Talmud Yerushalmi · Massechet Sheviit · Perek Tet · Halachá 2
שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת לְבִיעוּר

As três terras para o biur, e os limites de montanha, planície baixa e vale

Perek Tet, Halachá 2, no Talmud Yerushalmi, Massechet Sheviit

Segunda halachá do Perek Tet de Massechet Sheviit. A Mishná ensina que há três terras para o biur (a remoção do produto do sétimo ano guardado em casa, quando se acaba na natureza)Judeia, Além-Jordão e Galileia —, cada uma com três subdivisões: Montanha, Planície Baixa e Vale, definidas por marcos como Kfar Chananya e o cultivo de sicômoros; explica por que se disseram três terras (para que se coma em cada uma até acabar o último produto que há nela), com a opinião de Rabi Shimon de que a divisão em três terras vale apenas para a Judeia, sendo que todas as demais terras seguem a Montanha do Rei; e que todas as terras são uma só quanto a azeitonas e tâmaras. A guemará explica o versículo "para teu animal doméstico e para o animal selvagem que está em tua terra"; traz a opinião de Rabi Chama bar Ukva, em nome de Rabi Yosei bar Chanina, de que o animal selvagem da montanha não se desenvolve no vale, nem o do vale na montanha, ilustrada pelo episódio das gazelas de Diocleciano enviadas à África e devolvidas a Paneas treze anos depois; traz os sinais de Rabán Shimon ben Gamliel para montanhas, vales, riachos e planície baixa; identifica os limites geográficos da montanha, planície baixa e vale da Galileia, da Judeia e do Além-Jordão, com os nomes bíblicos das cidades de cada território; discute se uma baixada dentro da montanha é como a montanha, e uma elevação dentro da planície baixa é como a planície baixa; explica por que a região de Bet Choron até o mar, apesar de conter montanha, planície baixa e vale, conta como um único distrito; ensina que a Síria não tem três terras para o biur; aponta o aparente paradoxo na opinião de Rabi Shimon quanto ao vale da Judeia, que não come com base na montanha da Judeia, e o vale da Galileia, que come com base nela; e fecha explicando até onde se come das tâmaras, das azeitonas e também das alfarrobas.

A Mishná · מַתְנִיתִין

שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת לְבִיעוּר יְהוּדָה וְעֶבֶר הַיַּרְדֵּן וְגָלִיל. וְשָׁלֹשׁ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת לְכָל אַחַת וְאַחַת. גָּלִיל הָעֶלְיוֹן וְגָלִיל הַתַּחְתּוֹן וְהָעֵמֶק. מִכְּפַר חֲנַנְיָה וּלְמַעֲלָן כָּל שֶׁאֵינָהּ מְגַדֵּל שִׁיקְמִין גָּלִיל הָעֶלְיוֹן. וּמִכְּפַר חֲנַנְיָה וּלְמַטָּן כָּל שֶׁהוּא מְגַדֵּל שִׁיקְמִין גָּלִיל הַתַּחְתּוֹן. וּתְחוּם טִבֵּרִיָּא וְהָעֵמֶק. וּבִיהוּדָה הָהָר הַשְּׁפֵלָה וְהַנֶּגֶב וּשְׁפֵילַת לוֹד כִשְׁפֵילַת הַדָּרוֹם וְהָהָר שֶׁלָּהּ כְּהַר הַמֶּלֶךְ. מִבֵּית חוֹרוֹן וְעַד הַיָּם מְדִינָה אַחַת. וְלָמָּה אָמְרוּ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת שֶׁיְּהוּ אוֹכְלִין בְּכָל אַחַת וְאַחַת עַד שֶׁיִּכְלֶה הָאַחֲרוֹן שֶׁבָּהּ. רִבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר לֹא אָמְרוּ שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת אֶלָּא בִיהוּדָה וּשְׁאָר כָּל הָאֲרָצוֹת כְּהַר הַמֶּלֶךְ. וְכָל הָאֲרָצוֹת כְּאַחַת לַזֵּיתִים וְלַתְּמָרִים.

