E ainda disse Rabi Yehudá: sinagoga que caiu em ruínas, não se faz eulogia dentro dela, nem se torcem cordas dentro dela, nem se estendem armadilhas dentro dela, nem se espalham frutas sobre seu telhado, nem se faz dela atalho, pois está dito: "E devastarei vossos santuários" — sua santidade permanece mesmo quando estão desolados. — Mesmo sem uso ativo, a sinagoga em ruínas mantém traços de sua santidade original: não se pode fazer nela discursos fúnebres comuns, usá-la como espaço de trabalho para torcer cordas ou armar armadilhas de caça, secar frutas em seu telhado, ou atravessá-la como simples atalho para economizar caminho. O versículo de Vayikrá, ao mencionar "santuários" logo após "devastarei", ensina que a santidade persiste mesmo na desolação.
Se cresceram nela ervas, não se arranquem, por causa da angústia da alma. — Se, com o tempo, ervas daninhas brotaram espontaneamente no local abandonado, não se deve arrancá-las — não porque isso seja desrespeitoso à santidade do lugar, mas justamente o oposto: a visão das ervas provoca angústia legítima em quem vê o estado de abandono, lembrando a necessidade de reconstruí-lo, e essa dor não deve ser apagada prematuramente.
A própria mishná cita o versículo e explica sua leitura: a Torá emprega a palavra "מִקְדְּשֵׁיכֶם" — "vossos santuários" — depois do verbo "devastarei", e não antes, ensinando que mesmo devastados eles continuam sendo chamados de santuários — sua santidade sobrevive à própria desolação. A partir dessa leitura, os sábios estendem o mesmo princípio da santidade do Templo às sinagogas, chamadas de "pequenos santuários": mesmo em ruínas, permanecem proibidos os usos que seriam incompatíveis com a santidade de um local de oração enquanto em pé.
Rambam explica o sentido de "angústia da alma" e por que ela é a razão de não se arrancar a relva que cresce no local abandonado.
Bartenura explica por que a torção de cordas é mencionada especificamente; Rashi detalha cada um dos usos vedados e o propósito de deixar as ervas.
"Por causa da angústia da alma" — quer dizer que o coração se entristece ao ver o lugar coberto de ervas, e essa mesma tristeza é o que pode levar à reconstrução do lugar ou ao arrependimento sincero de quem a sente.
"Nem se torcem" — significa entrelaçar e trançar cordas. E a mesma regra vale para qualquer outro tipo de trabalho manual comum; a mishná escolhe mencionar especificamente a torção de cordas porque esse trabalho exige um espaço amplo e desimpedido, e a sinagoga, sendo um edifício grande, seria naturalmente atraente e apropriada para esse propósito — daí a necessidade de proibi-lo explicitamente.
"Nem se torcem cordas" — a mesma regra vale para todos os demais trabalhos manuais; a mishná destaca este por exigir espaço amplo e desimpedido, precisamente o que a sinagoga, sendo um edifício grande, oferece — e por isso era necessário advertir explicitamente contra esse uso específico.
"Por causa da angústia da alma" — deixam-se crescer as ervas propositalmente, para que sua visão provoque angústia em quem vê, e para que se lembrem dos dias em que o lugar estava construído e em uso, quando a comunidade costumava reunir-se ali — e que, ao ver a diferença, busquem misericórdia para que o local volte a seu antigo estado.