A patiliá é impura. E a chassiná é pura. As signiot de folhas são puras. As de galhos são impuras. O chotal no qual se coloca e do qual se retira, é impuro. Mas se não se pode, a não ser rasgando-o ou desatando-o, é puro.
Esta mishná apresenta uma série de pares de vasos trançados de aparência semelhante, mas de julgamento oposto quanto à impureza, ilustrando como pequenas diferenças de forma e de uso determinam a lei. A patiliá — um cesto de vime no qual se armazenam figos secos — é impura, por ser um vaso receptor destinado a guardar; já a chassiná, cesto maior, semelhante a uma pequena construção, no qual se armazena trigo, é pura, apesar da aparência próxima. As signiot — pequenas cestinhas usadas para cobrir frutas — têm seu julgamento definido pelo material: as feitas de folhas são puras, por se tratar de trabalho provisório; as feitas de galhos da tamareira são impuras. Por fim, o chotal, invólucro tecido de ramos de tamareira no qual amadurecem tâmaras frescas, depende do modo de uso: se as tâmaras podem ser colocadas e retiradas normalmente, é impuro, como vaso receptor pleno; mas se, para retirá-las, é preciso rasgar o invólucro ou desatar seus ramos, é puro, pois o próprio ato de abri-lo o destina ao descarte, caracterizando um uso apenas provisório.
Sobre “patiliá”: é semelhante a um cesto de vime, com altura próxima de um côvado, e boca pequena; nele se colocam os figos secos quando se deseja guardá-los ou transportá-los; e seu nome é conhecido entre nós.
Sobre “e chassiná”: é um cesto grande, semelhante a uma casa, feito na maioria das vezes de vime; enchem-no de trigo quando desejam armazená-lo. Em aramaico: “foram destruídos os celeiros, foram arruinados os depósitos” se traduz “chusnaiá”.
E costumavam reunir as frutas frescas, como figos e uvas, cobrindo-as com uma espécie de trançado de folhas de salgueiro ou de canas; e este trançado se chama “signin”, cujo sentido é uma cerca, da expressão (Cântico dos Cânticos 7:3) “cercada de rosas”.
Sobre “chotal”: é um vaso de cortiça ou de junco, no qual se colocam as frutas frescas no momento da venda, para que não sejam manuseadas com a mão, como estes com os quais se vendem as frutas frescas no Egito, aos quais chamam “al-dubla”, da expressão (Ezequiel 16:4) “nem foste enfaixada com faixas”.
Sobre “patiliá”: cesto feito de tipos de vime, e nele se armazenam figos secos.
Sobre “e chassiná”: uma espécie de cesto feito de espinhos, e nele se coloca barro.
Sobre “signiot”: expressão de “cercada de rosas”; fazem-se uma espécie de cestinha pequena de folhas, e cobrem-se com ela frutas; e não é senão trabalho provisório.
Sobre “de galhos”: dos ramos da tamareira.
Sobre “chotal”: vaso que se faz de ramos de tamareira, e nele se colocam tâmaras frescas, que amadurecem em seu interior.
Sobre “coloca e retira dele”: mas se não se pode retirar as tâmaras a não ser rasgando-o ou desatando seus ramos, é puro, pois, uma vez que o rasga ou o desata, joga-o no lixo, e é considerado uso provisório.