Mishná: Três são as terras para o biur (a remoção do produto do sétimo ano guardado em casa, obrigatória quando aquela espécie se acaba na natureza): Judeia, Além-Jordão e Galileia. E três subdivisões há para cada uma delas: a Galileia Superior, a Galileia Inferior e o Vale (falando aqui da Galileia). De Kfar Chananya para cima, todo lugar onde não crescem sicômoros é Galileia Superior (pois os sicômoros não suportam o frio das terras altas); e de Kfar Chananya para baixo, todo lugar onde crescem sicômoros é Galileia Inferior. E o território de Tiveria é o Vale. E na Judeia: a Montanha, a Planície Baixa e o Sul (Negev); e a planície baixa de Lod é como a planície baixa do Sul, e sua montanha é como a Montanha do Rei. De Bet Choron até o mar é um único distrito. E por que disseram três terras? Para que se coma em cada uma delas (o produto guardado em casa) até que se acabe o último produto que há nela (na natureza, dentro daquela terra). Rabi Shimon diz: não disseram três terras senão quanto à Judeia; e todas as demais terras são como a Montanha do Rei (seguem um único critério, sem subdivisão em três). E todas as terras são uma só quanto às azeitonas e às tâmaras (não há distinção regional para essas duas espécies).

A Halachá · הֲלָכָה ב

01O animal doméstico e o animal selvagem: enquanto um come do campo, o outro pode comer de casa
Yerushalmi · Sheviit 9:2
וְלִבְהֶמְתְּךָ וְלַחַיָּה אֲשֶׁר בְאַרְצֶךָ כו׳. כָּל זְמָן שֶחַיָּה אוֹכֶלֶת מִן הַשָּׂדֶה הַבְּהֵמָה אוֹכֶלֶת מִן הַבַּיִת. כָּלָה לַחַיָּה מִן הַשָּׂדֶה כָּלָה לִבְהֶמְתְּךָ מִן הַבַּיִת.

Halachá: "E para teu animal doméstico e para o animal selvagem que está em tua terra" etc. (Levítico 25:7 — versículo do qual se deriva o dever do biur). Todo o tempo em que o animal selvagem come do campo, o animal doméstico pode comer de dentro de casa (do produto guardado); quando se acaba para o animal selvagem no campo, acaba-se para teu animal doméstico em casa (e chega o momento de remover o que resta).

02O animal selvagem da montanha não se desenvolve no vale: as gazelas de Diocleciano em Paneas
Yerushalmi · Sheviit 9:2
רִבִּי חָמָא בַּר עוּקְבָּא בְשֵׁם רִבִּי יוֹסֵי בַּר חֲנִינָא שִׁיעֲרוּ לוֹמַר אֵין הַחַיָּה שֶׁבְּהַר גְדֵילָה בָּעֵמֶק וְלֹא גְדֵילָה חַיָּה שֶׁבְּעֵמֶק בָּהַר. דִּיֹקְלֵיטִיָּאנוּס אָעִיק לִבְנֵי פַּנַּיָיס. אָמְרִין לֵיהּ אֲנָן אָזְלוּן. אֲמַר לֵיהּ סוֹפִיסְטָה לָא אָזְלִין לוֹן וְאִין אָזְלוּן לוֹן חָזְרוּן לוֹן. וְאִי בָּעִית מִיבְדְּקָה אַיְיתִי טַבְיָין וְשָׁלְחוֹן לְאַרְעָא דִרְחִיקָא וּבְסוֹף אִינּוּן חָזְרִין לְאַתְּרֵיהוֹן. עֲבַד כֵּן אַיְיתִי טַבְיָין וְחָפִי קַרְנָתְהוּן בִכְסָף וְשָׁלְחוֹן לְאַפְרִיקִי וּבְסוֹף תַּלְת עֶשְׂרֵה שְׁנִין חָזְרוּן לְאַתְּרֵיהוֹן.

