Talmud Yerushalmi · Seder Zeraim

Massechet Terumot

מַסֶּכֶת תְּרוּמוֹת

O Talmud Yerushalmi, halachá a halachá — hebraico e português. Tradução fiel e literal.

Histórico da tradução. Massechet Sheviit foi concluída por inteiro em 2026-07-24. Massechet Terumot, o sexto tratado de Seder Zeraim, teve seu Perek Alef concluído por completo (halachot 1:1 a 1:5) em 2026-07-26, o Perek Bet também concluído por completo (halachot 2:1 a 2:3) no mesmo dia, e o Perek Guimel também concluído por completo (halachot 3:1 a 3:5), também em 2026-07-26, e o Perek Dalet foi iniciado com as halachot 4:1 a 4:7, também em 2026-07-26. A halachá 1:1 traz os cinco que não devem separar teruma — o surdo-mudo, o louco, o menor, e quem separa teruma daquilo que não é seu — e o gentio que separa teruma do que é de um israelita, mesmo com sua permissão, distinguindo o surdo que fala mas não ouve, cuja teruma já feita é válida, do surdo-mudo pleno, e traz a disputa entre Rabi Yehuda e Rabi Yossei sobre o limite de idade do menor. A extensa guemará deriva as quatro exclusões do versículo "fala aos filhos de Israel e que tomem para Mim teruma", discute se a ação de um incapaz prova sua intenção a partir das leis do hechsher de impureza, enfrenta a objeção de Rabi Yosei a partir dos gittin e sua comparação com o kidushin, distingue o surdo de nascença do que perdeu a fala depois de são, examina os sinais de aceno e voz na validação do get de um mudo, traz o caso dos filhos de Rabi Yochanan ben Gudgada, os sinais do louco (shoteh) e o kordiakos, o caso de quem ora é louco ora lúcido, o menor no campo do pai, a leitura de "vós" para excluir sócios, tutores e quem separa teruma do que não é seu e para incluir o enviado (shaliach), o caso do israelita que designa ao levita um kor de maasser, uma digressão sobre a audibilidade da Shemá segundo Rabi Yosei, os sinais do surdo quanto à chagigá e à chalitzá, a posição extrema de Rabi Meir sobre o menor, e fecha com a extensa discussão sobre o surdo-mudo e os sacrifícios — hekdesh, os korbanot de zivah e tzaraat, bikurim, chagigá, Pêssach, o dízimo do gado, a temurá, e a responsabilidade por hekdesh abatido fora do Templo. A halachá 1:2 traz a Mishná sobre não separar teruma de azeitonas sobre o azeite, nem de uvas sobre o vinho, com a disputa entre Beit Shamai e Beit Hilel sobre a validade dessa teruma se ainda assim separada; a guemará explica a proibição pelo roubo da porção do cohen e pelo esforço, com as objeções do grão de arroz e das espigas, a reformulação de Rabi Chanina e Rabi Mana sobre a inconsistência do cálculo proporcional e a inveja entre vizinhos, a restrição de Chizkiyah contra a extensão de Rabi Yochanan a todas as coisas, a explicação das palavras de Beit Shamai como isentando o que está em mãos e o que está embaixo, a distinção entre a teruma gedolah e a teruma do dízimo, e fecha com a comparação com a teruma do impuro sobre o puro segundo Rabi Yosei e a resolução da aparente contradição em sua posição. A halachá 1:3 traz a Mishná sobre não separar teruma de leket, shichechá, peá e hefker, nem de maasser rishon do qual já foi retirada sua teruma, nem de maasser sheni e hekdesh resgatados, nem entre o obrigado e o isento, o destacado e o preso à terra, o novo e o velho, os frutos da Terra de Israel e os de fora dela; a guemará deriva a exclusão do hefker do versículo "e virá o levita, pois não tem porção nem herança contigo" — um dos três versículos bem explicados na Torá segundo Rabi Yochanan em nome de Rabi Yanai —, estende a mesma razão a leket, shichechá e peá, e fecha citando outra versão da Mishná sobre os frutos que já atingiram um terço de seu crescimento sobre os que ainda não o atingiram, disputada segundo Chizkiyah e consenso segundo Rabi Yochanan. A halachá 1:4 traz a Mishná sobre os cinco que não devem separar teruma — o mudo, o bêbado, o nu, o cego e quem teve poluição —, cuja teruma, se ainda assim separada, é válida, e sobre a proibição de separar teruma por medida, peso ou contagem; a guemará explica a razão de cada impedimento pela bênção ou pela incapacidade de escolher o melhor produto, traz o ensinamento