O daf abre concluindo a discussão iniciada no fim de 12b sobre o chazan que arruma as parashiot à luz da vela: a Guemará traz uma objeção a partir do ensinamento de Rabban Shimon ben Gamliel sobre as crianças da escola, que arrumavam as parashiot e liam à luz da vela — aparentemente permitindo a leitura plena, ao contrário do que se concluíra — e a resolve de duas maneiras, a segunda das quais explica que as crianças, por temerem seu mestre, não chegam a inclinar a vela. Encerrado esse tema, a Guemará muda de assunto por associação: uma baraita de Rabi Shimon ben Elazar celebra até onde se alastrou a pureza em Israel, pois a Mishná restringiu a proibição de comer junto não a puro e impuro em geral, mas apenas ao zav e à zavá, por temor do hábito ao pecado — e por extensão, ao zav parush e ao zav am ha'aretz, por receio de que este habitue aquele a comidas impuras ou não dizimadas. Segue-se uma extensa dúvida sobre se a mulher em nidá pode dormir com o marido, cada um em sua própria roupa, sem contato direto — resolvida por meio de uma cadeia de comparações com a disputa de Bet Shamai e Bet Hillel sobre a ave e o queijo à mesma mesa, o caso dos dois hóspedes de Rabban Shimon ben Gamliel, o próprio caso do zav e da zavá, e por fim um verso de Yechezkel que equipara a nidá à mulher do próximo — do qual a Guemará conclui que mesmo com roupas separadas é proibido, embora Rabi Pedat discorde, entendendo que a Torá proibiu apenas o contato direto de relação incestuosa. A Guemará então narra o costume de Ula, que beijava as próprias irmãs no peito (ou nas mãos), aparentemente contradizendo sua própria opinião de que toda proximidade é proibida, por causa do princípio do nazireu que não deve se aproximar sequer das margens da vinha. O daf fecha abrindo a baraita da Escola de Eliyahu, com o início do relato do discípulo que estudou muito, leu muito e serviu muito aos sábios, mas morreu na metade de seus dias — relato que sua esposa levava, com seus tefilin, às sinagogas e casas de estudo, e cuja conclusão prossegue em 13b.
(A Guemará) levanta uma objeção (contra a conclusão anterior): Rabban Shimon ben Gamliel diz: as crianças da escola arrumavam as parashiot e liam à luz da vela. (Resposta:) Se quiseres, dize: (trata-se apenas de arrumar) os começos de suas seções (sem ler o texto inteiro); e, se quiseres, dize (alternativamente): diferentes são as crianças, pois, uma vez que o temor de seu mestre está sobre elas, não chegam a inclinar (a vela).
A Guemará conclui a discussão aberta no fim de 12b sobre o chazan que "arruma os começos de suas seções" à luz da vela. Traz-se agora uma objeção a partir de um ensinamento de Rabban Shimon ben Gamliel, que parece afirmar que as crianças da escola liam plenamente à luz da vela — o que contradiria a conclusão de que apenas "arrumar" é permitido, e não "ler". A Guemará responde de duas formas: a primeira, idêntica à resolução já dada para o chazan, entende que "liam" ali também significa apenas arrumar os começos das seções; a segunda oferece uma razão distinta, específica às crianças — como elas temem seu mestre, não se distrairiam a ponto de inclinar a vela mesmo lendo plenamente, de modo que, para elas, o próprio risco que fundamenta o decreto simplesmente não existe.
"O temor de seu mestre está sobre elas" — não estendem a mão para coisa alguma, mesmo em dia comum, senão por ordem de seu mestre.
"Semelhante a isso, o zav não deve comer (com a zavá)" (retomando a Mishná). Ensinou-se (numa baraita): Rabi Shimon ben Elazar diz: vinde e vede até onde se alastrou a pureza em Israel, pois não ensinamos (na Mishná): "o puro não deve comer com a impura", mas (apenas): "o zav não deve comer com a zavá", por causa do hábito ao pecado (isto é, apenas nesse caso específico, por receio de que a proximidade leve à transgressão). Semelhante a isso (ensinou-se também): o zav parush (cuidadoso quanto às leis de pureza) não deve comer com o zav am ha'aretz (descuidado), para que este não o habitue a si (a seus costumes).
