As oferendas de paz da comunidade e as oferendas de culpa. Estas são as oferendas de culpa: a oferenda de culpa dos roubos, a oferenda de culpa dos aproveitamentos indevidos, a oferenda de culpa da serva destinada, a oferenda de culpa do nazireu, a oferenda de culpa do leproso, a oferenda de culpa suspensa. — A mishná enumera as seis ocasiões que geram uma oferenda de culpa: quem jurou falsamente negando um depósito ou furto alheio; quem se aproveitou, sem saber, de um bem consagrado; quem se relacionou com uma serva parcialmente liberta e destinada a um escravo hebreu; o nazireu que se contaminou por contato com um cadáver; o leproso em processo de purificação; e aquele que tem dúvida se cometeu uma transgressão punida com caret.
Seu abate é no norte, e a recepção de seu sangue em vaso de serviço é no norte, e seu sangue requer duas aplicações que são quatro. — Tanto as oferendas de paz da comunidade quanto as seis de culpa seguem, quanto ao abate, à recepção e à aspersão do sangue, exatamente o mesmo regime da oferenda de subida: norte, e duas aplicações diagonais que cobrem as quatro faces do altar.
E são comidas para dentro das cortinas, pelos machos do sacerdócio, em qualquer forma de alimento, por um dia e uma noite, até a meia-noite. — Quanto ao consumo, porém, ambas se equiparam à oferenda de pecado, e não à oferenda de paz comum: sua carne só pode ser comida dentro do pátio do Templo, exclusivamente por sacerdotes homens, e apenas até a meia-noite seguinte ao abate.
Rambam explica que a única oferenda de paz comunitária são os dois cordeiros trazidos em Shavuot, agitados juntamente com os dois pães. Como a Torá os justapõe à oferenda de pecado no mesmo versículo (Vayikrá 23:19), a lei os equipara à oferenda de pecado quanto ao lugar de abate e ao consumo — exceto quanto às quatro aplicações nos chifres, privilégio exclusivo da oferenda de pecado: aqui, como toda oferenda de santidade suprema comum, bastam duas aplicações diagonais que valem por quatro.
Bartenura identifica cada uma das seis oferendas de culpa: a de roubo, trazida por quem jurou falsamente sobre um depósito; a de aproveitamento indevido, por quem usufruiu sem saber de algo consagrado; a da serva destinada, por quem se relacionou com uma serva meio-liberta prometida a um escravo hebreu; a do nazireu impuro por cadáver; e a culpa suspensa, para quem tem dúvida sobre ter transgredido algo punível com caret. Cita o versículo que fixa o consumo da oferenda de culpa “no lugar santíssimo”, e explica que a Torá justapõe as oferendas de paz da comunidade à oferenda de pecado precisamente para ensinar que seu regime de consumo é idêntico ao dela — mas sem herdar as quatro aplicações nos chifres, privilégio único da própria oferenda de pecado.
Rashi identifica a fonte bíblica citada pela Guemará para exigir que as oferendas de paz da comunidade sejam abatidas no norte: o versículo sobre os dois pães e os cordeiros de Shavuot (Vayikrá 23:19), cuja continuação menciona explicitamente “e dois cordeiros… para sacrifício de oferendas de paz” logo após o bode de pecado — a justaposição de que Rambam e Bartenura também se valem.