Uma masseira grande que se danificou a ponto de não receber romãs, e a preparou para assento: Rabi Akiva declara impura; e os sábios declaram pura, até que a lavre. Se a fez manjedoura para o animal, ainda que a tenha fixado na parede, é impura.
A quarta mishná aplica, a uma masseira grande de madeira, o mesmo critério de dano que já apareceu para o cesto de esterco: quando ela se danifica a ponto de não mais reter romãs, perde sua função de conter. Se, então, o dono a prepara deliberadamente para servir de assento — sem executar nela nenhuma obra manual, apenas com a intenção de usá-la assim —, discutem Rabi Akiva e os sábios: para Rabi Akiva, essa preparação mental e o uso já bastam para que a masseira seja considerada vaso de assento, tornando-se impura por midrás; os sábios exigem mais: só quando o dono efetivamente lavra a masseira, aparando suas bordas ásperas e adaptando-a fisicamente à forma de um assento, ela se torna vaso apto para essa nova função. A lei segue os sábios. A mishná acrescenta um segundo caso: se, em vez de assento, o dono transforma a masseira danificada em manjedoura para alimentar animais — uso bem diferente do original, de conter alimento humano — ela permanece impura por sua nova função de conter, mesmo que seja fixada na parede; pois, ao contrário do princípio de que um vaso ligado à terra desde o início ou feito para servir a ela deixa de ser vaso, aqui a masseira já era vaso independente antes de ser fixada, e sua nova função de conter continua a qualificá-la como tal.
Sobre “até que a lavre”: até que corte suas pontas e as nivele para assento, havendo aí uma obra manual; mas o mero pensamento não basta, e, depois dessa nivelação, ela se torna apta para assento. Sobre “ainda que a tenha fixado na parede, é impura”: isto é, por impureza de sheretz, pois o vaso que recebe impureza segundo sua forma, quando fixado na parede ou na terra, continua a receber impureza tal como é, segundo a opinião dos sábios, conforme se explicou em sua opinião no capítulo quinze deste tratado, a propósito da tábua dos padeiros, e também no final de Chaguigá (27a); e a lei é como os sábios. Mas o que está ligado ao chão é considerado como o chão, e não recebe impureza segundo os sábios, quando esta coisa foi feita desde o início na terra, ou foi feita para servir à terra, conforme já precedeu.
Sobre “até que a lavre”: que a corte e a prepare para assento. E a lei é como os sábios. Sobre “ainda que a tenha fixado na parede, é impura”: por impureza do morto ou de sheretz. E ela não se anula da categoria de vaso, e não dizemos que vaso ligado à terra é como a terra, senão quando estava ligado à terra desde o início, ou quando foi feito para servir à terra.