O daf inteiro se dedica a desenvolver a fonte, apenas anunciada ao final de 27b, de que somente o linho, entre tudo o que sai da árvore, se contamina pela impureza de tendas (a impureza que recobre tudo o que está sob o mesmo teto de um cadáver). Rabi Elazar ensina a guezerá shavá completa: a palavra "tenda", usada no verso sobre a impureza do cadáver, é ligada à mesma palavra "tenda", usada no verso sobre a cobertura de linho do Mishkan (Tabernáculo) — assim como, lá, a tenda era de linho, também aqui só uma tenda de linho se contamina. A Guemará então testa os limites dessa amplificação: poderia ela também exigir que os fios fossem torcidos e dobrados em seis, como no Mishkan? A resposta é que a repetição da palavra "tenda" amplifica, mas não a esse ponto, senão a própria guezerá shavá perderia sua função. Poderia ela incluir também as tábuas do Mishkan como "tenda"? Não, pois o verso chama apenas as cortinas de "Mishkan", e não as tábuas — o que leva a uma nova dificuldade: se assim, também a cobertura de peles do Mishkan não seria chamada "tenda", contradizendo a dúvida de Rabi Elazar sobre se o couro de animal impuro se contamina por impureza de tendas (dúvida que pressuporia que a cobertura é, sim, uma "tenda"). A Guemará resolve com um verso que reúne explicitamente as cortinas e as coberturas sob o mesmo nome. Retomando então a própria dúvida de Rabi Elazar, a Guemará busca sua motivação exata — é sobre o próprio tachash (o animal cujo couro cobria o Mishkan) ser puro ou impuro — e traz a resposta de Rav Yossef, de que já se ensinara que só couro de animal puro serve para trabalho sagrado, o que tornaria a dúvida descartável; mas Rabi Abba a reabre com a baraita de Rabi Yehuda e Rabi Nechemia sobre as duas (ou uma) coberturas de peles, com a identificação do tachash como um animal multicolorido (donde a tradução aramaica "sasgona"). Segue-se a tentativa de Rava de provar, por caal vachomer a partir de negaim (a impureza da tzaraat), que o couro de animal impuro se contamina por impureza de tendas — refutada pela Guemará por uma diferença relevante entre os dois tipos de impureza. Rava tenta então uma segunda derivação, a partir da impureza de répteis mortos, também ela refutada; e a Guemará constrói, a partir das duas refutações, um raciocínio do tipo "denominador comum" (tzad hashavé), reunindo negaim e répteis mortos para provar a mesma lei sobre o couro de animal impuro. Rava de Barnish, porém, refuta também esse raciocínio combinado, apontando uma nova característica comum às duas fontes (a contaminação por quantidade mínima, de azeitona ou menor) que não se aplica ao cadáver. O daf termina em aberto, no momento em que Rava de Barnish está prestes a propor uma via alternativa — que se conclui, com a resposta de caal vachomer a partir do pelo de cabra, já no início do daf seguinte (28b).
(A guezerá shavá que ensina que só o linho, entre os que saem da árvore, se contamina por impureza de tendas, vem) do Mishkan (o Tabernáculo). Está escrito aqui (no verso sobre a impureza do cadáver): "esta é a lei: quando um homem morrer numa tenda..." (Bamidbar 19:14), e está escrito lá (sobre o Mishkan): "e estendeu a tenda sobre o Mishkan" (Shemot 40:19). (Assim como) lá, (a tenda,) sendo de linho, é chamada "tenda", também aqui, (a tenda,) sendo de linho, é chamada "tenda". (A Guemará pergunta:) Se (assim, deveria valer também que,) assim como lá (os fios eram) torcidos e seu fio dobrado em seis, também aqui (precisariam ser) torcidos e o fio dobrado em seis? (A resposta é:) o texto diz "tenda", "tenda" (repetindo a palavra), (o que) amplifica (a lei, incluindo tendas de linho não idênticas às do Mishkan, mas não a esse extremo). (A Guemará insiste:) Se "tenda", "tenda" amplifica, (deveria) também (incluir) todas as coisas (quaisquer materiais, e não apenas o linho)! (A resposta é:) se assim (fosse, a própria) guezerá shavá, de que utilidade lhe serviria?!
