A sexta mishná do Perek Hei completa a classificação iniciada na mishná anterior, listando agora as oferendas e partes de sacrifícios que requerem balanço (tenufá) sem aproximação (hagashá), descreve o procedimento físico do balanço das duas pães com os cordeiros de Shavuot, e fecha com as categorias restantes: as que requerem ambos os ritos e as que não requerem nenhum.
Estas requerem balanço e não requerem aproximação: o log de óleo do leproso e sua oferenda de culpa; e os primeiros frutos, segundo as palavras de Rabi Eliezer ben Yaakov; e os eimurim dos sacrifícios de paz de um indivíduo, e seu peito e sua coxa — tanto de homens quanto de mulheres, em Israel, mas não por outros; e as duas pães, e os dois cordeiros de Shavuot. — A mishná lista agora os itens que requerem o balanço mas não a aproximação ao altar: o log de óleo trazido pelo leproso purificado junto com sua oferenda de culpa; os primeiros frutos, segundo a opinião de Rabi Eliezer ben Yaakov; as porções queimadas dos sacrifícios de paz trazidos por um indivíduo, junto com o peito e a coxa dados aos sacerdotes — obrigação que recai tanto sobre homens quanto sobre mulheres que trazem tais sacrifícios, embora o próprio ato do balanço seja realizado apenas por israelitas homens, e não por outros; e as duas pães de Shavuot, junto com os dois cordeiros de paz que as acompanham.
Como ele procede? Coloca as duas pães sobre os dois cordeiros, e coloca suas duas mãos por baixo, estende e traz de volta, levanta e abaixa, pois está dito: “o que foi balançado e o que foi levantado.” O balanço era feito no leste, e a aproximação no oeste. E os balanços precedem as aproximações. — A mishná descreve o procedimento físico do rito: o sacerdote coloca as duas pães sobre os dois cordeiros, apoia as mãos por baixo de ambos, e realiza dois movimentos — um horizontal, estendendo para frente e trazendo de volta, e outro vertical, levantando e abaixando — conforme deriva do versículo sobre o carneiro da consagração de Aharon, que fala do que foi “balançado” (movimento horizontal) e do que foi “levantado” (movimento vertical). Localiza o balanço no lado leste do altar, mais distante do santuário, e a aproximação no lado oeste; e estabelece a ordem: primeiro se balança, depois se aproxima.
A oferenda do ômer e a oferenda dos ciúmes requerem balanço e aproximação. O pão da face e a oferenda das libações, nem balanço nem aproximação. — A mishná fecha completando as quatro categorias anunciadas na mishná anterior: a oferenda do ômer e a oferenda de ciúmes da sotá requerem ambos os ritos — primeiro balançadas, depois aproximadas —, enquanto o pão da face e a oferenda que acompanha as libações não requerem nenhum dos dois.
Rambam deriva a exigência do balanço para o log de óleo e a oferenda de culpa do leproso do versículo que os associa, e explica que “perante o Eterno” indica o lado leste do altar. Sobre os primeiros frutos, cita o versículo “e o sacerdote tomará o cesto de tua mão” como fonte de que também eles requerem balanço — posição de Rabi Eliezer ben Yaakov, confirmada como halachá em Bikurim. Sobre a expressão “mas não por outros”, esclarece que o próprio ato de balançar é inválido quando realizado por mulheres ou gentios: a obrigação de que o sacrifício requeira balanço recai igualmente sobre homens e mulheres que o trazem, mas o balanço em si é realizado apenas por israelitas homens — derivado do versículo “suas mãos trarão as oferendas ígneas do Eterno”, entendido como referindo-se às mãos do próprio dono do sacrifício, apoiadas sob as mãos do sacerdote que efetivamente balança. Confirma que os dois cordeiros são os sacrifícios de paz trazidos junto com o pão no dia de Shavuot, e que a halachá segue a opinião de que o pão é colocado ao lado dos cordeiros, e não necessariamente sobre eles.
Bartenura confirma a base bíblica de cada item: o log e a oferenda de culpa do leproso têm o verbo “balançará” escrito diretamente a seu respeito. Sobre os primeiros frutos, adota a leitura de que a mishná segue a posição de Rabi Eliezer ben Yaakov, que ensina alhures que eles requerem balanço, e que a halachá é como ele. Sobre os eimurim, cita o versículo explícito de Vayikrá 10. Explica que “em Israel, mas não por outros” significa, conforme a Guemará: a obrigação de balançar recai sobre o sacrifício tanto de homens quanto de mulheres, mas o próprio ato de balançar é realizado apenas por israelitas, e não por mulheres nem por gentios. Sobre as duas pães e os cordeiros de paz de Shavuot, explica que o versículo “e o sacerdote os balançará sobre o pão das primícias” não significa literalmente sobre o pão, mas próximo a ele — os cordeiros ao lado do pão, conforme a opinião de Rabi na baraíta, que é a halachá. Deriva o procedimento do balanço — estender e trazer de volta — e do levantamento — levantar e abaixar — do versículo sobre o carneiro da consagração. Sobre a localização, esclarece que mesmo no lado leste do altar é possível balançar, e com mais razão no lado oeste, mais próximo do santuário; e que os balanços sempre precedem as aproximações, como demonstra o versículo da oferenda de ciúmes, em que primeiro se balança e depois se aproxima ao altar.
Rashi confirma a fonte de cada item da lista: o log e a oferenda de culpa do leproso têm escrito diretamente “e balançará a eles”. Sobre os primeiros frutos, remete à posição de Rabi Eliezer ben Yaakov já conhecida em Sucá, de que eles requerem balanço. Sobre os eimurim, cita o versículo explícito. Sobre “em Israel, mas não por outros”, remete a explicação à Guemará. Sobre as duas pães e os cordeiros de Shavuot, deriva o procedimento — estender e trazer de volta, levantar e abaixar — do versículo do carneiro da consagração de Aharon, que fala do que foi “balançado” e do que foi “levantado”. Explica que, embora o balanço pudesse ser feito mesmo no lado leste do altar, mais distante do santuário, com mais razão era válido no lado oeste, mais próximo dele. E confirma, a partir do versículo da oferenda de ciúmes da sotá, que o balanço sempre precede a aproximação: primeiro se balança perante o Eterno, e só depois se aproxima ao altar.