de Abba bar Rav Huna sobre quem bebeu e o bêbado diante da oração, a pergunta de Rabi Zeira a Rabi Issi sobre o bêbado e a bênção, e o episódio do chassid que perguntou a Eliyahu se o nu pode recitar o Shemá, resolve a aparente contradição entre louvar quem conta, mede e pesa e a proibição de separar teruma assim, por meio de Rabi Yehoshua ben Levi e Eliezer ben Gimel, e fecha com Rabi Elazar explicando que medir, pesar e contar o tevel ao guardá-lo em casa é permitido, desde que a separação da teruma em si não seja feita dessa forma. A halachá 1:5, quinta e última do Perek Alef, traz a Mishná sobre não separar azeite sobre azeitonas ainda sendo pisadas, nem vinho sobre uvas ainda sendo pisadas — mas se separou deve separar novamente —, sobre separar azeite sobre azeitonas em conserva e vinho sobre uvas para passas, sobre quem separa para comer e muda de ideia para pisar, e sobre não separar de produto acabado sobre inacabado nem o inverso; a guemará resolve a contradição com a Mishná adiante pela cerca das águas da purificação segundo Rabi Hila em nome de Rabi Yochanan, discute qual é mais grave entre o roubo à tribo e essa cerca segundo Rabi Meir e Rabi Yosei, traz os seis pontos de leniência de Bet Shamai com a correção de Rabi Mana, a necessidade de dar nome também aos dízimos, a distinção de Rabi Yosei ben Yosei restringindo a proibição à eira e ao lagar, a base do cálculo da teruma das azeitonas em conserva segundo Rabi e Rabán Shimon ben Gamliel, e fecha com Rabi Imi em nome de Reish Lakish sobre Bamidbar 18:27 e a discussão sobre se há açoites pelo tevel por lei bíblica — encerrando por completo o Perek Alef. A halachá 2:1, primeira do Perek Bet, traz a Mishná sobre não separar teruma do puro sobre o impuro (mas se separaram é teruma), o bolo de figos ou o molho de verduras parcialmente impuros, o caso de dois bolos, molhos ou montes distintos (exceto para Rabi Eliezer), a proibição de separar do impuro sobre o puro (mas por engano é válida), o mesmo quanto ao levita e o dízimo tevel, e as regras sobre imergir utensílios, dizimar, cozinhar e plantar no Shabat e no sétimo ano; a extensa guemará deriva de Bamidbar 18:27 que a teruma grande não se separa do puro sobre o impuro, discute como a teruma do dízimo ensina e não é ensinada, o bolo e o molho ligados por suco de frutas, o funil de azeitonas segundo Rabi Ilai em nome de Rabi Eliezer com a disputa sobre essa halachá, a condição de que a teruma suba em paz e o tevul yom, e fecha com a extensa discussão sobre cozinhar e dizimar no Shabat por engano ou de propósito, o guisado que melhora ao reduzir, e o plantio no Shabat e no sétimo ano — com paralelo genuíno no Talmud Bavli, Massechet Shabat 38a. A halachá 2:2, segunda do Perek Bet, traz a Mishná sobre não separar teruma de uma espécie sobre outra que não é da sua espécie, a regra de que todo tipo de trigo é um só e todo tipo de figos — fresco, seco e em bolo — é um só, as regras de separar do melhor produto ou do que se conserva conforme haja ou não cohen no lugar segundo Rabi Yehuda, a cebola pequena inteira e a metade da cebola grande, e as cebolas dos habitantes da cidade sobre as dos aldeões; a guemará traz o ensinamento de Rabi Yochanan em nome de Rabi Yanai sobre os três midrashim claros da Torá estendendo o raciocínio do vinho e do azeite às duas espécies de grão, a necessidade de ensinar as variedades de trigo agdon e shamtit, a baraita sobre contar e medir figos frescos e secos com Rabán Shimon ben Gamliel e a casa de Rabi Yishmael bei Rabi Yosei, a disputa entre Rabi Yirmiyah e Rabi Yoná e Rabi Yosei sobre o que incha e o que encolhe, e fecha com o tamanho do ovo e da azeitona que encolhem ao sol para as leis de impureza, a massa fermentada deficiente ou excedente segundo Rabi Meir, e o arroz cozido que aumenta de volume, resolvido por Rabi Yosei. A halachá 2:3, terceira e última do Perek Bet, traz a Mishná sobre separar azeitonas de azeite sobre azeitonas de conserva (mas não o inverso), vinho não cozido sobre o cozido (mas não o inverso), a regra geral do kilaim na separação da teruma entre o melhor e o pior produto — com