O daf abre completando exatamente onde 27b parou: Rabi Elazar ensinara, por uma guezerá shavá (um dos treze princípios exegéticos, que liga dois versos por uma palavra idêntica), que a palavra "tenda" no verso da impureza do cadáver se conecta à palavra "tenda" usada a respeito da cobertura de linho do Mishkan. Como aquela tenda era feita de linho, conclui-se que também a "tenda" da impureza do cadáver — ao menos quando se trata de materiais que saem da árvore — refere-se especificamente ao linho. A Guemará então testa dois extremos dessa amplificação. Primeiro, poderia a guezerá shavá também exigir que os fios de linho fossem torcidos e dobrados seis vezes, como os fios do Mishkan eram fabricados? A resposta é que a repetição da palavra "tenda" (aparecendo em ambos os versos, e não apenas ligada por uma guezerá shavá simples) serve para amplificar a lei — incluindo tendas de linho fabricadas de modo diferente do Mishkan —, mas não para restringir a esse ponto tão específico. Segundo, se a repetição amplifica, por que não amplificaria a ponto de incluir qualquer material como "tenda"? A resposta final é que, se assim fosse, a própria guezerá shavá original (que liga especificamente "tenda" a "tenda", e não a qualquer outra palavra) perderia todo o seu propósito — pois então bastaria uma amplificação genérica, sem a necessidade da comparação específica com o linho do Mishkan.
E dirás (ainda): assim como lá (no Mishkan havia) tábuas (que sustentavam a estrutura, e ainda assim eram parte do Mishkan), também aqui (deveriam entrar tábuas na definição de "tenda")! (A resposta é:) disse o texto: "e farás tábuas para o Mishkan" (Shemot 26:15) — (donde se conclui que apenas) o Mishkan (propriamente, isto é, as cortinas,) é chamado "Mishkan", e as tábuas não são chamadas "Mishkan". (A Guemará objeta:) Mas, se assim, (quanto ao verso) "e farás uma cobertura para a tenda" (Shemot 26:14) — também aqui a cobertura não seria chamada "tenda" (pois, pelo mesmo raciocínio, só as cortinas internas seriam "tenda", excluindo a cobertura de peles por cima). Mas então (o que dizer) daquilo que Rabi Elazar questionou: o couro de animal impuro, (quando usado como cobertura sobre um cadáver,) qual é (sua lei) — contamina-se por impureza de tendas? Ora, (se) o couro de animal puro (mesmo esse) não se contamina (por não ser "tenda"), o (couro de) animal impuro seria necessário perguntar?! (A resposta é:) Diferente é ali, pois o texto voltou a incluí-lo (a cobertura de peles, tornando-a "tenda" outra vez), como está escrito: "e levarão as cortinas do Mishkan e a Tenda do Encontro, sua cobertura e a cobertura de tachash que está sobre ela" (Bamidbar 4:25). (Esse verso) justapõe a (cobertura) superior à inferior — assim como a (cobertura) inferior é chamada "tenda", também a superior é chamada "tenda".
A Guemará testa mais um limite da guezerá shavá: se ela amplifica ao ponto de incluir tendas de qualquer fabricação, por que não incluiria também as tábuas de madeira do Mishkan como um tipo de "tenda"? A resposta é que um verso específico chama apenas as cortinas de linho de "Mishkan" propriamente dito, excluindo as tábuas dessa designação — e, por extensão, da guezerá shavá. Mas essa mesma lógica gera uma dificuldade inesperada: se apenas as cortinas internas são "Mishkan"/"tenda", a cobertura externa de peles (a camada protetora por cima das cortinas) também ficaria excluída da designação "tenda". Isso, porém, contradiz a própria dúvida que Rabi Elazar levantará a seguir — a pergunta sobre se o couro de animal impuro (parte dessa cobertura externa) se contamina por impureza de tendas só faz sentido se essa cobertura já for, em princípio, considerada uma "tenda" (do contrário, nem valeria a pena perguntar, pois nem o couro do animal puro se contaminaria). A Guemará resolve isso com um segundo verso, que menciona explicitamente, lado a lado, as cortinas do Mishkan e sua cobertura de peles — incluindo a cobertura de tachash — como partes de uma mesma unidade transportada junto. Desse verso se aprende, por justaposição, que a cobertura superior de peles recebe a mesma designação de "tenda" que a cobertura inferior de linho, restaurando a base para a dúvida de Rabi Elazar.
