A medida do etrog pequeno: Rabi Meir diz, como uma noz. Rabi Yehudá diz, como um ovo. — Discute-se qual é a medida mínima abaixo da qual o etrog é inválido por ser pequeno demais. Rabi Meir estabelece essa medida como o volume de uma noz; Rabi Yehudá é mais exigente, fixando a medida mínima como o volume de um ovo.
E o grande, o suficiente para segurar dois numa mão — palavras de Rabi Yehudá. Rabi Yosei diz: mesmo um só em duas mãos. — Quanto à medida máxima, Rabi Yehudá afirma que o etrog é válido até o tamanho em que ainda seria possível segurar dois exemplares numa única mão; acima disso, é grande demais. Rabi Yosei discorda e é mais permissivo: para ele, o etrog é válido mesmo quando tão grande que só é possível segurá-lo com as duas mãos.
Assim como as invalidações da mishná anterior, a discussão sobre as medidas mínima e máxima do etrog decorre da mesma exigência de "הָדָר" — beleza. Um fruto pequeno demais não é reconhecível como "fruto" no sentido pleno da palavra, faltando-lhe a dignidade exigida pela mitzvá; e, segundo Rabi Yehudá, um fruto grande demais também perde a proporção adequada ao uso ritual — daí a discussão sobre até que ponto o tamanho ainda permite que o etrog seja seguro e agitado com dignidade nas mãos de quem cumpre o preceito.
O Rambam fixa a lei prática seguindo Rabi Yehudá quanto à medida mínima e Rabi Yosei quanto à máxima; Bartenura confirma ambas as decisões.
A lei segue Rabi Yehudá quanto a dizer "como um ovo" (medida mínima), e segue Rabi Yosei quanto a dizer "mesmo um só em duas mãos" (medida máxima).
"Rabi Yehudá diz, como um ovo" — e a lei segue Rabi Yehudá, de modo que menos do que o volume de um ovo é inválido. "Rabi Yosei diz, mesmo um só em duas mãos" — e a lei segue Rabi Yosei.
Rashi, na Guemará, situa brevemente a cláusula do etrog grande dentro da sequência de comentários a esta mishná, que a Guemará trata em conjunto com a mishná anterior sobre os defeitos do etrog.
"E no grande" — que não seja maior do que o devido, isto é, a medida máxima estabelecida serve para que o etrog não perca, pelo excesso de tamanho, a aptidão de ser seguro e agitado com dignidade na mão de quem cumpre a mitzvá.