Ele trazia um jarro de barro novo, e nele colocava meio log de água do lavatório. Rabi Yehudá diz: um quarto de log. Assim como se reduz na escrita, assim também se reduz na água. Ele entrava no Santuário e virava-se para a sua direita, e havia ali um lugar de um côvado por um côvado, com uma laje de mármore, e uma argola estava fixada nela. E quando a erguia, tomava pó de debaixo dela e colocava de modo que aparecesse sobre a água, como está dito: "e do pó que houver no chão do tabernáculo, o sacerdote tomará e colocará na água". — A mishná passa da oferenda de farinha para o preparo da própria água amarga. A quantidade de água — meio log segundo os sábios, ou um quarto de log segundo Rabi Yehudá — é ligada, pela mishná, à mesma disputa sobre a redução do texto da maldição na pergaminho que será discutida adiante; a lógica de Rabi Yehudá é que quem reduz num aspecto do procedimento tende a reduzir em todos. Depois, o sacerdote entra no próprio Santuário — não apenas no pátio — para buscar o pó de um local fixo e conhecido, marcado por uma laje de mármore com uma argola de metal para ser erguida, cumprindo o requisito de que o pó venha especificamente do chão do Santuário, e que sua quantidade seja suficiente para aparecer visivelmente sobre a água.
O versículo central desta mishná determina a origem do pó lançado na água.
A tradição recebida (halachá leMoshé miSinai) explica que "água sagrada" refere-se especificamente à água do lavatório, previamente consagrada num utensílio de serviço — e não a qualquer água. Já a expressão "e colocará na água" — no lugar de "colocará dentro da água" — é lida por Rashi e pelos demais comentadores como indicação de que o pó não deve se dissolver completamente, mas permanecer visível sobre a superfície.
Rambam e Bartenura, no Perush HaMishná e no comentário respectivamente, sobre o jarro novo exigido e a lei rejeitada de Rabi Yehudá.
Rambam explica que o jarro precisa ser novo no sentido estrito: nenhuma tarefa deve ter sido feita com ele, nem mesmo em grau mínimo, comparando-o ao vaso de barro exigido para o ritual de purificação do metsorá, onde a Torá exige "água viva" e a tradição deriva que, assim como a água deve estar intocada, o utensílio também deve estar intocado. Quanto à opinião de Rabi Yehudá, que reduz a quantidade de água para um quarto de log, Rambam confirma que a halachá não segue essa opinião — prevalece a medida de meio log dos sábios.
Perush de Rashi sobre a Guemará (Sotá 15b), Rambam e Bartenura.
Rashi apoia a exigência de que a água venha do lavatório no próprio texto do versículo: "água sagrada" só pode significar água que passou por um processo de consagração, e isso ocorre unicamente pelo contato com um utensílio de serviço sagrado, como o lavatório de cobre. Sobre o local exato de onde vem o pó, Rashi nota que a laje de mármore era perceptível em meio ao restante do piso do Santuário, com uma argola fixada para permitir erguê-la e retirar o pó de baixo dela — e não do próprio piso onde o sacerdote pisa. Por fim, sobre a expressão "colocará à água" em vez de "na água", Rashi confirma a leitura de que o pó deve permanecer visível, não dissolvido, sobre a superfície.
Rambam compara o jarro de barro da sotá ao vaso de barro do ritual do metsorá — em ambos os casos, a Torá exige um recipiente completamente intocado por uso, sem que nenhuma tarefa, por menor que seja, tenha sido realizada com ele antes.
Bartenura confirma que o local do pó era claramente identificável em meio ao restante do piso de mármore do Santuário, graças à argola fixada nele — necessária para erguer a laje, já que todo o restante do piso era feito das mesmas pedras de mármore, tornando impossível diferenciar o local sem essa marca própria.