A quarta mishná trata de dois temas distintos: o destino das libações já consagradas em vaso quando o sacrifício que as acompanhava se revela desqualificado, e por que a cria, o substituto e a troca de uma todá não exigem pão próprio.
Libações que foram consagradas em vaso de serviço, e o sacrifício foi encontrado desqualificado: se há ali outro sacrifício, que sejam oferecidas com ele; e se não, ficam desqualificadas por permanência (linah). — As libações (vinho, farinha e azeite que acompanham certos sacrifícios) só se consagram plenamente quando colocadas em um vaso de serviço do Templo. Se, depois disso, descobre-se que o sacrifício ao qual pertenciam foi desqualificado, essas libações não são simplesmente descartadas: podem ainda ser aproveitadas se houver, naquele mesmo momento, outro sacrifício sendo oferecido que precise de libações. Caso contrário, permanecendo sem uso durante a noite, tornam-se desqualificadas pela regra geral de que o que pernoita sem ser oferecido perde sua aptidão.
A cria da todá e seu substituto (tmurá), e quem separou sua todá e ela se perdeu e separou outra em seu lugar — não requerem pão, como está dito: "e apresentará sobre o sacrifício da todá..." — a todá requer pão, mas não sua cria, nem sua troca, nem seu substituto requerem pão. — A obrigação de trazer pão junto com a oferenda está ligada exclusivamente à todá original prometida pela pessoa. Se essa todá gera uma cria, ou é declarada substituta de outro animal, ou é perdida e substituída por outra que depois aparece, esses animais secundários ainda são oferecidos como todá — mas, não sendo a oferenda original prometida, a obrigação de pão, que a mishná deriva do versículo referindo-se especificamente "à todá", não recai sobre eles.
Rambam explica que a afirmação "se há ali outro sacrifício, que se ofereça com ele" aplica-se apenas à oferenda comunitária, pois nesse caso o próprio tribunal (Beit Din) já a condiciona de antemão; mas na oferenda individual, a regra é que as libações ficam desqualificadas para outro sacrifício. Há ainda uma condição adicional: que o outro sacrifício já estivesse sendo abatido no exato momento em que o primeiro foi desqualificado; se não havia sacrifício sendo abatido naquele momento, as libações ficam desqualificadas como se tivessem pernoitado. Tudo isso pressupõe que as libações foram consagradas em vaso de serviço com o sacrifício já abatido, pois, por princípio, as libações só se consagram com o abate do sacrifício, como está dito "sacrifício e libações". E "o sacrifício foi encontrado desqualificado" refere-se a uma desqualificação na aspersão do sangue; se foi desqualificado no próprio abate, as libações nunca chegaram a se consagrar. Saiba que, enquanto as libações não foram consagradas no vaso, pode-se oferecê-las quando se quiser, pois, por princípio, alguém pode trazer seu sacrifício hoje e sua libação dez dias depois, sem diferença entre indivíduo e comunidade — como também o leproso traz sua oferenda de culpa hoje e seu logue de azeite dez dias depois; mas se já foram consagradas em vaso de serviço, como ensina a mishná, ficam desqualificadas por pernoite. Quanto a "não requerem pão", isso vale apenas depois da expiação, ou seja, depois de oferecida a primeira todá, que é a principal; mas se nenhuma delas foi oferecida e ambas ainda existem — ela e sua cria, ou sua troca, ou seu substituto — ambas requerem pão. E tudo isso se refere à todá de obrigação; já na todá de doação, sua troca e seu substituto requerem pão tanto antes quanto depois da expiação, por se tratar de excedente da todá.
