Em Pessach leem a parashá dos moedim, a de Torat Cohanim. Em Atzeret, "Sete semanas". Em Rosh Hashaná, "No sétimo mês, no primeiro do mês". Em Yom Kipur, "Depois da morte". — No primeiro dia de Pessach lê-se a passagem sobre os tempos determinados no Livro de Vayikrá; em Shavuot, chamado aqui de Atzeret, lê-se a passagem que menciona a contagem de sete semanas; em Rosh Hashaná, a passagem sobre o toque do shofar no sétimo mês; e em Yom Kipur, a passagem que se inicia "depois da morte dos dois filhos de Aharon", que trata do serviço do sumo sacerdote naquele dia.
No primeiro dia da festa leem a parashá dos moedim, a de Torat Cohanim, e no resto dos dias da festa, as oferendas da festa. — No primeiro dia de Sucot lê-se a mesma passagem dos tempos determinados lida em Pessach; e nos demais dias intermediários e finais da festa, lê-se, em cada dia, a passagem correspondente das oferendas específicas de Sucot detalhadas no Livro de Bamidbar.
A Guemará deriva desse versículo que faz parte do próprio preceito das festas que o povo leia, em cada uma delas, o texto que a estabelece — "cada uma em seu tempo determinado", como ensina a baraita. Assim, a leitura de "Torat Cohanim" — a passagem dos moedim em Vayikrá 23 — não é apenas informativa, mas parte do cumprimento da festa em si, e a mesma lógica rege a escolha de cada uma das demais passagens: a menção às sete semanas em Shavuot, ao sétimo mês em Rosh Hashaná, e à "morte dos filhos de Aharon" em Yom Kipur — cada uma delas identifica textualmente o próprio dia que está sendo celebrado.
Rambam observa que a ordem das leituras é costume difundido em todo Israel e detalha a leitura do primeiro dia de Pessach.
Bartenura precisa a que passagem se refere "Torat Cohanim" e o costume vigente do primeiro dia; Rashi explica a rotação da leitura ao longo dos dias intermediários de Sucot.
"Em Pessach leem a parashá dos moedim" e assim por diante: este assunto é claro, e a ordem da leitura nesses tempos determinados é um costume amplamente estabelecido e difundido por todo o povo de Israel, sem grande variação entre as comunidades.
"A parashá dos moedim, a de Torat Cohanim" — refere-se à passagem que começa com "boi, ou cordeiro, ou cabra" (Vayikrá 22), e a baraita relaciona-a especificamente ao primeiro dia da festa; contudo, o costume corrente em todas as comunidades é ler, no primeiro dia de Pessach, a passagem "Meshechu ukechu lachem" (Shemot 12), sobre a instituição da própria oferenda pascal — um costume que se consolidou depois da época da mishná, mas que mantém o mesmo princípio de ligar a leitura ao caráter próprio do dia.
"Nas oferendas da festa" — refere-se à passagem de Pinchas (Bamidbar 29), onde estão detalhadas as oferendas específicas de cada dia de Sucot: no primeiro e no segundo dia, o encarregado da leitura complementar lê a passagem correspondente ao dia quinze, mesmo sendo já o segundo dia da festa, pois é indigno atribuir a um dia sagrado a leitura de um dia de dúvida — assim, ao longo dos dias intermediários, cada dia repete parte da leitura anterior, cobrindo as possíveis dúvidas de contagem entre as comunidades da terra de Israel e as da diáspora.