a exceção do joio sobre o trigo, por não ser alimento —, e a disputa sobre o pepino e o melão serem uma ou duas espécies; a guemará traz o ensinamento de Rabi Yochanan de que a Mishná segue Rabi Yehuda, a disputa entre Rabi Yochanan e Rabi Elazar sobre a inversão de sua posição e a razão entre reduzir bebedores ou volume, o ensinamento de Rabi Bun bar Cahana em nome de Rabi Hila sobre Bamidbar 18:32, a atribuição da Mishná do vinho e do vinagre a Rabi Yishmael bei Rabi Yosei com a posição contrária de Rabi, e fecha confirmando que a disputa sobre pepino e melão já é conhecida da Mishná de Kilayim 1:2 — encerrando por completo o Perek Bet. A halachá 3:5, quinta e última do Perek Guimel, traz a Mishná sobre a teruma, os dízimos e o hekdesh do gentio e do cuteu, válidos; a posição de Rabi Yehuda de que o gentio não tem kerem revai, contra os sábios, que dizem que tem; e a teruma do gentio, que faz dema e obriga ao quinto, exceto segundo Rabi Shimon, que isenta; a guemará traz a disputa entre Rabi e Rabán Shimon ben Gamliel sobre a teruma, o maasser rishon e o maasser sheni que um gentio ou cuteu tira de dentro de sua casa, explicada por Rabi Yosei bei Rabi Bun pelo receio de Rabi de que se tenha separado de uma espécie sobre outra, e pelo receio de Rabán Shimon ben Gamliel de que apenas se tenha antecipado a ordem devida, e fecha com a disputa entre Rabi Ze'ira e Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, sobre se a isenção de Rabi Shimon vale apenas para a teruma da própria colheita do gentio ou também para frutos comprados de um israelita, a dificuldade levantada a partir do hekdesh de gentios quanto a pigul, notar e tamê, e a conclusão de que as duas disputas são uma só — encerrando por completo o Perek Guimel. A halachá 4:1, primeira do Perek Dalet, capítulo com oito halachot no total, traz a Mishná sobre quem separa apenas parte da teruma e dos dízimos, tirando dele teruma sobre si mesmo, mas não sobre outro lugar, e a posição de Rabi Meir de que ele até tira sobre outro lugar teruma e dízimos; a guemará discute se a Mishná fala de quando o dono já tinha em mente separar mais, ou de modo indefinido, segundo Rabi Shmuel em nome de Rabi Zeira, com a pergunta de Rabi Mana diante de Rabi Yudan; explica a diferença entre tirar teruma sobre si mesmo e sobre outro lugar, e a dificuldade de quando se muda de intenção no meio do ato; traz o caso de erro sobre a quantidade devida, com o ensinamento de Rabi Imi em nome de Rabi Shimon ben Lakish sobre o acréscimo à teruma; e fecha com a distinção entre a maior parte da pilha posta em ordem ou não, a disputa entre Chizkiyah e Rabi Yochanan sobre o tevel anulado pela maioria, o ensinamento de Rabi Liezer ben Yaakov, o caso de duas pilhas, e a resposta do velho Rabi Chiya a seus discípulos, citando Eclesiastes 4:5. A halachá 4:2, segunda do Perek Dalet, traz a Mishná sobre quem tinha seus frutos num celeiro e deu uma seá a um levita e uma seá a um pobre, separando mais oito seim e as comendo — palavras de Rabi Meir —, e a posição dos sábios de que ele não separa senão conforme o cálculo; a guemará traz o ensinamento de Rabi Elazar em nome de Rabi Hoshaya de que se tratou o caso como o de um trabalhador que não confia no patrão, e fecha observando que é óbvio que, se os frutos foram queimados, a teruma se anula, mas que, se a teruma foi queimada, quando os frutos forem comidos, ela se santificará retroativamente. Massechet Terumot tem onze perakim e quarenta e oito halachot ao todo, confirmado via a API de estrutura do Sefaria: Perek Alef com 5 halachot, Perek Bet com 3, Perek Guimel com 5, Perek Dalet com 8, Perek Heh com 3, Perek Vav com 3, Perek Zayin com 3, Perek Chet com 4, Perek Tet com 3, Perek Yud com 6, e Perek Yud-Alef com 5. Massechet Terumot trata das leis da teruma — a porção da colheita separada e dada ao cohen antes que o restante do produto possa ser comido. Assim como os demais tratados menores de Seder Zeraim já traduzidos nesta trilha, não há Guemará no Talmud Bavli para Terumot, nem comentário estruturado de Rashi para o Yerushalmi; o texto aqui é o Yerushalmi em sua integridade.