נְסָכִים שֶׁקָּדְשׁוּ בִכְלִי. לָאו דַּוְקָא בִּכְלִי. שֶׁאֵין נְסָכִים מִתְקַדְּשִׁים לִפָּסֵל בְּיוֹצֵא וּבְלִינָה וְאַף עַל פִּי שֶׁקָּדְשׁוּ בִּכְלִי, אֶלָּא בִּשְׁחִיטַת הַזֶּבַח, דִּכְתִיב זֶבַח וּנְסָכִים, הַנְּסָכִים תְּלוּיִים בַּזֶּבַח:
וְנִמְצָא הַזֶּבַח פָּסוּל. שֶׁנִּפְסַל בַּזְּרִיקָה. דְּאִלּוּ בַּשְּׁחִיטָה נִפְסַל, לֹא קָדְשׁוּ נְסָכִים:
אִם יֶשׁ שָׁם זֶבַח אַחֵר יִקְרְבוּ עִמּוֹ. בִּנְסָכִים שֶׁל צִבּוּר מוֹקְמִינַן לַהּ לְמַתְנִיתִין, מִשּׁוּם דְּלֵב בֵּית דִּין מַתְנֶה עֲלֵיהֶם, אִם הֻצְרְכוּ לְזֶבַח זֶה הֻצְרְכוּ וְאִם לָאו יִהְיוּ לְזֶבַח אַחֵר. אֲבָל בִּנְסָכִים שֶׁל יָחִיד אֵין כְּשֵׁרִים לְזֶבַח אַחֵר. וַאֲפִלּוּ נְסָכִים שֶׁל צִבּוּר אֵין קְרֵבִים עִם זֶבַח אַחֵר אֶלָּא אִם כֵּן הָיָה אוֹתוֹ זֶבַח זָבוּחַ כְּשֶׁנִּפְסַל הַזֶּבַח הָרִאשׁוֹן, אֲבָל אִם לֹא הָיָה זָבוּחַ בְּשָׁעָה שֶׁנִּפְסַל הַזֶּבַח הָרִאשׁוֹן, אֵין קְרֵבִים עִם הַזֶּבַח הָאַחֵר, נַעֲשֶׂה כְּמוֹ שֶׁנִּפְסְלוּ בְּלִינָה וּפְסוּלִים:
וְלַד תּוֹדָה. שֶׁהִפְרִישׁ תּוֹדָה מְעֻבֶּרֶת וְיָלְדָה:
וְכֵן הַמַּפְרִישׁ תּוֹדָתוֹ וְאָבְדָה וְהִפְרִישׁ אַחֶרֶת תַּחְתֶּיהָ אֵינָהּ טְעוּנָה לֶחֶם. הָרִאשׁוֹנָה, אִם נִמְצֵאת לְאַחַר הַקְרָבַת שְׁנִיָּה. וְכֵן שְׁנִיָּה אִם נִמְצֵאת הָרִאשׁוֹנָה קֹדֶם הַקְרָבָתָהּ וְהִקְרִיב רִאשׁוֹנָה, שׁוּב אֵין הַשְּׁנִיָּה טְעוּנָה לֶחֶם:
חֲלִיפָתָהּ. הַיְנוּ הַמַּפְרִישׁ תּוֹדָה וְאָבְדָה וְהִפְרִישׁ אַחֶרֶת תַּחְתֶּיהָ:
תְּמוּרָתָהּ. כְּגוֹן שֶׁעוֹמֶדֶת בְּעֵין וְאוֹמֵר זוֹ תְּמוּרַת זוֹ, וּכְתִיב (ויקרא כז) וְהָיָה הוּא וּתְמוּרָתוֹ יִהְיֶה קֹּדֶשׁ:
Bartenura explica que "libações que foram consagradas em vaso" não significa que a consagração dependa exclusivamente do vaso: as libações não se tornam sujeitas à desqualificação por saída do lugar devido ou por pernoite apenas por terem sido postas nele, mas sim pelo abate do sacrifício, pois está escrito "sacrifício e libações" — as libações dependem do sacrifício. "E o sacrifício foi encontrado desqualificado" refere-se a uma desqualificação na aspersão do sangue, pois se foi desqualificado no abate, as libações nunca se consagraram. "Se há ali outro sacrifício, que se ofereçam com ele" — a mishná é situada nas libações comunitárias, porque o tribunal já as condiciona de antemão: se foram necessárias para este sacrifício, foram necessárias, e se não, servirão a outro; mas as libações individuais não valem para outro sacrifício. E mesmo as comunitárias só se oferecem com outro sacrifício se este já estava sendo abatido quando o primeiro foi desqualificado; caso contrário, tornam-se como se tivessem sido desqualificadas por pernoite. "A cria da todá" refere-se a quem separou uma todá prenhe e ela deu à luz. "E também quem separou sua todá e ela se perdeu, e separou outra em seu lugar, não requer pão" — a primeira, se for encontrada depois de oferecida a segunda; e da mesma forma a segunda, se a primeira for encontrada antes de sua oferenda e a primeira for oferecida, a segunda não requer mais pão. "Sua troca" refere-se a quem separou uma todá que se perdeu e separou outra em seu lugar. "Seu substituto" refere-se, por exemplo, a quando o animal original ainda existe e se diz "este é substituto daquele", pois está escrito: "e será, ele e seu substituto, consagrado".
Rashi explica que "libações que foram consagradas em vaso" significa que foram postas no vaso, e depois se descobriu que o sacrifício estava desqualificado. "Se há outro sacrifício" que ainda não tem libações, que se ofereçam essas libações com ele. "E se não" — depois de consagradas no vaso, ficam desqualificadas por pernoite. Sobre "nem sua troca", explica que se refere ao animal que se perdeu, em cujo lugar se separou outro, e que depois foi encontrado — pois também esse é oferecido como todá, sem exigir pão próprio.