O leigo costura do seu jeito, e o artesão faz pontos tortos, como dentes de cachorro. E entrelaçam-se as cordas das camas. Rabi Yosei diz: também se pode apenas esticá-las. — Quem não é costureiro de ofício não sabe alinhar a bainha de uma roupa com perfeição, então seu trabalho no Chol HaMoed continua exatamente como sempre foi — visivelmente tosco, sem risco de parecer um trabalho elaborado demais para os dias da festa. Já o artesão, capaz de produzir pontos perfeitos e uniformes, é obrigado a costurar de forma deliberadamente irregular — pontos alternados, para cima e para baixo, como os dentes de um cachorro —, justamente para que seu trabalho também pareça provisório, e não a obra fina de seu ofício habitual. Da mesma forma, entrelaçar as cordas de uma cama — tecendo-as de um lado a outro — é permitido, mas Rabi Yosei permite apenas esticar as cordas já frouxas de uma trama antiga, sem tecer novas.
Esta mishná aplica de forma particularmente visível o critério que os sábios receberam desse versículo (Chaguigá 18a): o trabalho é medido não apenas pela necessidade, mas pela qualidade do esforço investido. Um trabalho tosco, que qualquer pessoa reconheceria como provisório e emergencial, permanece dentro do espírito do Chol HaMoed; um trabalho primoroso, que reproduz a excelência do ofício cotidiano, ultrapassa esse espírito mesmo quando atende a uma necessidade real — daí a exigência de que o artesão hábil imite deliberadamente o amador.
Rambam define tecnicamente o que distingue o ponto do leigo do ponto do artesão, e por que a halachá não segue Rabi Yosei.
Bartenura ilustra visualmente o ponto "de dentes de cachorro"; Rashi acrescenta, da Guemará, a técnica que distingue o leigo hábil do verdadeiro amador.
A opinião de Rabi Yosei — "também se pode apenas esticar" — quer dizer que se pode apenas esticar as cordas já existentes, mas não entrelaçar novas; "esticar" é puxar as cordas frouxas até que fiquem firmes, tensas como as cordas de um arco bem retesado, sem criar uma nova trama.
"Faz pontos tortos" (machliv) — produz pontos parecidos com os dentes de um cachorro: não alinhados uns diante dos outros em linha reta, mas alternando-se, um mais para cima e outro mais para baixo, criando um padrão irregular e propositalmente imperfeito, para que o resultado não se confunda com o trabalho fino habitual desse artesão.
Rashi explica com mais precisão a diferença técnica: o verdadeiro leigo não consegue reunir os fios da bainha com a agulha para costurar em pontos curtos e regulares; em vez disso, ao costurar, ele enfia a agulha muitas vezes seguidas ao longo de todo o seu comprimento, e só depois puxa toda a linha através do tecido de uma vez — resultando em muitos pontos numa só puxada. Já quem sabe fazer isso corretamente é considerado um artesão, mesmo que não seja costureiro profissional — e por isso, se souber, deve deliberadamente costurar "como dentes de cachorro" para disfarçar sua habilidade real.