Terceira halachá do Perek Yud de Massechet Terumot. A Mishná traz que o feno-grego (tiltan) que caiu na cisterna de água torna a água proibida — quanto à teruma e ao segundo dízimo, quando há na semente o suficiente para dar sabor, sem contar o caule; mas quanto ao ano sabático, ao kilaim (mistura proibida) da vinha e ao consagrado, quando semente e caule juntos bastam para dar sabor. Feixes de feno-grego de kilaim da vinha devem ser queimados; feixes de feno-grego de tevel (produto do qual ainda não se separaram teruma e dízimos) são pisados, computa-se quanta semente há neles e separa-se a semente, sem necessidade de separar o caule — e quem já separou o caule não pode reservá-lo para si e entregar apenas a semente. A guemará pergunta por que o caule, que deveria apenas estragar o sabor (e assim permitir a água), ainda a torna proibida, e responde que o feno-grego melhora tudo em que cai; define o feixe em vinte e cinco hastes, com Rabi Yochanan acrescentando que quatro delas equivalem a uma cama; e fecha explicando por que os feixes de feno-grego se tornam tevel, e não as espigas ou os grãos soltos — pois só os feixes são reunidos e cultivados com esse propósito. Massechet Terumot tem onze perakim; o Perek Yud tem seis halachot ao todo.
Mishná: Feno-grego (tiltan) que caiu na cisterna de água — quanto à teruma e ao segundo dízimo, (a água é proibida) se há na semente o suficiente para dar sabor, mas não (se conta o que há apenas) no caule. Mas quanto ao (ano) sabático, ao kilaim da vinha e ao consagrado, (a água é proibida) se há na semente e no caule, juntos, o suficiente para dar sabor.
Quem tinha feixes de feno-grego de kilaim da vinha — que sejam queimados. Tinha ele feixes de feno-grego de tevel (produto do qual ainda não se separaram teruma e dízimos) — ele os pisa e calcula quanta semente há neles, e separa a semente, e não precisa separar o caule. Se separou (o caule também), não diga: "vou pisar, tomar o caule e dar a semente", mas dá o caule junto com a semente.
Halachá: E não é que o caule estraga (o sabor) e volta a estragar? Nossa Mishná segue a opinião de quem diz que "dar sabor para estragar" (notein ta'am lifgam) é proibido. E mesmo segundo quem diz que "dar sabor para estragar" é permitido, ele concorda aqui que é proibido. Por quê? Porque tudo aquilo em que cai o feno-grego, ele o melhora.
E quanto é um feixe? Vinte e cinco hastes. Disse Rabi Yochanan: e quatro delas equivalem a uma "cama" (unidade de referência para a impureza de leitos).
Sua palavra (de Rabi Yochanan) ensina que é enquanto estão em feixes que se tornam tevel. Segundo isso, também as espigas (soltas se tornariam tevel assim)? Não se reúnem para isso. Mas podem-se reunir grãos assim? Não se cultiva para isso. Mas estes (feixes de feno-grego), reúne-se para isso, e cultiva-se para isso.
Nesta halachá, a Mishná traz que o feno-grego caído na cisterna de água torna a água proibida quanto à teruma e ao segundo dízimo quando a semente basta para dar sabor, e quanto ao sabático, ao kilaim da vinha e ao consagrado quando semente e caule juntos bastam; feixes de kilaim da vinha são queimados, e feixes de tevel são pisados, com a semente separada e o caule entregue junto se já tiver sido separado.
A guemará explica por que o caule, que deveria apenas estragar o sabor, ainda torna a água proibida — porque o feno-grego melhora tudo em que cai; define o feixe em vinte e cinco hastes, com Rabi Yochanan acrescentando que quatro delas equivalem a uma cama; e fecha explicando por que os feixes se tornam tevel, e não as espigas ou os grãos soltos, pois só os feixes são reunidos e cultivados com esse propósito.