Há três tipos de tabuinhas: o afiforin é impuro por pisadela. E a que tem um receptáculo para cera é impura por impureza de morto. E a lisa é pura de tudo.
A pinkás é a tabuinha de escrever, associada especialmente ao escriba. O afiforin é uma cadeira articulada de madeira: quando aberta, forma duas tábuas sobre as quais o escriba se senta para trabalhar; quando fechada, torna-se uma única tábua — sendo, portanto, também um assento, impuro por pisadela. A tabuinha com receptáculo de cera, cuja face é recoberta de cera para nela se gravar com um estilete, é utensílio de uso, mas não de assento, e por isso é impura apenas por impureza de morto. Já a tabuinha lisa, sem receptáculo algum, sobre a qual se escreve com tinta, é um objeto simples de madeira, pequeno demais para ter a condição plena de utensílio, e por isso é totalmente pura.
“Pinkasiyot”: são todas as duas tábuas emparelhadas, sejam para o escriba ou para outros; e o nome “pinkás”, em verdade, é próprio do escriba. E o “afiforin” é uma cadeira articulada: quando se estende, tornam-se duas tábuas, e o escriba senta-se sobre ela; e quando se recolhe, volta a ser uma única tábua — e sua forma é conhecida entre todos os homens, e já a expliquei a ti no capítulo dezesseis. “Receptáculo para cera”: o lugar onde se coloca a cera, e já o expliquei a ti no capítulo dezessete. “E lisa”: é uma tábua simples, que não tem receptáculo nem utensílio de recepção, nem tem sobre si a condição de utensílio; será dos utensílios simples de madeira, por sua pequenez, e por isso é pura de tudo.
Sobre “há três tipos de tabuinhas”: as feitas para escrever nelas, como se diz “o lojista sobre seu pinkás”. Sobre “afiforin”: uma tábua sobre a qual se coloca pó de terra, e nela se escrevem contas; e é grande, apta para assento. Sobre “que tem receptáculo para cera”: uma tábua cuja face se recobre com cera, e sobre a cera se grava com um estilete. Sobre “e lisa”: que não tem cera, e sobre ela se escreve com tinta, e não tem receptáculo.