Disse ao que toma emprestado: Onde está meu boi? Disse-lhe: Morreu — sendo que estava ferido, ou capturado, ou furtado, ou perdido. Ferido — sendo que morreu, ou foi capturado, ou furtado, ou perdido. Capturado — sendo que morreu, ou foi ferido, ou furtado, ou perdido. Furtado — sendo que morreu, ou foi ferido, ou capturado, ou perdido. Perdido — sendo que morreu, ou foi ferido, ou capturado, ou furtado. "Eu te faço jurar" — e disse "Amém" — está isento. — A estrutura é idêntica à da Mishná 8:2, mas o resultado, embora igualmente de isenção, tem uma razão distinta: o guardião gratuito é isento porque juraria sobre algo que, em qualquer hipótese, o isentaria do pagamento; o que toma emprestado, ao contrário, é isento precisamente porque paga em qualquer hipótese — conforme já estabelecido na Mishná 8:1, ele responde inclusive pelo acidente inevitável. Assim, seja qual for a causa verdadeira da perda, e seja qual for a causa que ele alegou, o resultado prático é sempre o mesmo: ele deve pagar. Por isso, sua resposta falsa sobre a causa específica não constitui negação de dinheiro devido — ele nunca negou dever o pagamento, apenas errou (ou mentiu) sobre a circunstância —, e por essa razão está isento do sacrifício de culpa por juramento falso, ainda que tecnicamente tenha jurado uma mentira.
Rambam explica que este caso também está claro, pois o que toma emprestado não se isentou de nada com esta alegação — ao contrário, ele é obrigado a pagar de qualquer modo — e por isso está isento quanto ao juramento, isto é, do sacrifício devido a quem jura falsamente sobre negação de dinheiro.
Bartenura explica: "Disse ao que toma emprestado etc., está isento" — pois, mesmo quando jurou falsamente, ele se obrigou ao pagamento por essa própria mentira, e este juramento não constitui negação de dinheiro devido.