Terceira e última halachá do Perek Heh de Massechet Terumot — capítulo com três halachot no total. A Mishná traz o seá de teruma que caiu em cem e foi moído, e diminuiu (o volume, na moagem): assim como diminuiu o chulin, assim diminuiu a teruma, e é permitido; o seá que caiu em menos de cem e foi moído, e aumentou: assim como aumentou o chulin, assim aumentou a teruma, e é proibido — a menos que se saiba que o trigo do chulin é melhor que o da teruma, caso em que é permitido; e o seá de teruma que caiu em menos de cem, e depois caiu ali chulin (para completar a proporção): se por engano, é permitido; se de propósito, é proibido. A guemará traz o ensinamento de que não somente quando a teruma diminuiu, mas mesmo quando só o chulin diminuiu e a teruma permaneceu íntegra, pode-se moer e permitir; o ensinamento de que o refugo da teruma não se soma à teruma para proibir o chulin, mas o refugo do chulin se soma ao chulin para fazer subir a teruma; a pergunta de Rabi Bibai sobre se o refugo da teruma se soma ao chulin para fazer subir a teruma, e a resposta a partir do ensinamento de Rav Huna sobre as cascas do proibido que se somam ao permitido; a regra de que, no seá caído em cem, não se extrai o joio e o refugo nele contidos, mas, no caído em menos de cem, extrai-se; e a mesma regra quanto à borra do vinho turvo caído no claro e do claro caído no turvo. Traz o ensinamento de que também se pode moer desde o início, segundo Rabi Yosei, que permite até reunir de propósito o joio para que suba em um e duzentos; a razão de Rabi Zeira, de que tal é o costume dos cohanim em suas casas; e a diferença prática quanto ao kilei hakerem (mistura proibida da videira), moído e permitido segundo Rabi Yosei, mas não segundo os sábios. Traz o ensinamento de Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan sobre todo proibido sobre o qual se acrescentou — por engano, permitido; de propósito, proibido —, a pergunta se isso não é já a própria Mishná, e a resposta de que a Mishná fala apenas de teruma, e daí se estende a regra a todas as demais coisas. E fecha com o ensinamento de Rabi Acha em nome de Rabi Yonatan sobre o preceito de dizer o que se pode fazer e de não dizer o que não se pode fazer; a máxima de Rabi Leazar de que, assim como é proibido purificar o impuro, é proibido impurificar o puro; o conselho de Rabi Abba bar Yaakov em nome de Rabi Yochanan, de que, na dúvida entre suspender e queimar, deve-se sempre correr atrás da queima, pois nada é mais caro na Torá que os touros e os bodes queimados; e a pergunta de Rabi Yosei sobre se se deriva uma coisa cujo preceito não é para isso de uma coisa cujo preceito é para isso. Massechet Terumot tem onze perakim; o Perek Heh tem três halachot ao todo. Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Heh de Massechet Terumot.
Mishná: Um seá de teruma que caiu em cem seim de chulin, e foram moídos, e diminuíram (o volume total, na moagem): assim como diminuiu o chulin, assim diminuiu a teruma, e é permitido.
Um seá de teruma que caiu em menos de cem, e foram moídos, e aumentaram: assim como aumentou o chulin, assim aumentou a teruma, e é proibido. Se é sabido que o trigo do chulin é melhor (de qualidade superior) que o da teruma, é permitido.
Um seá de teruma que caiu em menos de cem, e depois caiu ali chulin (completando a proporção de cem): se por engano, é permitido; se de propósito, é proibido.
Halachá: E não é apenas quando a teruma diminuiu (na moagem, proporcionalmente ao chulin), mas mesmo que só o chulin tenha diminuído, e a teruma tenha permanecido íntegra (em seu volume original) — ele mói a teruma também e permite.
Foi ensinado: o refugo (sujeira, joio ou matéria estranha) da teruma não se soma com a teruma para proibir o chulin. Mas o refugo do chulin se soma com o chulin para fazer subir a teruma (isto é, conta a favor da proporção de cem).