"Da Guemará: do Mishkan" — pois não havia nele (no Mishkan) nenhum (material) que saísse da árvore senão o linho, como está escrito: "dez cortinas de linho fino torcido" (Shemot 26:1).
"Torcidos" — (em francês antigo,) tors, conforme está escrito "torcido".
"E seu fio dobrado em seis" — conforme dizemos no capítulo "Ba Lo" da ordem de Yoma (71b): (nos) materiais dos quais se diz "linho fino" (shesh), seu fio é dobrado em seis. E, se se objetar: já que (a lei da impureza de tendas) se aprende do Mishkan, de onde (sabemos que também) utensílios e uma pessoa que estão sob o mesmo teto de uma casa, e todas as demais tendas, que não se assemelham ao Mishkan, se contaminam? No Sifrei foi ensinado: de onde (se aprende) a fazer as demais coisas que cobrem (por cima, formando um teto,) como uma tenda? Disseste: assim como o metzorá (leproso), sendo leve (em outras estringências), (a Torá) incluiu nele tudo o que cobre (por cima)... (o argumento prossegue no Sifrei, aplicado por analogia à impureza do cadáver, mais estrita).
(Voltando) ao (assunto) em si: questionou Rabi Elazar: o couro de animal impuro, qual é (sua lei) — contamina-se por impureza de tendas? O que é que ele questionava (precisamente)? Disse Rav Adda bar Ahava: ele questionava (se) o tachash que havia nos dias de Moshé (o animal cujo couro cobria o Mishkan) — era impuro ou era puro? Disse Rav Yossef: o que havia para (ele) questionar? Já ensinamos (numa Mishná): não se tornaram aptos para o trabalho sagrado (a construção do Mishkan) senão o couro de animal puro somente!
Tendo restabelecido que a cobertura de peles do Mishkan é, de fato, chamada "tenda", a Guemará retorna à dúvida original de Rabi Elazar e busca compreender seu real fundamento. Rav Adda bar Ahava explica que a dúvida não é abstrata, mas depende de um fato histórico específico: o tachash, o animal misterioso cujo couro formava a cobertura superior do Mishkan, era ele mesmo puro ou impuro? Se o tachash fosse puro, a dúvida de Rabi Elazar seria genuína — pois então não haveria precedente, no próprio Mishkan, de couro de animal impuro sendo chamado "tenda", deixando em aberto se tal couro se contaminaria por impureza de tendas noutro contexto. Rav Yossef, porém, contesta que a dúvida sequer deveria surgir, pois uma Mishná já estabelece categoricamente que somente couro de animal puro foi apto para qualquer trabalho relacionado ao sagrado — o que implicaria que o tachash certamente era puro, e a cobertura do Mishkan, portanto, nunca envolveu couro de animal impuro.
Objetou Rabi Abba (trazendo uma baraita): Rabi Yehuda diz: duas coberturas havia (sobre o Mishkan) — uma de couros de carneiros tingidos de vermelho, e uma de couros de techashim. Rabi Nechemia diz: uma (só) cobertura havia, e (era) semelhante a uma espécie de tela ilan. (A Guemará pergunta:) Mas o tela ilan é impuro! (A resposta é:) Isto é o que (Rabi Nechemia) quis dizer: (era) semelhante a uma espécie de tela ilan no sentido de que tinha muitas cores, mas não (era) um tela ilan (de fato) — pois, enquanto lá (o tela ilan verdadeiro) é impuro, aqui (o tachash) é puro. Disse Rav Yossef: se assim, é por isso que traduzimos (o nome tachash como) "sasgona" — que se alegra (sas) em muitas cores (gevanim).
