E onde se agitava? Em "Hodu laShem" no início e no fim, e em "Aná Hashem, hoshiá ná" — palavras da Casa de Hilel. E a Casa de Shamai diz: também em "Aná Hashem, hatzlichá ná". — Durante a recitação do Halel (Tehilim 113-118), agitava-se o lulav em determinados versículos. Segundo a Casa de Hilel, isso era feito em "Hodu laShem ki tov" — tanto no início do salmo 118 quanto em sua repetição no final — e em "Aná Hashem, hoshiá ná" (Tehilim 118:25). A Casa de Shamai acrescenta que também se agitava em "Aná Hashem, hatzlichá ná", a segunda metade do mesmo versículo.
Disse Rabi Akiva: eu observava Rabán Gamliel e Rabi Yehoshua, que, embora todo o povo agitasse seus lulavim, eles não agitavam senão em "Aná Hashem, hoshiá ná". — Rabi Akiva relata o costume observado nos próprios líderes da geração, que se limitavam a agitar apenas nesse único versículo — mostrando que, na prática, a opinião de Bet Hilel era a seguida.
Aquele que vinha pelo caminho e não tinha em mão o lulav para tomá-lo — quando entrasse em sua casa, iria tomá-lo à sua mesa. Se não o tomou de manhã, tome-o à tarde, pois o dia todo é apto para o lulav. — Quem estava em viagem no início do dia e não pôde cumprir o preceito, deveria interrompê-la ao chegar em casa e tomar o lulav mesmo já à mesa da refeição; e, de modo geral, quem não cumpriu o preceito pela manhã ainda pode fazê-lo à tarde, pois toda a duração do dia é apta para a tomada do lulav.
A Torá vincula a tomada das quatro espécies à alegria "perante o Senhor" — e é dessa alegria diante de D-us que a Guemará (Sucá 37b) deriva o preceito de agitar o lulav durante a recitação do Halel, os salmos de louvor recitados nos dias festivos. A agitação do lulav exatamente nos versículos de louvor e súplica do Halel expressa essa alegria voltada para D-us; esta mishná precisa em que pontos do texto, segundo cada opinião, essa agitação ocorre.
Bartenura explica o sentido de "início e fim" e detalha a forma física da agitação — para os quatro lados e para cima e para baixo — três vezes em cada direção.
"E onde se agitava" — agora o tanna retoma o que ensinamos acima, que todo lulav que tem três palmos de comprimento é apto para ser agitado — logo, agitá-lo é um preceito, e aqui se ensina onde. "Em Hodu laShem no início" — o início do versículo. "E no fim" — o fim do versículo, "pois eterna é sua bondade". Há quem explique que "início" é o primeiro Hodu e "fim" é o último Hodu, ao final do Halel — o que é mais razoável. E como se agita? Leva e traz, para deter os ventos danosos; levanta e abaixa, para deter os orvalhos danosos. E na direção de "levar" agita-se três vezes, e assim também ao "trazer", ao "levantar" e ao "abaixar" — três vezes em cada uma.
"Tome-o à sua mesa" — se esqueceu e não tomou o lulav antes de comer, deve interromper sua refeição e tomá-lo já à mesa.
Rashi, na Guemará, explica o valor simbólico da agitação — como um golpe contra o Satã — e por que ela é chamada de "resíduo do preceito".
"E assim também o lulav" — leva e traz, levanta e abaixa. "Mamtei lei" — leva. "U-maitei" — traz. "Como uma flecha nos olhos de Satã" — pois isso é como um golpe nos olhos do Satã, que vê que não tem força para arrancar de nós o jugo dos preceitos.