Perek Alef · פֶּרֶק רִאשׁוֹן (concluído — 5 de 5 halachot traduzidas)

Perek Bet · פֶּרֶק שֵׁנִי (concluído — 3 de 3 halachot traduzidas)

Perek Guimel · פֶּרֶק שְׁלִישִׁי (concluído — 5 de 5 halachot traduzidas)

Perek Dalet · פֶּרֶק רְבִיעִי (iniciado — 7 de 8 halachot traduzidas)

Perek Heh · פֶּרֶק חֲמִישִׁי (3 halachot — ainda não iniciado)

5:1 5:2 5:3

Perek Vav · פֶּרֶק שִׁשִּׁי (3 halachot — ainda não iniciado)

6:1 6:2 6:3

Perek Zayin · פֶּרֶק שְׁבִיעִי (3 halachot — ainda não iniciado)

7:1 7:2 7:3

Perek Chet · פֶּרֶק שְׁמִינִי (4 halachot — ainda não iniciado)

8:1 8:2 8:3 8:4

Perek Tet · פֶּרֶק תְּשִׁיעִי (3 halachot — ainda não iniciado)

9:1 9:2 9:3

Perek Yud · פֶּרֶק עֲשִׂירִי (6 halachot — ainda não iniciado)

10:1 10:2 10:3 10:4 10:5 10:6

Perek Yud-Alef · פֶּרֶק אַחַד עָשָׂר (último perek da massechet — 5 halachot — ainda não iniciado)

