O tecido torna-se impuro com três palmos por três palmos, para midrás; e com três dedos por três dedos, para impureza de morto. O saco, com quatro palmos por quatro palmos. O couro, com cinco palmos por cinco palmos. A esteira, com seis palmos por seis palmos — iguais para midrás e para impureza de morto. Rabi Meir diz: o saco, em seus restos, é quatro; mas em seu início, somente depois de terminado.
A mishná anterior estabeleceu a escala de categorias; esta fixa a medida mínima de cada material dentro de cada categoria. Note-se a diferença gramatical no hebraico original entre “shloshá al shloshá” (três palmos, tefachim, para midrás) e “shalosh al shalosh” (três dedos, etzbaot, para impureza de morto) — a mesma raiz numérica designa duas unidades distintas conforme o gênero gramatical empregado. Já para o saco, o couro e a esteira, ambas as impurezas partilham a mesma medida, que cresce progressivamente com a robustez do material: quatro palmos para o saco, cinco para o couro, seis para a esteira de junco. Rabi Meir distingue ainda o momento da suscetibilidade do saco: como resto de um saco já usado, quatro palmos bastam; mas como peça em fabricação, nada o torna suscetível até que a tecelagem esteja plenamente concluída.
“Três por três” são três palmos, pois o que for menos que isto não é apto para assento. Já o tecido de pelo, quando dele havia menos que quatro por quatro, não se torna impuro nem por pisadela nem pelas demais impurezas. “E a esteira”: já a explicamos por completo no capítulo vinte e quatro deste tratado; e não se torna impura, seja por morto seja por pisadela, com menos de seis por seis.
Rabi Meir diz que, quando se cortou o saco e restou dele quatro por quatro ou mais, é impuro por morto e por pisadela; mas se a tecelagem foi iniciada e não terminada, ainda que já se tivesse tecido dele muitos côvados, não se torna impuro até que sua tecelagem se complete — e é o que diz “seu início, somente depois de terminado”. E não é a halachá como Rabi Meir. E não deixes de notar o que já te fiz notar no início do capítulo vinte e quatro: que a coisa da qual se diz “impuro por morto” também se torna impura pelas demais impurezas, como a do sêmen e a do sheretz, e outras; mas se especifica “impuro por morto” porque não se torna impuro por pisadela, e tomou-se a mais forte das impurezas, a de morto, como exemplo — sabe isto e lembra-o.
Sobre “o tecido torna-se impuro”: para impureza de morto e para todas as demais impurezas, exceto pisadela, com três dedos por três dedos, porque é apto para os pobres, e se inclui a partir do que está escrito “e o tecido”; mas para pisadela requer-se algo apto para assento, e com menos de três palmos por três palmos não é apto para assento. Sobre “o saco”: é o tecido de pelo e penugem de cabras; sua medida, tanto para impureza de morto quanto para pisadela, não é menor que quatro palmos por quatro palmos.
Sobre “são iguais”: para se tornarem impuros por impureza de pisadela e de morto — o saco, o couro e a esteira. Sobre “seus restos, quatro”: quanto a isto, disse-se que sua medida é quatro, quando já gasto e rasgado e restou dele a medida de quatro palmos; mas em seu início de tecelagem não recebe impureza até que se teça por completo. E não é a halachá como Rabi Meir.