Rabi Bibai perguntou: o refugo da teruma — qual é a lei quanto a se soma com o chulin para fazer subir a teruma? A partir do que disse Rav Huna: as cascas do proibido se somam com o permitido — isso ensina que o refugo da teruma se soma com o chulin para fazer subir a teruma. Rav Huna disse: as cascas do proibido fazem subir o permitido.
Um seá de teruma que caiu em cem: não extrais o joio e o refugo que há nele (contam como parte da teruma). Em menos de cem: extrais o joio e o refugo que há nele. E do mesmo modo, um log de vinho claro que caiu em cem login de vinho turvo: não extrais a borra que há nele. Um log de vinho turvo que caiu em cem login de vinho claro: extrais a borra que há nele.
Foi ensinado: pode-se até moer desde o início e permitir. Esta é a opinião de Rabi Yosei, pois Rabi Yosei disse: pode-se até ter a intenção e reunir (o joio de propósito), e sobe em um e duzentos.
Disse Rabi Zeira: pois tal é o costume dos cohanim, de moer o medumá (mistura de teruma e chulin) em suas casas. Qual é a diferença prática entre eles (Rabi Yosei e os sábios)? O kilei hakerem (mistura proibida de cereais na videira): na opinião de Rabi Yosei, mói e permite; na opinião dos sábios, não mói e permite.
Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan: todo proibido sobre o qual se acrescentou (chulin, para completar a proporção) — se por engano, é permitido; se de propósito, é proibido. Mas não é isso a própria Mishná — "se por engano, é permitido, se de propósito, é proibido"? A Mishná fala apenas de teruma; tu dizes a ti mesmo que a regra se estende até mesmo a todas as demais coisas.
Rabi Acha em nome de Rabi Yonatan: assim como é preceito dizer sobre uma coisa que pode ser feita (que é permitida), assim é preceito não dizer sobre uma coisa que não pode ser feita (que é proibida).
Disse Rabi Leazar: assim como é proibido purificar o impuro, assim é proibido impurificar o puro.
Disse Rabi Abba bar Yaakov em nome de Rabi Yochanan: se uma halachá vier a tuas mãos, e não souberes se deves suspendê-la (deixá-la em dúvida) ou queimá-la — corre sempre atrás da queima mais que da suspensão. Pois nada te é mais caro na Torá que os touros queimados e os bodes queimados, e eles são tratados pela queima.
Rabi Yosei perguntou: derivamos uma coisa cujo preceito não é para isto de uma coisa cujo preceito é para isto?
Esta é a terceira e última halachá do Perek Heh de Massechet Terumot. A Mishná traz o seá de teruma que caiu em cem e foi moído e diminuiu, permitido; o seá que caiu em menos de cem e foi moído e aumentou, proibido — salvo quando se sabe que o trigo do chulin é melhor que o da teruma; e o seá que caiu em menos de cem, seguido de chulin caído por engano ou de propósito.
A guemará traz o ensinamento de que também quando só o chulin diminuiu na moagem, e a teruma permaneceu íntegra, pode-se moer e permitir; o ensinamento sobre o refugo da teruma e do chulin; a pergunta de Rabi Bibai e o ensinamento de Rav Huna sobre as cascas do proibido que se somam ao permitido; a regra do joio e da borra do vinho, extraídos ou não conforme a proporção; o ensinamento de que se pode moer desde o início, segundo Rabi Yosei, a razão de Rabi Zeira, e a diferença quanto ao kilei hakerem; o ensinamento de Rabi Abahu em nome de Rabi Yochanan sobre todo proibido acrescentado, estendido a todas as coisas; e fecha com o ensinamento de Rabi Acha sobre dizer e não dizer, a máxima de Rabi Leazar sobre não purificar o impuro nem impurificar o puro, o conselho de Rabi Abba bar Yaakov de sempre correr atrás da queima, e a pergunta de Rabi Yosei — sem paralelo temático genuíno no Talmud Bavli, Massechet Shabat.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Heh de Massechet Terumot.