Concluído o tema da vela, a Guemará passa, por associação com a expressão "semelhante a isso" na Mishná, a uma nova sugya sobre a proibição de o zav comer junto com a zavá. Rabi Shimon ben Elazar observa que essa proibição, embora pareça referir-se a pureza e impureza em geral, foi de fato formulada de modo restrito: a Mishná não proibiu qualquer pessoa pura de comer com qualquer pessoa impura — o que seria impraticável, já que a maioria das pessoas estava em algum grau de impureza ritual — mas apenas o caso específico do zav com a zavá, por causa do "hábito ao pecado": a proximidade íntima entre um homem e uma mulher, ambos com o mesmo tipo de impureza relacionada a fluxos corporais, poderia levar à transgressão sexual, já que ambos estão de qualquer forma impuros e a barreira psicológica se reduziria. Por extensão semelhante, ensinou-se que um zav cuidadoso com as leis de pureza (parush) não deve comer com um zav que é um am ha'aretz, descuidado nessas leis, por receio de que a convivência habitue o primeiro aos costumes displicentes do segundo.
"Se alastrou" — prevaleceu, como (no verso): "e te alastrarás (ufaratzta) para o mar e para o oriente" (Gênesis 28:14).
"Que não ensinamos: 'o puro não deve comer com a impura'" — por causa da (possível) imoralidade, pois não foi necessário (ensinar isso), já que todos comiam seu chulin (alimento comum) em pureza, e não comiam com suas esposas (quando estas estavam) impuras.
Mas, (se) o habitua a si, que (mal) haveria (nisso, já que ambos são zavim)? Mas dize (antes): para que não venha a alimentá-lo com coisas impuras. (Objeção:) Acaso o próprio zav parush não come coisas impuras (sendo ele mesmo impuro por seu fluxo)? Disse Abaie: (é antes) um decreto, para que não venha a alimentá-lo com coisas não dizimadas (pois o am ha'aretz é suspeito de não separar corretamente os dízimos). E Rava disse: a maioria dos amei ha'aretz dizima (corretamente, então não é essa a razão); mas (antes, o receio é) que (o zav parush) venha a se habituar a ele e (o am ha'aretz) o alimente com coisas impuras nos dias de sua pureza (depois de ter se purificado do fluxo).
A Guemará examina mais de perto a razão dada para a proibição entre o zav parush e o zav am ha'aretz. Pergunta-se: já que ambos são igualmente impuros por seu fluxo, que diferença faria se um se habituasse ao outro? Responde-se que o receio real não é sobre a impureza que ambos já compartilham, mas sobre o am ha'aretz vir a alimentar o parush com "coisas impuras" — ou seja, alimentos que o parush, por sua condição de zav, não deveria de qualquer forma tratar com o mesmo rigor de pureza que trataria fora dessa condição, mas que criam um hábito perigoso. A Guemará então questiona essa explicação: o próprio zav parush já come coisas impuras, dada sua condição! Abaie oferece uma explicação diferente: o verdadeiro receio é o decreto contra alimentos não dizimados corretamente, dos quais o am ha'aretz é suspeito. Rava discorda dessa premissa — a maioria dos amei ha'aretz de fato dizima devidamente — e propõe, em vez disso, que o real perigo é o hábito se estender além do período de impureza: o parush, acostumado a comer com o am ha'aretz enquanto ambos são zavim, poderia continuar esse hábito mesmo depois de purificado, quando o am ha'aretz viesse a alimentá-lo com alimentos genuinamente impuros.
"Acaso o zav parush não come coisas impuras?" — pois não é todo o seu toque impuro (de qualquer forma, sendo ele mesmo um zav)?
"Dizimam" — e não decretamos (um) decreto sobre (outro) decreto.
Levantou-se a dúvida entre eles: a mulher em nidá, qual é a lei quanto a ela dormir com seu marido, ela em sua roupa e ele em sua roupa (sem contato direto)? Disse Rav Yossef: vem e ouve (uma prova, a partir da Mishná): a ave sobe (à mesa) junto com o queijo sobre a mesa, mas não se come (junto) — palavras de Bet Shamai. Bet Hillel dizem: não sobe (à mesa), nem se come (junto). (Rejeição:) Diferente é ali, pois (entre a ave e o queijo) não há (duas) mentes (conscientes que possam se lembrar uma à outra do erro).
