E estas são elas: Zichronot e Shofarot; "Ao Eterno em minha angústia clamei, e Ele me respondeu" (Tehilim 120:1); "Levantarei meus olhos aos montes" etc. (Tehilim 121); "Das profundezas Te chamei, ó Eterno" (Tehilim 130); "Oração de um aflito quando desfalece" (Tehilim 102). — As seis bênçãos consistem nas passagens de Zichronot e Shofarot, tomadas da liturgia de Rosh Hashaná, seguidas de quatro salmos de súplica pessoal e coletiva, cada um evocando a experiência de alguém que clama a D'us em profunda aflição.
Rabi Yehuda diz: não era necessário dizer Zichronot e Shofarot, mas em seu lugar diz-se: "Se houver fome na terra" (Melachim I 8:37); "Se houver peste" etc.; "A palavra do Eterno que veio a Yirmeyahu sobre os assuntos das secas" (Yirmeyahu 14). — Rabi Yehuda discorda quanto ao conteúdo dessas seis bênçãos: em vez de Zichronot e Shofarot — passagens associadas a Rosh Hashaná, e não especificamente à seca — ele propõe versos da oração de Shlomo na dedicação do Templo sobre fome e peste, e a profecia de Yirmeyahu especificamente dedicada às secas, por serem tematicamente mais próximos da ocasião.
E diz seus encerramentos. — Após cada uma dessas passagens, o oficiante conclui com a bênção própria correspondente, como o restante do capítulo detalhará.
Este é o verso central da oração de Shlomo na dedicação do primeiro Templo — a oração que Rabi Yehuda propõe recitar em vez de Zichronot e Shofarot nesta bênção adicional dos jejuns. Onde Zichronot e Shofarot lembram episódios da história de Israel para invocar a memória divina em favor do povo, o verso de Shlomo faz o oposto: descreve com precisão cirúrgica o próprio cenário do jejum comunitário — fome, praga, seca — e pede que toda oração sincera, de qualquer indivíduo que reconheça sua própria falha, seja ouvida. Rabi Yehuda argumenta que, para uma súplica por chuva especificamente, este texto — que menciona literalmente fome, peste e a terra — fala mais diretamente à situação do que os versos de Rosh Hashaná, ainda que a halachá final não siga sua opinião.
Rambam esclarece que os "Zichronot" aqui seguem o mesmo modelo halachico dos de Rosh Hashaná, e que a halachá segue Rabi Yehuda; Bartenura detalha a estrutura dos encerramentos.
"E estas são elas: Zichronot e Shofarot, 'ao Eterno em minha angústia clamei' etc." — os Zichronot e Shofarot são como já mencionado a respeito de Rosh Hashaná, isto é, que não se diga uma lembrança individual nem uma lembrança de punição. E a halachá segue Rabi Yehuda.
"Zichronot e Shofarot" — todos os versículos tal como se recitam em Rosh Hashaná. "E diz seus encerramentos" — depois de Zichronot, o encerramento próprio de Zichronot, e depois de Shofarot, o encerramento próprio de Shofarot, e assim depois de todas as demais passagens, conforme a mishná seguinte passará a detalhar.
Rashi identifica os salmos citados e observa que todos pertencem ao mesmo gênero literário de súplica pessoal em tempo de angústia.
"Zichronot e Shofarot" — todos os versículos que se recitam em Rosh Hashaná, incorporados aqui como parte das seis bênçãos adicionais. "Ao Eterno em minha angústia clamei etc." — todos estes quatro textos citados na sequência são salmos, isto é, passagens do Livro de Tehilim especificamente compostas como súplicas de angústia pessoal — Rashi observa a unidade literária do grupo, distinguindo-o das passagens de Zichronot e Shofarot que o precedem, de origem e função litúrgica distintas.