Rabi Abba desafia a conclusão simples de Rav Yossef trazendo uma baraita que discute, precisamente, a natureza das coberturas do Mishkan. Rabi Yehuda descreve duas coberturas distintas — uma de couro de carneiro tingido, outra de couro de tachash. Rabi Nechemia, por sua vez, fala de uma única cobertura, comparando sua aparência a um "tela ilan" — um animal selvagem multicolorido conhecido por sua pele impura. Isso pareceria contradizer a Mishná citada por Rav Yossef, sugerindo que o tachash (ou ao menos algo semelhante a ele) poderia ser impuro. A Guemará esclarece, porém, que Rabi Nechemia não quis dizer que o tachash fosse literalmente um tela ilan (que é, de fato, impuro), mas apenas que se assemelhava a ele em ser multicolorido — sendo, ele mesmo, puro. Rav Yossef aproveita esse esclarecimento para confirmar, por meio da tradução aramaica tradicional do termo "tachash" como "sasgona" (de sas, alegrar-se, e gvanim, cores), que a característica definidora do tachash era justamente sua multiplicidade de cores vivas — reforçando que se tratava de um animal puro, ainda que exótico e hoje extinto ou não identificado.
Disse Rava: o couro de animal impuro se contamina por impureza de tendas (prova-se) daqui, pois foi ensinado (numa baraita, sobre negaim): "couro" (Vayikra 13:48), "ou em couro" (o mesmo verso, repetindo) — amplifica (para incluir) couro de animal impuro (entre os materiais suscetíveis à impureza de negaim), e (também) o que se afligiu (com tzaraat) na mão do kohen (antes de ser mostrado ao dono). (Se alguém) cortou (pedaços) de todos eles e fez (deles) um (só objeto), de onde (sabemos que também esse objeto composto se contamina)? — O texto diz: "ou em qualquer trabalho de couro". (A Guemará objeta:) Mas há (espaço) para refutar (essa comparação): o que (há de comum entre impureza de tendas e) negaim, que (é mais estrito, pois) a trama e a urdidura (ainda soltas, não tecidas,) são impuras nele (o que não ocorre na impureza do cadáver)?
Rava propõe a primeira de duas tentativas de resolver, por analogia, a dúvida de Rabi Elazar. Ele nota que uma baraita, ao tratar da impureza de negaim (a tzaraat que pode acometer roupas e couros), usa uma expressão redundante — "couro", "ou em couro" — precisamente para incluir o couro de animal impuro entre os materiais suscetíveis a essa impureza, além do couro que desenvolveu a chaga já nas mãos do kohen (antes do exame inicial) e de objetos compostos por retalhos de diferentes tipos de couro afetado. Rava argumenta que, se o couro de animal impuro se contamina por negaim, deveria, por analogia, contaminar-se também por impureza de tendas. A Guemará refuta essa comparação apontando uma estringência exclusiva de negaim que não existe na impureza do cadáver: na tzaraat, até mesmo a trama e a urdidura — os fios ainda soltos, antes de serem tecidos em um pano completo — já são suscetíveis à impureza (como visto em 27b, na baraita de Rabi Meir e Rabi Yehuda). Essa estringência particular poderia explicar por que negaim inclui até o couro de animal impuro, sem que essa inclusão se estenda necessariamente à impureza de tendas, mais restrita.