11:1 11:2 11:3 11:4 11:5
Sobre este tratado. Massechet Terumot trata das leis da teruma — a porção da colheita que o israelita deve separar e dar ao cohen antes que o restante do produto possa ser comido; quem pode e quem não pode separá-la, a exigência de intenção (machshavá) no ato, e as diversas leis sobre misturar, comer e invalidar a teruma. É o sexto tratado de Seder Zeraim, situado logo após Sheviit. 1:1 — primeira halachá do tratado, já traduzida por completo: a Mishná traz os cinco que não separam teruma válida — o surdo-mudo, o louco, o menor, e quem separa o que não é seu —, e o gentio que separa teruma de israelita; a extensa guemará deriva as exclusões do versículo de Shemot 25:2, discute a exigência de intenção a partir das leis de impureza, a comparação com os gittin e o kidushin, os sinais do louco e do surdo, o menor no campo do pai, a leitura de "vós" quanto a sócios, tutores e ao enviado, e fecha com a longa discussão sobre o surdo-mudo e os sacrifícios do Templo. 1:2 — segunda halachá, já traduzida por completo: a Mishná ensina que não se separa teruma de azeitonas sobre o azeite, nem de uvas sobre o vinho, com a disputa entre Beit Shamai e Beit Hilel sobre a validade dessa teruma se ainda assim separada; a guemará explica a proibição pelo roubo da porção do cohen e pelo esforço, discute o cálculo proporcional e a inveja entre vizinhos, a extensão da regra a todas as coisas, e fecha com a comparação com a teruma do impuro sobre o puro segundo Rabi Yosei. 1:3 — terceira halachá, já traduzida por completo: a Mishná ensina que não se separa teruma de leket, shichechá, peá e hefker, nem de maasser rishon do qual já foi retirada sua teruma, nem de maasser sheni e hekdesh resgatados, nem entre o obrigado e o isento, o destacado e o preso à terra, o novo e o velho, os frutos da Terra de Israel e os de fora dela; a guemará deriva a exclusão do hefker do versículo do levita em Devarim 14:29, estende a mesma razão a leket, shichechá e peá, e fecha citando outra versão da Mishná sobre os frutos que já atingiram um terço de seu crescimento, disputada segundo Chizkiyah e consenso segundo Rabi Yochanan. 1:4 — quarta halachá, já traduzida por completo: a Mishná ensina que cinco não devem separar teruma — o mudo, o bêbado, o nu, o cego e quem teve poluição —, cuja teruma, se ainda assim separada, é válida, e que não se separa teruma por medida, peso ou contagem; a guemará explica a razão de cada impedimento pela bênção ou pela incapacidade de escolher o melhor produto, traz o ensinamento de Abba bar Rav Huna sobre a oração de quem bebeu, a pergunta de Rabi Zeira a Rabi Issi sobre o bêbado e a bênção, e o episódio do chassid que perguntou a Eliyahu se o nu pode recitar o Shemá, e fecha com Rabi Yehoshua ben Levi, Eliezer ben Gimel e Rabi Elazar resolvendo a aparente contradição entre louvar quem conta, mede e pesa, e a proibição de separar teruma dessa forma. 1:5 — quinta e última halachá do Perek Alef, já traduzida por completo, encerrando o capítulo: a Mishná ensina que não se separa azeite sobre azeitonas ainda sendo pisadas, nem vinho sobre uvas ainda sendo pisadas, mas se separou deve separar novamente, que se separa azeite sobre azeitonas em conserva e vinho sobre uvas para passas, que quem separa para comer e muda de ideia para pisar não precisa separar de novo, e que não se separa de produto acabado sobre inacabado nem o inverso; a guemará resolve a contradição com a Mishná adiante pela cerca das águas da purificação segundo Rabi Hila em nome de Rabi Yochanan, discute qual é mais grave entre o roubo à tribo e essa cerca, traz os seis pontos de leniência de Bet Shamai com a correção de Rabi Mana, a distinção de Rabi Yosei ben Yosei restringindo a proibição de produto acabado sobre inacabado à eira e ao lagar, a base do cálculo da teruma das azeitonas em conserva, e fecha com Rabi Imi em nome de Reish Lakish sobre Bamidbar 18:27 e a discussão sobre se há açoites pelo tevel por lei bíblica. 2:1 — primeira halachá do Perek Bet, já traduzida por completo: a Mishná ensina que não se separa teruma do puro sobre o impuro, mas se separaram é teruma; que o bolo de figos, o molho de verduras e o monte parcialmente impuros permitem separar do puro sobre o impuro que há neles, mas não entre dois bolos, dois molhos ou dois montes distintos, exceto para Rabi Eliezer; que não se separa do impuro sobre o puro, mas por engano é válida, e o mesmo quanto ao levita e o dízimo tevel; e traz as regras sobre imergir utensílios, dizimar, cozinhar e plantar no Shabat e no sétimo ano; a guemará deriva de Bamidbar 18:27 que a teruma grande não se separa do puro sobre o impuro, discute o bolo e o molho ligados por suco de frutas, o funil de azeitonas segundo Rabi Ilai em nome de Rabi Eliezer, a condição de que a teruma suba em paz e o tevul yom, e fecha com a extensa discussão sobre cozinhar e dizimar no Shabat, o guisado que melhora ao reduzir, e o plantio no Shabat e no sétimo ano — com paralelo genuíno no Talmud Bavli, Massechet Shabat 38a. 2:2 — segunda halachá do Perek Bet, já traduzida por completo: a Mishná