A Guemará levanta uma nova dúvida: pode a mulher em estado de nidá dormir na mesma cama que o marido, desde que cada um permaneça vestido em sua própria roupa, sem contato direto de pele? Rav Yossef tenta trazer uma prova da disputa conhecida entre Bet Shamai e Bet Hillel sobre colocar carne de ave e queijo na mesma mesa: Bet Shamai permite que ambos estejam sobre a mesa, desde que não sejam comidos juntos, enquanto Bet Hillel proíbe até mesmo colocá-los juntos sobre a mesa, por receio de que se confundam e sejam comidos juntos por engano. Se a mera proximidade de dois objetos gera uma proibição rabínica de aparência, talvez a proximidade física de dois corpos, mesmo vestidos, seja igualmente vedada. Mas a Guemará rejeita a comparação: no caso da ave e do queijo, trata-se de objetos inanimados, sem "mentes" (consciência) que possam se lembrar mutuamente da proibição; já no caso do marido e da mulher, cada um é dotado de consciência e pode, a qualquer momento, lembrar o outro da proibição, o que talvez torne a situação mais segura e, portanto, não comparável.
"Que ela durma com o marido" — na cama, por exemplo quando ele (também) está impuro (por outra causa), de modo que não há receio quanto à pureza; ou (mesmo) em nossos dias, quando não há (estado de) pureza (geral, pois todos estão em algum grau de impureza) — acaso ainda tememos o hábito ao pecado? Ou talvez, já que há (uma) marca distintiva (a roupa separando-os), eles se lembram (da proibição e não transgridem).
"Sobre a mesa" — sobre a qual se come, é permitido colocar a carne da ave junto ao queijo, pois Bet Shamai entendem que carne de ave com leite não é (proibição) da Torá, e não decretamos (a proibição de) colocar (sobre a mesa) por causa de comer (junto).
"Mas não se come" — junto (com o queijo).
"E Bet Hillel dizem, etc." — (disso) se aprende que é proibido.
"Pois não há mentes" — duas pessoas que se lembrem uma à outra; e o mesmo (a Guemará) poderia ter respondido que não há (ali) uma marca distintiva para reconhecimento; mas (preferiu) trazer (a razão) mais forte, que sequer há (ali) mentes.
Também assim é razoável, que onde há mentes (conscientes), é diferente (a lei). Pois se ensinou no final (da mesma Mishná): Rabban Shimon ben Gamliel diz: dois hóspedes comem sobre uma mesma mesa, este comendo carne e aquele comendo queijo, e não há preocupação. E não se disse a respeito disso (o seguinte, em nome de Shmuel): disse Rav Chanin bar Ami em nome de Shmuel: não ensinaram (essa permissão) senão quando não se conhecem um ao outro, mas (se) se conhecem um ao outro, é proibido? (Objeção:) E estes (o marido e a mulher) também se conhecem um ao outro (e, no entanto, se pretende permitir)! (Resposta:) Como se pode comparar?! Ali (no caso dos hóspedes) há mentes, mas não há marca distintiva (entre a carne e o queijo, que se parecem); aqui (no caso do marido e da mulher) há mentes e há (também) marca distintiva (a roupa que os separa — portanto, mais razão para permitir).
A Guemará tenta agora uma prova mais promissora, a partir do restante da mesma Mishná: Rabban Shimon ben Gamliel permite que dois hóspedes, um comendo carne e outro comendo queijo, sentem-se à mesma mesa sem receio de confusão. Um ensinamento em nome de Shmuel qualifica essa permissão: ela vale apenas quando os dois hóspedes não se conhecem (e por isso não compartilhariam comida um do prato do outro por educação e distância social); mas se se conhecem, a proibição permanece, por receio de que troquem pratos. A Guemará então questiona: no caso do marido e da mulher, eles certamente se conhecem — o que, pela regra de Shmuel, deveria proibir! A resposta distingue os dois casos por um segundo fator, além do conhecimento mútuo: uma "marca distintiva" (heiker) que impede confusão. No caso dos hóspedes que se conhecem, mesmo havendo consciência mútua, falta uma marca física que distinga visualmente a carne do queijo — ambos podem ter aparência semelhante, criando risco de troca acidental. Já no caso do marido e da mulher, existe tanto consciência mútua (que os lembraria da proibição) quanto uma marca distintiva evidente — a roupa de cada um, que fisicamente os separa e torna imediatamente perceptível qualquer aproximação indevida. Por isso, esse caso seria ainda mais seguro e, portanto, permitido.
"Que não se conhecem" — pois um não vem a tomar (comida) de seu companheiro e comer.
