Não se cavam nichos nem covas no Chol HaMoed, mas ajustam-se os nichos já abertos no Chol HaMoed. E faz-se um tanque no Chol HaMoed, e o caixão com o morto no pátio. Rabi Yehudá proíbe, a menos que já se tenha as tábuas prontas. — Cavar um nicho ou uma cova nova é um trabalho iniciado do zero, feito com antecedência para um morto futuro, e por isso é proibido — não há prejuízo iminente a evitar. Mas ajustar um nicho já aberto — alongá-lo ou alargá-lo — é permitido, pois é apenas uma continuação de um trabalho já começado. Um tanque de lavar roupa é permitido por não exigir esforço excessivo. Já fazer um caixão é permitido quando há, de fato, um morto no pátio, pois ali a necessidade é visível e presente, e ninguém suspeitará que se trata de outro tipo de trabalho; mas Rabi Yehudá restringe ainda mais: só permite serrar as tábuas do zero se o morto estiver ali, exigindo que, de outro modo, as tábuas já estejam prontas de antes da festa.
O mesmo critério que abre o tratado — trabalho evitável é proibido, trabalho que responde a uma necessidade presente é permitido — governa também esta mishná sobre sepulturas. Cavar uma cova nova para um morto futuro não responde a nenhuma necessidade atual, e por isso não recebe a leniência que o Chol HaMoed concede ao trabalho urgente; mas fazer o caixão diante do próprio morto, ou ajustar uma cova já existente, atende a uma necessidade visível e imediata, dentro do mesmo espírito que autorizou a irrigação do campo sedento na primeira mishná do tratado.
Rambam distingue nicho de cova em construção, e explica que a halachá não segue Rabi Yehudá.
Bartenura explica por que o caixão só se faz no próprio pátio do morto; Rashi acrescenta, da Guemará, por que essa restrição existe.
"Tanque" (nivrechet) é uma escavação semelhante àquelas em que se deixa o linho de molho, e obras equivalentes — um trabalho de escala modesta, sem o esforço considerável de uma cova funerária, e por isso permitido mesmo sem uma necessidade tão urgente quanto a de um morto presente.
"O caixão com o morto, no pátio" — quando o morto está ali naquele pátio, é permitido serrar as tábuas do zero e construir o caixão inteiro, pois qualquer pessoa que veja o trabalho entenderá imediatamente sua finalidade. Mas fazer o mesmo trabalho em outro pátio, longe do morto, não é permitido, para que os que passam não pensem que se trata de outro tipo de obra comum, disfarçada de necessidade funerária.
Rashi confirma que a proibição visa quem tem por hábito cavar nichos e covas de antemão, reservando-os para futuros mortos — um trabalho evitável e, portanto, considerado esforço excessivo para os dias do Chol HaMoed. Sobre o caixão, Rashi acrescenta que "ninguém dirá que se trata de outro tipo de trabalho" apenas quando o morto está visivelmente ali, no mesmo pátio; e nota ainda que essa leniência vale sobretudo para uma pessoa comum — para alguém de renome público, permite-se fazer o caixão até na rua, pois todos já sabem do falecimento e não haveria suspeita alguma.