Rosh Chodesh de Adar que caiu em Shabat, leem a parashá de Shekalim. Se caiu no meio da semana, antecipam-na para o Shabat anterior e interrompem no Shabat seguinte. — Quando o primeiro dia do mês de Adar coincide com o Shabat, lê-se naquele mesmo Shabat a passagem sobre o meio-shekel (Shemot 30). Mas se Rosh Chodesh cai num dia da semana, a leitura de Shekalim é antecipada para o Shabat imediatamente anterior, e no Shabat seguinte — o próprio Shabat de Rosh Chodesh — não se lê nenhuma parashá especial, retomando-se a leitura semanal comum.
No segundo, "Lembra-te" (Devarim 25). No terceiro, a vaca vermelha (Bamidbar 19:2). No quarto, "Este mês para vós" (Shemot 12). No quinto, voltam à ordem regular. — No segundo Shabat da sequência lê-se sobre a mitzvá de lembrar o que Amalek fez; no terceiro, a passagem da vaca vermelha, relativa à purificação necessária para trazer a oferenda pascal; no quarto, a passagem que institui o mês de Nissan e o cordeiro pascal; e a partir do quinto Shabat, retoma-se a leitura semanal normal, sem mais interrupções especiais.
Para todos interrompem-se: nos primeiros dos meses, em Chanuká e em Purim, nos jejuns, nos ma'amadot e em Yom Kipur. — A regra geral que fecha a mishná: em qualquer dia sagrado ou de significado especial — Rosh Chodesh, Chanuká, Purim, dias de jejum público, as semanas dos ma'amadot e Yom Kipur — interrompe-se a leitura semanal comum da Torá para ler uma passagem relacionada ao caráter próprio daquele dia.
A Guemará deriva de "primeiro será para vós entre os meses do ano" que Nissan é o mês a partir do qual se conta o ano para os fins de trazer as ofertas comunitárias com dinheiro novo — daí a exigência de que o shekel anual seja arrecadado já em Adar, o mês anterior, para que já em primeiro de Nissan se possam trazer as ofertas com a nova arrecadação. É essa mesma lógica de preparação para Nissan que explica a ordem das quatro parashiot: Shekalim, para reunir os fundos a tempo; Zachor, ligada a Purim por sua proximidade e por ambas tratarem de Amalek; Pará, para que o povo se purifique a tempo de trazer a oferenda pascal; e HaChodesh, com a própria instituição do mês de Nissan e do cordeiro pascal, lida no Shabat imediatamente anterior à sua chegada.
Rambam explica por que Rosh Chodesh Adar determina o cálculo dos quatro Shabatot e detalha os possíveis casos de calendário.
Bartenura explica o propósito de anunciar Shekalim com antecedência; Rashi liga Zachor a Purim e detalha a ordem de Pará antes de HaChodesh.
"Rosh Chodesh de Adar que caiu em Shabat, leem a parashá de Shekalim" e assim por diante: este assunto é claro e segue diretamente a ordem do calendário — o essencial é que a leitura de Shekalim sempre preceda ou coincida com Rosh Chodesh Adar, para que a arrecadação tenha tempo de se completar antes do início de Nissan.
"Leem a parashá de Shekalim" — refere-se à passagem "Ki Tissá" (Shemot 30), lida para anunciar publicamente que se deve trazer o meio-shekel já durante o mês de Adar, de modo que, já em primeiro de Nissan, as oferendas comunitárias possam ser trazidas a partir da nova arrecadação daquele ano, e não da arrecadação do ano anterior.
"E interrompem no Shabat seguinte" — deixando de ler uma segunda parashá especial naquele Shabat imediato, precisamente para que a leitura de "Zachor" caia no Shabat que antecede Purim, aproximando assim a lembrança da destruição de Amalek à lembrança da destruição de Hamã, seu descendente — os dois relatos de aniquilação do inimigo do povo de Israel ficam propositalmente próximos no calendário litúrgico.