O menino de nove anos e um dia que teve relação com sua cunhada, e depois que cresceu se casou com outra mulher e morreu: se não conheceu a primeira depois de crescer, a primeira faz chalitzá e não faz yibum, e a segunda ou faz chalitzá ou faz yibum. Rabi Shimon diz: ele faz yibum com qual quiser, e faz chalitzá com a segunda. Tanto o que é menino de nove anos e um dia quanto o que é homem de vinte anos que não trouxe dois pelos. — Se, depois de atingir a maioridade, ele nunca voltou a ter relação consciente com a primeira cunhada, ela permanece presa à dupla vinculação já explicada na mishná anterior — sua relação quando menino não completou o vínculo, e a mishná trata isso como se ele tivesse morrido ainda ligado a dois estados de zikah, exigindo chalitzá; já a segunda mulher, casada depois dele já adulto, tem um vínculo pleno e comum de yibum, podendo ser liberada por qualquer um dos dois métodos padrão. A mishná fecha equiparando explicitamente o caso do menino de nove anos ao do homem de vinte anos sem sinais de puberdade — ambos são tratados, para todos os efeitos até aqui discutidos, como halachicamente menores, até completar trinta e cinco anos sem sinais, quando se tornam definitivamente sarisei chamá (eunucos por natureza).
A Guemará conclui, a partir dessa e de outras passagens sobre sinais físicos de maturidade, que a capacidade jurídica plena de um homem para o yibum — como para qualquer outro ato jurídico adulto — depende do surgimento de "dois pelos" (shtei se'arot), o sinal padrão de puberdade reconhecido pela halachá. Até essa idade limiar (nunca antes dos treze anos completos, mas variável conforme o desenvolvimento físico), o rapaz é tratado como um menor para a maioria dos efeitos, com a única exceção parcial da relação com a cunhada a partir dos nove anos e um dia — uma leniência específica decretada pelos sábios para essa mitzvá em particular. E quando um homem chega aos vinte anos sem sinal algum de maturidade, a Guemará estabelece um teste mais elaborado, baseado em uma bateria de sinais físicos (falta de barba, voz aguda, ausência de calor corporal e outros), que determina se ele é definitivamente um saris chamá — eunuco por causas naturais — categoria que o mantém, para as leis de yibum, no mesmo status jurídico do menino de nove anos até os trinta e cinco anos.
A halachá segue o tana kama contra Rabi Shimon. Rambam detalha extensamente, ao encerrar o perek, os sinais físicos precisos que determinam o status de saris chamá.
Rambam fecha o perek com um catálogo extenso dos sinais físicos que determinam o saris chamá — ausência de barba e de pelos corporais firmes, pele macia demais, urina que não borbulha, ausência de calor corporal típico, e uma voz tão fina que se confunde com a de mulheres. Esses sinais, uma vez presentes num homem que ainda não completou vinte anos sem trazer dois pelos, bastam para classificá-lo definitivamente como saris chamá; na ausência de qualquer sinal, ele permanece na condição jurídica de um menor até completar trinta e cinco anos, quando é considerado saris chamá independentemente dos sinais. Rambam nota que a expressão "dois pelos", usada em toda a halachá referente a homens e mulheres, refere-se especificamente aos pelos que crescem nos locais anatômicos determinados pela tradição — não a pelos crescendo em qualquer parte do corpo.
Bartenura explica a mecânica exata da dupla vinculação que fecha para a primeira mulher, e resume os anos-limite do desenvolvimento; Rashi, na Guemará, fecha o Perek Yud com uma nota sobre por que este limite de idade não admite exceção.
Bartenura confirma que o fator decisivo, na primeira cláusula, é se o rapaz voltou a ter relação consciente com a primeira cunhada depois de atingir a maioridade: se não voltou, o vínculo permanece "parado" no estado intermediário criado por sua relação quando menino, sujeito à mesma regra de dupla vinculação da mishná anterior. Sobre a cláusula final, Bartenura resume com clareza a escala completa: um rapaz, entre os nove anos e um dia e o momento em que traz dois pelos, é sempre tratado como menor para os efeitos discutidos neste perek — e essa mesma condição de menor se estende, no caso raro de ausência total de sinais físicos, até os trinta e cinco anos completos, quando ele se torna definitivamente um saris chamá.
Rashi confirma a mecânica final: Rabi Shimon, consistente com sua posição em toda a série de mishnayot deste perek, nega a categoria de "dupla vinculação" — para ele não existe a possibilidade de um vínculo parcial que se sobreponha a outro; por isso permite o yibum com qualquer uma das duas mulheres. Mas, mesmo para Rabi Shimon, ele não pode fazer yibum com ambas: como as duas não são tecnicamente "rivais" (tzarot) uma da outra no sentido pleno — a primeira tendo apenas um vínculo parcial de maamar derabanan —, elas se assemelham, segundo a Guemará, a "duas cunhadas vindas de uma única casa", onde apenas uma pode ser tomada em yibum e a outra recebe obrigatoriamente chalitzá. Com esse fechamento técnico, e a nota final que equipara o menino de nove anos ao homem de vinte sem sinais de maturidade, encerra-se o Perek Yud, que tratou dos erros de relato sobre a morte do cônjuge e da capacidade jurídica limiar da adolescência para os atos do yibum.