Halachá: Rabi Chama bar Ukva, em nome de Rabi Yosei bar Chanina: estimaram dizer que o animal selvagem da montanha não se desenvolve no vale, nem se desenvolve na montanha o animal selvagem do vale (pois, se migrassem, poder-se-ia comer numa terra até acabar o produto em qualquer lugar do país). Diocleciano oprimiu os habitantes de Paneas (Cesareia de Filipe). Disseram-lhe: nós vamos embora. Disse-lhe um sofista: eles não irão embora, e se forem, voltarão. E se queres verificar, traze gazelas e envia-as a uma terra distante, e ao fim elas voltarão a seus lugares. Fez assim: trouxe gazelas, cobriu seus chifres de prata e as enviou à África; e ao fim de treze anos elas voltaram a seus lugares.

03Os sinais de Rabán Shimon ben Gamliel para montanhas, vales, riachos e planície baixa
Yerushalmi · Sheviit 9:2
תַּנֵּי רַבָּן שִׁמְעוֹן בֶּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר סִימָן לֶהָרִים מֵילִין. לָעֲמָקִים תְּמָרִים לַנְחָלִים קָנִים. לַשְּׂפֵלָה שִׁקְמִים. וְאַף עַל פִּי שֶׁאֵין רְאַיָיה לַדָּבָר זֶיכֶר לַדָּבָר וְאֶת הָאֲרָזִים נָתַן כַּשִּׁקְמִים אֲשֶׁר בַּשְּׁפֵלָה לָרוֹב. אִית דְּבָעֵי מֵימַר לְמִידַּת הַדִּין אִיתְמַר וְאִית דְּבָעֵי מֵימַר לְעֶגְלָה עֲרוּפָה אִיתְמַר.

Halachá: Foi ensinado: Rabán Shimon ben Gamliel diz: sinal para as montanhas são as árvores meliá (uma espécie de carvalho ou pinheiro); para os vales, as tâmaras; para os riachos, os caniços; para a planície baixa, os sicômoros. E ainda que não haja prova disso, há um indício disso: "e fez os cedros tão numerosos como os sicômoros que há na planície baixa" (I Reis 10:27). Há quem queira dizer que isso foi dito quanto à medida do direito (para fixar os termos de um contrato), e há quem queira dizer que foi dito quanto ao bezerro de nuca quebrada (a eglá arufá, cujo rito exige um vale ou riacho — Deuteronômio 21).

04Os limites da montanha, planície baixa e vale da Galileia, da Judeia e do Além-Jordão
Yerushalmi · Sheviit 9:2
אֵי זֶהוּ עֵמֶק בַּגָּלִיל כְּגוֹן בִּקְעַת גִּינֹּיסַר וַחֲבֵירוֹתֶיהָ וְכֵן כְּיוֹצֵא בָּהֶן. אֵי זֶהוּ הַר שֶׁבִּיהוּדָה זֶה הַר הַמֶּלֶךְ. וּשְׁפֵלָתוֹ זוֹ שְׁפֵלַת דָּרוֹם. וְעֵמֶק שֶׁלּוֹ מֵעֵין גֶּדִי וְעַד יְרִיחוֹ. אֵי זֶהוּ הַר שֶׁבְּעֵבֶר הַיַּרְדֵּן. תַּנֵּי רִבִּי שִׁמְעוֹן בֶּן אֶלְעָזָר אוֹמֵר כְּגוֹן הָרֵי מַכְוָור וּגְדוֹר וְכֵן כְּיוֹצֵא בָּהֶן וּשְׁפֵלָתוֹ חֶשְׁבּוֹן וְכָל עָרֶיהָ אֲשֶׁר בַּמִּישׁוֹר דִּיבוֹן וּבָמוֹת בַּעַל וּבֵית בַּעַל מְעוֹן וְכֵן כְּיוֹצֵא בָּהֶן. וְעֵמֶק שֶׁלּוֹ בֵּית הָרָן וּבֵית נִמְרָה וְכֵן כְּיוֹצֵא בָּהֶן. וּבָעֵמֶק בֵּית הָרָן וּבֵית נִמְרָה וְסוּכּוֹת וְצָפוֹן יֶתֶר מַמְלְכֻת סִיחוֹן מֶלֶךְ הָאֱמוֹרִי אֲשֶׁר מָלַךְ בְּחֶשְׁבּוֹן. בֵּית הָרָם בֵּית רָמָתָה בֵּית נִמְרָה בֵּית נִמְרִין. סֻכּוֹת דִּרְעָלָה צָפוֹן עַמַתּוֹ.