ensina que não se separa teruma de uma espécie sobre outra que não é da sua espécie; que todo tipo de trigo é um só, e todo tipo de figos — fresco, seco e em bolo — é um só; as regras de separar do melhor produto ou do que se conserva conforme haja ou não cohen no lugar, segundo Rabi Yehuda; a cebola pequena inteira e a metade da cebola grande; e as cebolas dos habitantes da cidade sobre as dos aldeões; a guemará traz o ensinamento de Rabi Yochanan em nome de Rabi Yanai sobre os três midrashim claros da Torá, estendendo o raciocínio do vinho e do azeite às duas espécies de grão, a necessidade de ensinar as variedades de trigo agdon e shamtit, a baraita sobre contar e medir figos frescos e secos com Rabán Shimon ben Gamliel e a casa de Rabi Yishmael bei Rabi Yosei, a disputa entre Rabi Yirmiyah e Rabi Yoná e Rabi Yosei sobre o que incha e o que encolhe, e fecha com o tamanho do ovo e da azeitona que encolhem ao sol para as leis de impureza, a massa fermentada deficiente ou excedente segundo Rabi Meir, e o arroz cozido que aumenta de volume, resolvido por Rabi Yosei. 2:3 — terceira e última halachá do Perek Bet, já traduzida por completo, encerrando o capítulo: a Mishná ensina que se separa azeitonas de azeite sobre azeitonas de conserva, mas não o inverso, e vinho não cozido sobre o cozido, mas não o inverso; a regra geral de que tudo que é kilaim com seu companheiro não se separa de um sobre o outro, e tudo que não é kilaim separa-se do melhor sobre o pior, mas não do pior sobre o melhor, exceto o joio sobre o trigo, por não ser alimento; e que o pepino e o melão são uma só espécie, segundo Rabi Yehuda, duas espécies; a guemará traz o ensinamento de Rabi Yochanan de que a Mishná segue a opinião de Rabi Yehuda, a disputa entre Rabi Yochanan e Rabi Elazar sobre se essa posição se inverte, o ensinamento de Rabi Bun bar Cahana em nome de Rabi Hila sobre Bamidbar 18:32, a atribuição da Mishná do vinho e do vinagre a Rabi Yishmael bei Rabi Yosei com a posição contrária de Rabi, e fecha confirmando que a disputa sobre pepino e melão já é conhecida da Mishná de Kilayim 1:2. 3:1 — primeira halachá do Perek Guimel, capítulo com cinco halachot no total: a Mishná ensina que quem separa pepino como teruma e se encontra que é amargo, ou melancia e se encontra que está podre, é teruma, e deve voltar a separar; que quem separa um barril de vinho e se encontra que é vinagre — se já era vinagre antes da separação, não é teruma, mas se azedou depois, é teruma, e em caso de dúvida também é teruma; e que nem a primeira nem a segunda teruma dada em dúvida fazem dema por si sós, nem se paga o quinto por elas. A guemará discute por que o pepino amargo, ao contrário da melancia podre, não seria amargo já desde o princípio, traz o ensinamento de Rabi Yochanan de que se trata dele como dúvida quanto a ser alimento, com a pergunta de Rabi Yoná se essa dúvida vale para todos os efeitos; o ensinamento em nome de Rabi Yosei de que o amargor do pepino está só em seu interior; o caso do barril descoberto ou da melancia perfurada por receio de veneno de serpente; uma série de decisões halákhicas sobre a quem segue a lei entre Rabi e seus colegas, e entre Rabi Meir, Rabi Shimon e Rabi Yehuda; e fecha explicando que, ao se entregar ambas as terumot de dúvida ao cohen, ele paga o valor da maior delas. 3:2 — segunda halachá do Perek Guimel, já traduzida por completo: a Mishná trata de sócios que separam teruma um após o outro — Rabi Akiva diz que a teruma de ambos é teruma, os sábios dizem que só a do primeiro é teruma, e Rabi Yosei distingue conforme o primeiro tenha ou não separado a medida devida —, da autorização dada a um membro da casa, escravo ou escrava para separar teruma e de sua revogação, e da falta de autorização dos trabalhadores para separar teruma, exceto os que pisam uvas no lagar. A guemará discute sobre o que exatamente discordam Rabi Akiva e os sábios, como se divide o se'ah do primeiro e do segundo segundo Rabi Akiva, o caso de Ariston perante Rabi Yosei, o que é a "medida devida" de Rabi Yosei, e a relação com o ensinamento de Reish Lakish sobre a revogação da designação de representante; traz o ensinamento de Rabi Yochanan sobre a impureza do lagar assim que se pisam as uvas em cruz, a distinção entre vinho e azeite quanto à teruma dos trabalhadores, a disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre quando se separa teruma das uvas e quando o poço se torna impuro, o ensinamento correspondente sobre as azeitonas, e fecha com o ensinamento de Rabi Yosei bei Rabi Yehuda sobre pisar azeitonas sob a pedra, e a distinção entre a maciez da uva e a dureza da azeitona. 