impede a entrada da impureza externa? Conclui-se, portanto, que não há pisadura no vaso de barro; por isso, o vaso de barro cercado por tzamid patil é puro de toda impureza, e também não se torna impuro por deslocamento, como já explicado acima, pois tudo que não chega à categoria de contato não chega à categoria de transporte — por isso protege o que está em seu interior.
De onde se deriva, quanto ao canteiro que tem seis por seis palmos, que se semeiam nele cinco sementes diferentes sem violar a proibição de kiláyim (sementes mistas): quatro nos quatro lados do canteiro, e uma no meio? Pois foi dito: "porque, como a terra faz brotar seu broto, e como o jardim faz germinar suas sementes (assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e o louvor diante de todas as nações)" (Isaías 61:11) — não se disse "sua semente", mas sim "suas sementes" (no plural, indicando que várias sementes podem ser semeadas no mesmo canteiro pequeno).
Depois de encerrar, com a derivação de Rava, a sugya sobre a impureza do barco e do vaso de barro, a Guemará volta a citar a Mishná 9:2 — a mesma Mishná já parcialmente exposta em 83a-84a, que trouxera as derivações sobre a impureza da idolatria por transporte e sobre a pureza do barco — para expor sua próxima cláusula: a origem bíblica da regra de que um canteiro de seis por seis palmos pode receber cinco sementes diferentes sem infringir a proibição de kiláyim, contanto que quatro sejam plantadas junto às quatro bordas e uma no centro, com espaçamento suficiente para que cada uma "se nutra" de sua própria porção de terra sem se misturar visualmente às demais. A fonte é Isaías 61:11, que emprega a forma plural "zerooneha" ("suas sementes"), não a forma singular "zarah" ("sua semente"), sugerindo que o versículo alude à possibilidade de multiplicidade de sementes num mesmo pedaço de terra. Esta é apenas uma nova cláusula da mesma Mishná já em curso — não há, portanto, nenhuma transição de perek: o texto permanece dentro do Perek Tet (Amar Rabi Akiva), e a citação renovada da Mishná (marcada como "מַתְנִי׳") é a forma costumeira do Talmud de reintroduzir o texto-fonte antes de expor a Guemará de cada cláusula sucessiva.
"'Que se semeiam nele cinco sementes'" — e não constitui mistura proibida, pois há espaço suficiente para separá-las com a distância apropriada. "'Quatro nos quatro lados do canteiro'" — cada semente preenche todo o lado até próximo ao canto. "'E uma no meio'" — um único grão no centro; e, ainda que, junto aos cantos, as sementes fiquem próximas umas das outras, sem afastamento de três palmos entre si, e se nutram de terra umas das outras, não há aqui motivo de preocupação, pois, quanto a kiláyim, o que exigimos é apenas uma distinção visível, para que não pareça mistura — já que quanto a kiláyim a Torá se preocupa com a aparência, mas não com a nutrição da terra, mesmo em kiláyim de vinha (que é proibição bíblica), como se ensina: este se encosta à cerca de um lado e aquele se encosta à cerca do outro lado, ainda que se nutram das raízes por baixo — e tanto mais em kiláyim de sementes, que é proibição rabínica, em que não nos preocupamos com a nutrição, como se ensina, mais adiante nesta mesma sugya, a respeito da "cabeça de boi" e das duas fileiras; e aqui há uma grande distinção: este lado é semeado no eixo norte-sul, e aquele no eixo leste-oeste. Mas entre a semente do meio e as sementes dos lados é necessário o afastamento suficiente para a nutrição, pois ali não há essa distinção visível, e, se estivessem próximas, constituiria mistura. "'Suas sementes'" — e na Guemará se explica de onde se infere que são cinco sementes em seis palmos.
O que o versículo indica quanto ao número exato de cinco? Disse Rav Yehuda: "porque, como a terra faz trazer (brotar) seu broto" (Isaías 61:11). "Trará" — conta um, "seu broto" — conta um, eis dois. "Suas sementes" — conta dois (por estar no plural), eis quatro. "Fará germinar" — conta um, eis cinco.
A Guemará pergunta de onde exatamente se infere o número cinco, já que a forma plural "zerooneha" por si só indicaria apenas duas sementes (o mínimo do plural), não cinco. Rav Yehuda responde contando cada termo do versículo separadamente como aludindo a uma semente: "totzi" ("trará"/fará brotar) conta como uma semente, "tzimchah" ("seu broto") como outra — perfazendo duas; "zerooneha" ("suas sementes"), estando no plural, conta como duas — perfazendo quatro; e "tatzmiach" ("fará germinar") conta como uma última — perfazendo cinco ao todo. Esta contagem fecha, de modo completo e gramaticalmente concluído, tanto a explicação do versículo quanto o segmento e a folha: 84b termina aqui, sem lacuna nem frase interrompida — o argumento de Rav Yehuda chega a sua conclusão numérica plena ("eis cinco"), e a Guemará prossegue, em 85a, para a discussão sobre o espaçamento necessário entre as sementes desse mesmo canteiro.
"'"Trará" conta um, "seu broto" conta um; "suas sementes" conta dois; "fará germinar" conta um'" — e, quanto aos seis palmos, que não há como derivar do versículo, os sábios já tinham por certo que um canteiro comum, no qual se semeiam cinco sementes, tem essa medida: pois, com cinco sementes em seis palmos, a semente do meio e as dos lados não se nutrem umas das outras, já que a medida de nutrição de cada semente é um palmo e meio, incluindo o próprio lugar da semente.