O juramento vão se aplica a homens e a mulheres, a distantes e a próximos, a aptos e a inaptos, na presença do tribunal e fora da presença do tribunal, e por iniciativa própria. E são culpados, por sua transgressão intencional, com açoites; e por seu erro, estão isentos. Tanto este quanto aquele — quem é feito jurar por outros é culpado. Como assim? Disse: "não comi hoje", "e não coloquei tefilin hoje" — "eu te faço jurar" — e disse "amém" — é culpado. — A mishná final do Perek Guimel espelha exatamente a estrutura da anterior, agora aplicada ao shevuat shav: ele também se aplica universalmente a homens e mulheres, parentes e não-parentes, aptos e inaptos, dentro ou fora do tribunal — mas, por sua natureza vã, a pena por erro permanece a isenção total, já vista na mishná 3:7. A mishná acrescenta, porém, uma regra final que vale para ambos os tipos de juramento tratados neste capítulo — tanto o bituy quanto o shav: mesmo quando a pessoa não pronuncia o juramento por iniciativa própria, mas é feita jurar por outra pessoa, ela ainda é culpada, desde que responda "amém" à fórmula que lhe foi dirigida. O exemplo ilustra a mecânica exata: uma pessoa afirma, sobre si mesma, "não comi hoje, e não coloquei tefilin hoje" — uma declaração dupla que pode ser falsa (shevuat shav, se já sabia ser falsa) ou um compromisso a ser verificado; outra pessoa então diz "eu te faço jurar" sobre essa mesma declaração, e a primeira responde "amém" — essa única palavra, "amém", equivale legalmente a pronunciar o juramento inteiro com a própria boca, tornando a pessoa plenamente culpada exatamente como se tivesse jurado por si mesma, encerrando assim o capítulo com o princípio de que a confirmação vale tanto quanto a formulação original.
Rambam confirma o mesmo propósito redacional apontado por Bartenura na mishná anterior: a enumeração detalhada das categorias serve para preparar, por contraste, a mishná inicial do próximo capítulo — o juramento de testemunho, que exclui mulheres, parentes e pessoas inaptas, mesmo que respondam "amém", ao contrário do shevuat bituy e do shevuat shav, que os incluem plenamente.
Bartenura fecha o capítulo confirmando a regra final: tanto para o shevuat shav quanto para o shevuat bituy, alguém que é feito jurar pela iniciativa de outra pessoa torna-se plenamente culpado, desde que tenha respondido "amém" — a resposta afirmativa substitui, para todos os efeitos legais, a pronúncia própria e inicial do juramento.