"Mas se conhecem" — é proibido; e a mulher e o marido também se conhecem um ao outro, e disso se aprenderia que é proibido.
"Não há marca (distintiva)" — pois comem à maneira normal de comer (sem distinção visível).
"Há marca (distintiva)" — pois não é costume dormir (juntos) senão em contato direto de pele, como está escrito: "seu sustento, sua vestimenta e sua união conjugal" (Êxodo 21:10), e disse o Mestre: "sustento", isso é o contato direto de pele; de modo que, se (o marido) disser: não desejo (unir-me a ela) senão com ela em sua roupa e ele em sua roupa, deve (divorciá-la e) pagar-lhe a ketubá, (como se ensina) no tratado Ketubot (48a).
Há quem diga (a mesma sequência de outra forma): vem e ouve: Rabban Shimon ben Gamliel diz: dois hóspedes comem sobre uma mesma mesa, este (comendo) carne e aquele (comendo) queijo. E disse-se a respeito disso: disse Rav Chanin bar Ami em nome de Shmuel: não ensinaram senão quando não se conhecem um ao outro, mas (se) se conhecem um ao outro, é proibido. (Objeção:) E estes também se conhecem um ao outro! (Resposta:) Ali há mentes, (mas) não há marca distintiva; aqui há mentes e há marca distintiva. Vem e ouve (outra prova): o zav não deve comer com a zavá, por causa do hábito ao pecado. (Objeção semelhante:) Aqui também há mentes, (mas) não há marca distintiva (entre eles, e por isso permanece proibido; o que confirma que, havendo marca distintiva como a roupa, é permitido).
A Guemará apresenta uma versão alternativa (ika de'amri) da mesma linha de raciocínio, chegando basicamente à mesma conclusão pelo mesmo caminho: a distinção entre "mentes" e "marca distintiva" explica por que o caso dos hóspedes que se conhecem permanece proibido, enquanto o caso do marido e da mulher, com a roupa como marca distintiva, poderia ser permitido. Acrescenta-se ainda uma nova prova, a partir do próprio caso do zav e da zavá que abriu esta sugya: ali, embora ambos certamente tenham consciência plena da proibição de se aproximarem (há "mentes"), falta uma marca distintiva física entre eles — nada os separa fisicamente de modo perceptível — e por isso a proibição permanece. Isso reforça, por comparação, que apenas quando há tanto consciência quanto uma marca distintiva evidente (como as roupas separadas) a permissão poderia se sustentar.
Vem e ouve (a prova decisiva): "Não comeu sobre os montes, nem levantou seus olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminou a mulher de seu próximo, e não se aproximou da mulher em nidá" (Yechezkel 18:6). (O verso) equipara a mulher em nidá à mulher do próximo: assim como (no caso d)a mulher do próximo, (mesmo estando) ele em sua roupa e ela em sua roupa, é proibido, também (no caso d)e sua própria esposa em nidá, (mesmo estando) ele em sua roupa e ela em sua roupa, é proibido. (A Guemará conclui:) Aprenda-se disso (que é de fato proibido).
A prova decisiva vem de um verso de Yechezkel que descreve o homem justo, listando entre suas virtudes o fato de não ter se aproximado de uma mulher em nidá — usando o verbo "aproximar-se" (yikrav) na mesma frase e no mesmo padrão sintático em que descreve não ter contaminado a mulher do próximo. A Guemará lê essa justaposição como uma hekesh (equiparação textual): assim como a proibição de "contaminar" a mulher do próximo — isto é, ter relações com ela — se aplicaria e permaneceria proibida mesmo se ambos estivessem vestidos, sem qualquer contato físico direto (pois o mero ato de estar na mesma cama já constituiria a transgressão, independentemente do grau de contato), da mesma forma a proibição de "aproximar-se" da própria esposa em nidá se aplica mesmo quando ambos estão vestidos em suas próprias roupas, sem contato direto de pele. A Guemará conclui que a dúvida original está, portanto, resolvida: é proibido.
"Não comeu sobre os montes" — no capítulo Elu Hen HaNisrafin, em Sanhedrin (81a), explica-se que (significa) que não se sustentou pelo mérito dos ancestrais, pois não precisou disso, sendo ele mesmo justo.