Halachá: Qual é o vale na Galileia? Por exemplo, o vale de Ginossar e seus companheiros, e assim os semelhantes a eles. Qual é a montanha da Judeia? Esta é a Montanha do Rei; e sua planície baixa é a planície baixa do Sul; e seu vale é de En-Gedi até Jericó. Qual é a montanha do Além-Jordão? Foi ensinado: Rabi Shimon ben Elazar diz: por exemplo, os montes de Machvar e Gedor, e assim os semelhantes a eles; e sua planície baixa é Chesbon e todas as suas cidades que estão na planície — Divon, Bamot Baal e Bet Baal Meon —, e assim os semelhantes a eles; e seu vale é Bet Haran e Bet Nimrá, e assim os semelhantes a eles. E no vale (está escrito): "Bet Haran, Bet Nimrá, Sucot e Tzafon, o resto do reino de Sichon, rei dos emorreus, que reinou em Chesbon" (Josué 13:27). Bet Haram é Bet Ramatá; Bet Nimrá é Bet Nimrin; Sucot é Dir'alá; Tzafon é Amato (identificação dos nomes bíblicos com os nomes usados na época da Mishná).

05Uma baixada na montanha é como a montanha, uma elevação na planície baixa é como a planície baixa
Yerushalmi · Sheviit 9:2
שְׁפֵלָה שֶׁבְּהַר כְּהַר וְשֶׁבִּשְׁפֵלָה כִּשְׁפֵלָה. מִן מַה דְתַנָּא הַר וְהָרָם עֵמֶק וְעִמְקוֹ שֶׁפֶל וּשְׁפֵלָתוֹ הָדָא אָמְרָה שְׁפֵלָה שֶׁבְּהַר כְּהַר וְהַר שֶׁבִּשְׁפֵלָה כִּשְׁפֵלָה. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי מַתְנִיתִין אָמַר כֵּן וְהָהָר שֶׁלָּהּ כְּהַר הַמֶּלֶךְ.

Halachá: Uma baixada dentro da montanha é como a montanha, e uma elevação dentro da planície baixa é como a planície baixa? A partir do que foi ensinado — "montanha e sua montanha, vale e seu vale, planície baixa e sua planície baixa" (formulação que distingue cada região de suas próprias irregularidades internas) —, isso ensina que uma baixada dentro da montanha é como a montanha, e uma elevação dentro da planície baixa é como a planície baixa. Disse Rabi Yosei: a própria Mishná já disse isso: "e sua montanha é como a Montanha do Rei" (referindo-se à planície baixa de Lod, cuja montanha, ainda que geograficamente distinta, é tratada como a Montanha do Rei).

06Por que Bet Choron até o mar, apesar de ter montanha, planície baixa e vale, é um único distrito
Yerushalmi · Sheviit 9:2
מִבֵּית חוֹרוֹן וְעַד הַיָּם מְדִינָה אַחַת פָּרָא כוֹרִין. אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן עוֹד הִיא יֵשׁ בָּהּ הַר וּשְׁפֵלָה וְעֵמֶק. מִבֵּית חוֹרוֹן וְעַד אֶמָּאוּס הַר מֵאֶמָּאוּס וְעַד לוֹד שְׁפֵלָה מִלּוֹד וְעַד הַיָּם עֵמֶק. נִיתְנוּ אַרְבַּע מְעוּרָבוֹת הֵן.

