A tampa de metal do teni (cesto) da qual se fez um espelho: Rabi Yehudá declara pura; e os sábios declaram impura. Um espelho que se quebrou, se não reflete a maior parte do rosto, é puro.
Já foi ensinado anteriormente, no capítulo do Anel de Ouro, que a tampa metálica do teni de donos de casa é pura, pois não tem nome próprio à parte do cesto que cobre. Esta mishná acrescenta um caso específico: e se essa mesma tampa foi polida até adquirir a capacidade de refletir a imagem, transformando-se num espelho? Rabi Yehudá entende que, mesmo polida, ela não passa a ser considerada um vaso à parte — um espelho não é propriamente um “vaso” na categoria que recebe impureza, sendo antes um objeto de uso passivo —, e por isso permanece pura. Os sábios discordam: o polimento transformou a tampa num vaso novo e independente, com função própria e definida, e por isso ela passa a ser impura; e a lei segue os sábios. A mishná fecha com a medida do espelho quebrado: enquanto um fragmento de espelho ainda refletir a maior parte do rosto de quem nele se olha, permanece um vaso funcional e, portanto, impuro; mas se o fragmento restante já não reflete a maior parte do rosto, perdeu sua utilidade essencial e torna-se puro.
Já foi dito anteriormente que a tampa do teni de donos de casa não se torna impura; mas se a polirem até que se torne um espelho, eis que se torna impura, pois então é um vaso à parte. E não é a lei como Rabi Yehudá.
Sobre “a tampa de metal do teni”: de donos de casa, é pura, conforme as palavras dos sábios que discordam de Rabão Gamliel acima, no capítulo doze (Mishná 6). E se a poliu e a lustrou e fez dela um espelho:
Sobre “Rabi Yehudá declara pura”: pois entende que o espelho não o torna um vaso.
Sobre “e os sábios declaram impura”: pois o espelho o torna um vaso. E a lei é como os sábios.