"Assim como a mulher do próximo, etc." — pois nos é proibida (até mesmo) a reclusão a sós, pela Torá, (como se ensina) em Kidushin (80a), a partir (do verso): "de teu irmão, filho de tua mãe" (Deuteronômio 13:7).
E discorda disso Rabi Pedat, pois disse Rabi Pedat: a Torá não proibiu senão a proximidade de (efetiva) relação incestuosa, como se diz: "nenhum homem se aproximará de qualquer parente próximo de sua carne, para descobrir a nudez" (Levítico 18:6).
A Guemará observa que a conclusão anterior — de que até mesmo dormir vestido, sem contato direto, é proibido pela Torá no caso da nidá — não é unânime. Rabi Pedat entende o verso de Levítico de modo mais restrito: a proibição bíblica de "aproximar-se" para descobrir a nudez refere-se apenas à própria relação incestuosa consumada, e não a qualquer grau de proximidade física anterior a ela. Segundo essa leitura, o contato ou proximidade sem consumação de relação — como dormir vestido na mesma cama — não estaria proibido pela própria Torá, ainda que pudesse ser vedado por decreto rabínico posterior, por precaução.
"E discorda" — (esta conclusão, atribuída) a Rav Yossef, que resolveu (a dúvida) a partir da interpretação deste verso (de Yechezkel) como proibição — discorda de Rabi Pedat.
"Relação incestuosa" — (refere-se ao) ato conjugal propriamente dito; e o restante da proximidade, mesmo o contato direto de pele, (é proibido apenas) pelos rabinos; e (quando) ela está em sua roupa, nem mesmo pelos rabinos há que decretar.
Ula, quando vinha da casa de Rav (de volta à sua terra), costumava beijar suas irmãs sobre o peito delas — e há quem diga: sobre as mãos delas. E isso contradiz sua própria (opinião), pois disse Ula: até mesmo qualquer (grau de) proximidade é proibida, por causa (do princípio): "a ti, a ti dizem (ao) nazireu: rodeia, rodeia, mas à vinha não te aproximes".
A Guemará encerra o tema com uma nota sobre o próprio Ula, que tinha o costume de beijar suas irmãs no peito (segundo uma versão) ou nas mãos (segundo outra) ao retornar de suas viagens de estudo. A Guemará observa que essa prática parece contradizer uma opinião do próprio Ula, segundo a qual até mesmo qualquer grau de proximidade física entre parentes proibidos é vedado, como medida preventiva geral — ilustrada pelo princípio do nazireu, a quem se recomenda não apenas evitar o vinho, mas manter-se afastado até das imediações da própria vinha, para não se aproximar do risco. Sendo suas irmãs parentes com quem a relação seria proibida, o beijo, mesmo sem intenção alguma, pareceria contradizer seu próprio princípio de precaução extrema. A Guemará não resolve explicitamente a contradição no texto, deixando-a como observação sobre a tensão entre o costume afetuoso e o rigor teórico do próprio sábio.
Ensinou-se (na baraita) da Escola de Eliyahu: aconteceu com certo discípulo que estudou (Mishná) muito, e leu (Escritura) muito, e serviu muito aos discípulos dos sábios (aprendendo com eles pessoalmente), e (ainda assim) morreu na metade de seus dias (prematuramente). E sua esposa tomava seus tefilin e os levava, percorrendo, pelas sinagogas e pelas casas de estudo, e lhes dizia: está escrito na Torá: "pois ele é tua vida e o prolongamento de teus dias" (Deuteronômio 30:20) — (e, no entanto) meu marido, que estudou muito e leu muito (a Torá) (morreu jovem — como se explica isso? A continuação deste relato prossegue em 13b.)
O daf fecha abrindo um novo e comovente relato da Escola de Eliyahu, que prossegue em 13b: um discípulo dedicado — que estudou extensamente a Mishná, leu extensamente as Escrituras, e serviu pessoalmente muitos sábios, absorvendo seus ensinamentos diretamente — ainda assim morreu prematuramente, na metade do que se esperaria de seus dias. Sua viúva, perplexa e angustiada diante desse aparente paradoxo — pois a Torá promete longevidade a quem a ela se dedica —, tomava os tefilin de seu falecido marido e os levava consigo pelas sinagogas e casas de estudo, questionando publicamente os sábios sobre como reconciliar a dedicação de seu marido com sua morte prematura. O relato, e sua resolução surpreendente através de um diálogo entre ela e um sábio hóspede em sua casa, prossegue no início de 13b.