3:3 — terceira halachá do Perek Guimel, já traduzida por completo: a Mishná trata das fórmulas válidas para designar a teruma de um monte, seus dízimos e a teruma do dízimo "dentro dele" — Rabi Shimon considera a designação válida; os sábios exigem que se especifique "ao seu norte" ou "ao seu sul"; Rabi Elazar Chisma e Rabi Eliezer ben Yaakov trazem outras fórmulas válidas —, e de quem antecipa a ordem devida entre teruma, bikurim e dízimos: ainda que transgrida um preceito negativo, o que fez está feito, com a explicação da ordem correta entre bikurim, teruma e os dois dízimos. A guemará traz o ensinamento de Rabi Yosei bei Rabi Bun em nome de Rabi Yochanan sobre a posição de Rabi Shimon seguindo a Casa de Shamai quanto aos medumaim, discute se "dentro dele" equivale a "nele", traz o ensinamento de Reish Lakish sobre a exigência de algo determinado na separação da teruma, os casos de designar a teruma de dois montes de uma vez, a divisão do monte ao norte segundo Rabi, os sábios e Rabán Shimon ben Gamliel, a disputa entre Rabi Yochanan e Rabi Shimon ben Lakish sobre a teruma de dois montes de uma só vez, os dois casos de dúvida trazidos por Rabi Hoshaya bar Shamai, a discussão sobre se quem antecipa a ordem é açoitado, a discussão sobre quando ocorre a transgressão, a pergunta de Rabi Shmuel bar Abba sobre o primeiro dízimo ainda em espigas, e fecha com o ensinamento diante de Rabi Abahu de que a teruma não impede os bikurim, atribuído a Abba Panimon. 3:4 — quarta halachá do Perek Guimel, já traduzida por completo: a Mishná ensina que aquele que pretende dizer "teruma" e diz "dízimo", ou "dízimo" e diz "teruma", "oferenda de subida" e diz "oferenda pacífica", ou o inverso, e o mesmo em votos sobre entrar numa casa ou desfrutar de algo, não disse nada, até que sua boca e seu coração estejam de acordo. A guemará traz o que se aprendeu noutro lugar sobre a posição da Casa de Shamai de que o hekdesh por engano é hekdesh, com a explicação de Rabi Yirmiyah e a objeção de Rabi Yosei, perguntando se a nossa mishná está em disputa ou é consenso de todos segundo cada opinião, e fecha distinguindo, a partir dos versículos "levate bisfatáyim" e "motza sfatecha tishmor", entre o voto ou korban, que exige fala com os lábios segundo Shmuel, e a doação generosa do coração (nediv lev) para o Mishkán, na qual basta a decisão do coração. 3:5 — quinta e última halachá do Perek Guimel, já traduzida por completo, encerrando o capítulo: a Mishná ensina que a teruma, os dízimos e o hekdesh do gentio e do cuteu são válidos, que Rabi Yehuda diz que o gentio não tem kerem revai, mas os sábios dizem que tem, e que a teruma do gentio faz dema e obriga ao quinto, salvo segundo Rabi Shimon, que isenta; a guemará traz a disputa entre Rabi e Rabán Shimon ben Gamliel sobre a teruma, o maasser rishon e o maasser sheni que um gentio ou cuteu tira de dentro de sua casa, explicada por Rabi Yosei bei Rabi Bun pelo receio de Rabi de que se tenha separado de uma espécie sobre outra, e pelo receio de Rabán Shimon ben Gamliel de que apenas se tenha antecipado a ordem devida, e fecha com a disputa entre Rabi Ze'ira e Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, sobre se a isenção de Rabi Shimon vale apenas para a teruma da própria colheita do gentio ou também para frutos comprados de um israelita, a dificuldade levantada a partir do hekdesh de gentios quanto a pigul, notar e tamê, e a conclusão de que as duas disputas são uma só. 4:1 — primeira halachá do Perek Dalet, capítulo com oito halachot no total, já traduzida por completo: a Mishná ensina que quem separa apenas parte da teruma e dos dízimos tira dele teruma sobre si mesmo, mas não sobre outro lugar, e que Rabi Meir diz que ele até tira sobre outro lugar teruma e dízimos; a guemará discute se a Mishná fala de quando o dono já tinha em mente separar mais, ou de modo indefinido, segundo Rabi Shmuel em nome de Rabi Zeira, com a pergunta de Rabi Mana diante de Rabi Yudan, explica a diferença entre tirar teruma sobre si mesmo e sobre outro lugar, traz o caso de erro sobre a quantidade devida com o ensinamento de Rabi Imi em nome de Rabi Shimon ben Lakish, e fecha com a disputa entre Chizkiyah e Rabi Yochanan sobre o tevel anulado pela maioria, o ensinamento de Rabi Liezer ben Yaakov, e a resposta do velho Rabi Chiya a seus discípulos, citando Eclesiastes 4:5. 4:2 — segunda halachá do Perek Dalet, já traduzida por completo: a Mishná ensina que quem tinha seus frutos num celeiro e deu uma seá a um levita e uma seá a um pobre separa mais oito seim e as come — palavras de Rabi Meir —, e que os sábios dizem que ele não separa senão conforme o cálculo; a guemará traz o ensinamento de Rabi Elazar em nome de Rabi Hoshaya de que se tratou o caso como o de um trabalhador que não confia no patrão, e fecha observando que é óbvio que, se os frutos foram queimados, a teruma se anula, mas que, se a teruma foi queimada, quando os frutos forem comidos, ela se santificará retroativamente. A halachá 4:3, terceira do Perek Dalet, traz a Mishná sobre o padrão da teruma: para o generoso, um quarenta avos — a Casa de Shamai diz um trinta avos; para o médio, um cinquenta avos; para o mesquinho, um sessenta avos; e sobre o que fazer quando o cálculo resulta em um sessenta ou um sessenta e um avos, com a posição de Rabi Yehuda de que se pode completar mesmo do que não está próximo; a guemará deriva esses números dos versículos de Ezequiel sobre a efá e o chômer, traz o cálculo de Shmuel e o ensinamento de Rabi Levi a partir do versículo