Esta mishná espelha a anterior, agora do ponto de vista da olat ha-of: mesmo cruzamento de lugar, procedimento e nome — mas com uma diferença fundamental na segunda cláusula, pois a olá permanece válida em nome da chatat, embora não cumpra a obrigação do dono.
A oferenda de subida da ave que ele realizou em cima, segundo o procedimento da oferenda de subida, em nome da oferenda de subida — é válida. — O caso ideal: lugar, procedimento e nome coincidem todos com a própria categoria da olá.
Segundo o procedimento da oferenda de subida em nome da oferenda de pecado — é válida, contanto que não tenha sido creditada aos donos. — Diferentemente da chatat da mishná anterior, a olá permanece válida mesmo com intenção de nome incorreta — segue-se aqui o princípio geral de 1:1, já que a maioria das oferendas é válida sem a intenção correta — mas não cumpre a obrigação de quem a trouxe.
Segundo o procedimento da oferenda de pecado em nome da oferenda de subida; ou segundo o procedimento da oferenda de pecado em nome da oferenda de pecado — é desqualificada. — Já o procedimento técnico incorreto — o da chatat, feito no lugar da olá — desqualifica-a em qualquer caso, seja qual for a intenção de nome.
Se a realizou embaixo, segundo qualquer um destes procedimentos — é desqualificada. — Assim como na chatat, o lugar é condição absoluta: a olá feita embaixo — o lugar da chatat, não o seu — é sempre desqualificada, mesmo com procedimento e nome corretos.
Rambam vincula esta mishná ao princípio geral já ensinado em 1:1: quase todas as oferendas permanecem válidas quando abatidas “não em seu nome”, exceto a oferenda pascal e a de pecado. Por isso a olá feita em nome da chatat é válida — mas se, além disso, ela foi feita segundo o procedimento técnico da chatat, no lugar da chatat (embaixo), ela deixa de ser considerada olá e passa a ser tratada como uma chatat desqualificada, e não simplesmente como olá não creditada.
Bartenura observa que a olá, ao contrário da chatat, deveria idealmente ter as duas veías separadas por completo na meliká — mas mesmo quando o sacerdote deixou de separá-las, permanece válida. Remete explicitamente à primeira mishná do tratado (1:1) para explicar por que a olá é válida “não em seu nome”, e confirma que “segundo qualquer um destes procedimentos” inclui até o próprio procedimento correto da olá em nome da olá, desqualificada apenas pelo lugar.
Rashi observa, tanto para “segundo o procedimento da olá” quanto para “segundo o procedimento da chatat” mencionados nesta mishná, que a Guemará ainda precisará em que consiste tecnicamente a diferença entre os dois procedimentos. E confirma, para a cláusula final, que “segundo qualquer um destes procedimentos” embaixo inclui até o próprio procedimento correto da olá em nome da olá — desqualificada somente pelo lugar.