Halachá: "De Bet Choron até o mar é um único distrito" — sem subdivisões? Disse Rabi Yochanan: ainda assim há nele montanha, planície baixa e vale: de Bet Choron até Emaús é montanha; de Emaús até Lod é planície baixa; de Lod até o mar é vale. Então deveriam ter sido dadas quatro (regiões, e não três — já que esta faixa teria sua própria subdivisão interna)? Elas são contíguas (a esta faixa se une à Judeia, por isso não conta como quarta região à parte).

07A Síria não tem três terras para o biur
Yerushalmi · Sheviit 9:2
תַּנֵּי אֵין בְּסוּרִיָּא שָׁלֹשׁ אֲרָצוֹת.

Halachá: Foi ensinado: não há na Síria três terras (para o biur; ali, o dever do sétimo ano não é de origem bíblica, e por isso se segue o critério mais brando, comendo-se em toda a Síria até acabar o último produto em qualquer lugar dela).

08O paradoxo na opinião de Rabi Shimon: o vale da Judeia e o vale da Galileia
Yerushalmi · Sheviit 9:2
אִיתָא חָמִי אִילֵּין עֵמֶק שֶׁבִּיהוּדָה אֵינוֹ אוֹכֵל עַד הַר יְהוּדָה וְעֵמֶק שֶׁבְּגָלִיל אוֹכֵל עַד הַר יְהוּדָה.

Halachá: Vem e vê como estas coisas (soam contraditórias, na opinião de Rabi Shimon): o vale que está na Judeia não pode comer com base na montanha da Judeia (pois, para Rabi Shimon, a Judeia mantém suas três subdivisões distintas), mas o vale que está na Galileia pode comer com base na montanha da Judeia (já que, para Rabi Shimon, toda terra fora da Judeia segue o critério único da Montanha do Rei, mais permissivo)!

09Até onde se come das tâmaras, das azeitonas e também das alfarrobas
Yerushalmi · Sheviit 9:2
כָּל הָאֲרָצוֹת כְּאַחַת לַזֵּתִים וְלַתְּמָרִים. תַּנֵּי אַף לֶחָרוּבִין. תַּנֵּי אוֹכְלִין עַל הַתְּמָרִים עַד שֶׁיִּכְלוּ מִירִיחוֹ וְעַל הַזֵּיתִים עַד שֶׁיִּכְלוּ מִמֵּרוֹן וּמִגּוּשׁ חָלָב.

Halachá: "E todas as terras são uma só quanto às azeitonas e às tâmaras." Foi ensinado: também quanto às alfarrobas. Foi ensinado: come-se das tâmaras até que se acabem em Jericó, e das azeitonas até que se acabem em Meron e em Gush Chalav (Giscala).

Nota

Esta é a segunda halachá do Perek Tet de Massechet Sheviit — capítulo com seis halachot no total. A Mishná ensina que há três terras para o biur — Judeia, Além-Jordão e Galileia —, cada uma com três subdivisões (Montanha, Planície Baixa e Vale), definidas por marcos como Kfar Chananya e o cultivo de sicômoros; explica por que se disseram três terras, com a opinião de Rabi Shimon de que a divisão em três terras vale apenas para a Judeia; e que todas as terras são uma só quanto a azeitonas e tâmaras.

A guemará explica o versículo do animal doméstico e do animal selvagem; traz o episódio das gazelas de Diocleciano em Paneas; traz os sinais de Rabán Shimon ben Gamliel para montanhas, vales, riachos e planície baixa; identifica os limites geográficos de cada território, com os nomes bíblicos das cidades; discute a baixada na montanha e a elevação na planície baixa; explica por que Bet Choron até o mar conta como um único distrito; ensina que a Síria não tem três terras para o biur; aponta o paradoxo na opinião de Rabi Shimon quanto ao vale da Judeia e o vale da Galileia; e fecha explicando até onde se come das tâmaras, das azeitonas e das alfarrobas. Esta halachá trata de geografia agrícola do sétimo ano e não tem paralelo genuíno verificado no Talmud Bavli, Massechet Shabat.