de Números sobre a meação do despojo, a base da opinião da Casa de Shamai segundo Rabi Levi bar Chiná, a leitura de Bar Kapara transmitida por Rabi Chanina bar Isi, a distinção de Rabi Assi em nome de Rabi Yochanan entre a intenção ou não de liberar o monte, a disputa entre Cahana, Rabi Yochanan e Rabi Elazar sobre a extensão do acréscimo mínimo, a pergunta de Reish Lakish a Rabi Yochanan sobre o estatuto do acréscimo de teruma, e fecha perguntando até quanto um homem libera seu tevel pela palavra da própria Torá, com Rabi Yonatan, Rabi Yanai e a conclusão de Rabi Mana de que não há medida mínima. A halachá 4:4, quarta do Perek Dalet, traz a Mishná sobre quem diz ao seu agente para dar teruma — este a dá conforme a intenção do dono da casa, ou, se não a conhece, a média de um cinquenta avos; sobre a validade da teruma que diminui ou acrescenta dez, mas a invalidade se houve intenção de acrescentar mesmo um; e sobre quem aumenta muito na teruma, segundo Rabi Eliezer, Rabi Yishmael, Rabi Tarfon e Rabi Akiva; a guemará discute o caso em que o agente já conhecia a intenção do dono sem que este lhe dissesse nada, o ensinamento de Rabi Bun bar Cahana sobre por que a diminuição e o acréscimo não valem o mesmo para o chulin, a distinção de Rabi Chanina filho de Rabi Hillel entre a intenção de diminuir e a de acrescentar, a pergunta de Rabi Chagai diante de Rabi Yosei comparando com o caso da carne sacrificial mal distribuída, o ensinamento de que Rabi Eliezer segue a Casa de Shamai quanto ao medumá, a diferença entre a opinião simples de Rabi Yochanan e a dificuldade na opinião de Chizkiyahu, resolvida pela leitura de Rabi Chiya, e fecha com a razão de Rabi Yishmael a partir do versículo sobre as primícias do grão. 4:5 — quinta halachá do Perek Dalet, já traduzida por completo: a Mishná ensina que em três períodos se calibra o cesto de figos — no início da colheita, no fim dela, e no meio do verão —, e que quem conta é louvável, quem mede é mais louvável do que ele, e quem pesa é o mais louvável dos três; a guemará pergunta em relação a quem se é mais louvável, traz a resposta de Rabi Chuna de que é mais louvável do que aquele que separa a teruma a partir do que ainda está de pé no campo, a objeção de Rabi Chanina filho de Rabi Hillel de que a própria Mishná já restringe a comparação aos três métodos entre si, e fecha com a réplica de Rabi Chinena de que a expressão "dos três" nada mais prova além disso. A halachá 4:6, sexta do Perek Dalet, já traduzida por completo, traz a Mishná sobre a proporção em que a teruma sobe na mistura — isto é, pode ser retirada dela por meio da separação de uma porção equivalente, transferindo a santidade para essa porção e devolvendo o restante à condição de comum: Rabi Eliezer diz que é um em cento e um; Rabi Yehoshua diz que é em cem e mais, sem medida fixa para esse "mais"; e Rabi Yosei ben Meshulam diz que "mais" é um cav para cada cem se'á, um sexto do que faz medumá; a guemará pergunta de onde se aprende que não sobem abaixo dessa proporção, traz a resposta de Rabi Yoná a partir do versículo de Bamidbar 18:29, repete a disputa sobre a quantidade a acrescentar segundo Rabi Eliezer e Rabi Yehoshua, e fecha com a posição de Rabi Yosei ben HaMeshulam, confirmando que a halachá segue suas palavras. A halachá 4:7, sétima do Perek Dalet, já traduzida por completo: a Mishná traz a posição de Rabi Yehoshua de que figos pretos fazem subir os brancos e os brancos fazem subir os pretos, o mesmo quanto a bolos de figo prensado grandes e pequenos e quanto a bolos redondos e retangulares — mas Rabi Eliezer proíbe —, e a posição de Rabi Akiva de que, quando se sabe o que caiu, não se fazem subir um ao outro, mas quando não se sabe, fazem-se subir, explicada com o exemplo de cinquenta figos pretos e cinquenta brancos, e fecha com o caso de quem prensa uma libra de figos secos cortados na boca do jarro sem saber qual é, no qual Rabi Eliezer é brando e Rabi Yehoshua é rigoroso; a extensa guemará traz o fundamento da posição de Rabi Eliezer segundo Rabi Isi em nome de Rabi Yochanan, a disputa de Cahana sobre se as brancas fazem subir as pretas, a exigência de uma proporção de um preto para dois brancos segundo Shimon bar Aba em nome de Rabi Yochanan, a posição de Bar Pedaya sobre moer e permitir, a disputa dos rabanan sobre o medumá cuja maioria é teruma trazida por Cahana a Shmuel, o caso da se'á que caiu entre noventa e nove segundo Rabi Yosei em nome de Rabi Yochanan, o caso dos vinte figos dos quais um se perdeu segundo Reish Lakish e Rabi Yochanan, o caso dos cento e cinquenta barris segundo Rabi Shimon ben Lakish em nome de Rabi Hoshaya, a proporção entre a teruma certa e a duvidosa segundo Rabi Zeira em nome de Rabi Pedaya, a leitura de Rabi Chuna e a baraita dos tanaítas em disputa trazida por Rabi Yochanan, o caso da libra de figos secos prensada na boca do jarro segundo Rabi Eliezer, Rabi Yehoshua, Rabi Yehuda e Rabi Meir, e fecha com o caso em que não se sabe onde se prensou, no qual todos concordam que sobe, com a exigência de Rabi Avin de duas libras em cada recipiente.