O fio da balança dos comerciantes, dos donos de casa, um palmo. O cabo do machado, pela frente dele, um palmo. O resto do cabo do compasso, um palmo. O cabo do maço de mão dos entalhadores de pedras, um palmo.
Diferentemente do fio de ourives e pesadores de púrpura, cuja precisão exige medida menor, o fio da balança de comerciantes comuns e de donos de casa — usada para pesagens do dia a dia — é conexão até um palmo inteiro. Da mesma forma, o cabo do machado, agora considerado do lado da frente (entre a mão e a lâmina, e não atrás da mão como na mishná anterior), é conexão até um palmo. A mesma medida se aplica ao resto do cabo do compasso, usado pelos artesãos para traçar círculos, e ao cabo do maço com que os entalhadores de pedra perfuram e lavram as pedras.
“Pargol” (compasso): é o instrumento com que se fazem os círculos, e o cabo do compasso é a haste do compasso. “E o cabo do maço de mão dos entalhadores de pedras”: é a madeira com ferro com que se fazem as gravuras em relevo.
Sobre “o cabo do machado pela frente dele”: o costume de quem segura o cabo do machado, quando quer cortar com ele, não é segurar exatamente na ponta do cabo, para não escorregar e cair de sua mão, mas deixar um pouco além de sua mão; e a medida entre a mão do homem e o ferro chama-se “pela frente”, e o que sai além de sua mão, do outro lado, chama-se “por trás”, como na mishná anterior. E o motivo de não se explicarem juntas, nesta cláusula, a lei do “pela frente” e do “por trás”, é que aqui se conta o que tem a medida de um palmo, e na outra cláusula se conta o que tem a medida de três dedos.
Sobre “pargol”: compasso, e os artesãos precisam usá-lo para fazer formas circulares. Sobre “makévet”: martelo de ferro cuja cabeça é afiada de um lado, com o qual se perfuram e se lavram as pedras, e por isso se chama makévet; é expressão bíblica: “e os maços e o machado, todo utensílio de ferro” (I Reis 6). Sobre “entalhadores de pedras”: expressão de “gravuras de selo”.