Lulav e aravá: seis ou sete. O Halel e a alegria: oito. Sucá e a libação da água: sete. E a flauta: cinco ou seis. — O preceito do lulav e a circungiração do altar com a aravá vigoram por sete dias, mas, em certos anos, apenas seis — conforme algum desses dias caia ou não em Shabat. A recitação completa do Halel e o preceito de alegria vigoram por oito dias, incluindo o oitavo dia de Atzeret. O preceito da sucá e a libação de água no altar vigoram por sete dias — os próprios dias da festa. E a flauta, tocada na celebração da Casa do Sháiva, soa por cinco ou seis dias, conforme o calendário daquele ano.
A Torá fixa a festividade em sete dias — mas dentro deles trata de modo distinto cada preceito: a alegria "perante o Senhor" é ligada a sete dias, o que a Guemará (Sucá 43a) estende, por outras fontes, também ao oitavo dia de Atzeret quanto ao Halel e à alegria; a "morada" na sucá é ligada aos sete dias da própria festa; e a tomada do lulav "no primeiro dia" tem plena força bíblica apenas nesse dia, sendo os demais dias, fora do Templo, de instituição rabínica. É essa distinção entre os diferentes preceitos, cada qual com seu próprio período de vigência, que a presente mishná resume e que as seguintes desenvolvem uma a uma.
Bartenura explica, termo a termo, a que se refere cada um dos preceitos listados nesta mishná introdutória.
"Lulav e aravá" — o lulav para a tomada, e a aravá para circundar o altar. "Seis ou sete" — porque às vezes suplantam o Shabat e são sete, e às vezes não suplantam e são apenas seis. "E o Halel" — completo, todos os oito dias, o que não ocorre em Pêssach, pois os dias da festa de Sucot se distinguem por suas oferendas. "E a alegria" — comer a carne dos sacrifícios pacíficos, no tempo do Templo. "Sucá" — habitar na sucá. "E a libação da água" — nas oferendas contínuas da manhã, durante a festa. "A flauta" — na celebração da Casa do Sháiva alegravam-se na festa em honra da retirada de água para a libação, e tocavam flautas e liras; e essa flauta não suplanta nem o Shabat, nem o dia de festa.
O Rambam nota que a própria mishná se encarregará de explicar cada um destes itens, um a um, nas mishnayot seguintes.
"Lulav e aravá, seis ou sete" etc. — a própria mishná explicará todos estes enunciados, um a um.