Antes, (Rava) derivou-o (por outro caminho, o de) répteis mortos, pois foi ensinado (numa baraita): "couro" (Vayikra 11:32) — não tenho (daí) senão o couro de animal puro; o couro de animal impuro, de onde (se inclui)? O texto diz "ou couro" (repetindo a palavra). (A Guemará objeta:) Mas há (espaço) para refutar (essa comparação também): o que (há de comum entre impureza de tendas e) répteis mortos, que (são mais estritos, pois) contaminam (mesmo em quantidade) do tamanho de uma lentilha? (A Guemará responde:) Que negaim o comprovem (pois negaim não contaminam apenas na quantidade de uma lentilha, e ainda assim o couro de animal impuro se contamina por eles). (Mas então) a lei retornou (a seu ponto de partida circular): "não é o aspecto deste como o aspecto daquele, nem o aspecto daquele como o aspecto deste" (nenhuma das duas fontes, sozinha, prova a outra por completo) — mas o denominador comum entre elas é que o couro é impuro em ambas, e ambas equipararam o couro de animal impuro ao couro de animal puro. Também eu trarei a impureza de tendas do cadáver, em que o couro é impuro, e nela se equiparará o couro de animal impuro ao couro de animal puro.
Refutada a primeira tentativa, Rava propõe uma segunda fonte: a impureza de répteis mortos, onde uma baraita paralela também usa uma expressão redundante ("couro", "ou couro") para incluir o couro de animal impuro entre os materiais suscetíveis a essa impureza. A Guemará tenta refutar também esta comparação, apontando que répteis mortos têm sua própria estringência exclusiva — contaminam objetos mesmo em quantidade mínima, do tamanho de uma lentilha (ao contrário do cadáver, que só contamina a partir do tamanho de uma azeitona). Mas, desta vez, a Guemará mesma nota que essa objeção pode ser neutralizada: negaim, que não compartilha dessa estringência de "tamanho de lentilha" (a tzaraat também não contamina em quantidades tão mínimas), ainda assim inclui o couro de animal impuro — provando que essa característica específica de répteis mortos não é o que explica sua inclusão do couro impuro. Isso permite a Rava construir um raciocínio de "denominador comum" (tzad hashavé): embora negaim e répteis mortos sejam diferentes entre si em vários aspectos, ambos compartilham o traço de que "o couro, em geral, é impuro neles" — e ambos equiparam, dentro de si, o couro impuro ao puro. A partir desse traço comum, Rava propõe estender a mesma equiparação à impureza de tendas do cadáver, que também tem "couro impuro" dentro de seu escopo (a cobertura de peles do Mishkan, discutida acima).
Disse Rava de Barnish a Rav Ashi: há (ainda espaço) para refutar (o raciocínio do denominador comum): o que (há de comum entre o denominador comum de negaim e répteis mortos, e a impureza de tendas do cadáver), se o denominador comum entre eles (negaim e répteis mortos) é que (ambos) contaminam em (quantidade) menor que uma azeitona — (mas) dirás (o mesmo) quanto ao cadáver, que não contamina senão (a partir da quantidade de) uma azeitona?
Rava de Barnish, dirigindo-se a Rav Ashi, aponta a fragilidade final do raciocínio de "denominador comum" construído por Rava: embora negaim e répteis mortos sejam diferentes entre si em outros aspectos, ambos compartilham uma segunda característica além da mera "impureza do couro" — os dois contaminam objetos mesmo em quantidades menores que uma azeitona (negaim em qualquer tamanho perceptível de mancha; répteis mortos no tamanho de uma lentilha, que é menor que uma azeitona). Essa característica comum, mais restrita e mais precisa que a simples "o couro é impuro neles", pode ser precisamente o que possibilita, em ambas as fontes, a inclusão do couro de animal impuro. Mas essa mesma característica está ausente na impureza de tendas do cadáver, que exige uma quantidade mínima de uma azeitona para contaminar. Assim, o denominador comum entre negaim e répteis mortos não se estende à impureza do cadáver, e a tentativa de Rava de provar a lei sobre o couro de animal impuro por esse caminho também fracassa.
Mas (antes), disse Rava de Barnish: (o raciocínio prossegue no início do daf seguinte, 28b, com a proposta de prová-lo por caal vachomer a partir do pelo de cabra, que não se contamina por negaim mas se contamina por impureza de tendas — de modo que o couro de animal impuro, que já se contamina por negaim, deveria, com mais razão, contaminar-se por impureza de tendas).
O daf termina exatamente no momento em que Rava de Barnish está prestes a apresentar sua própria proposta, depois de ter refutado tanto a tentativa original de Rava quanto o raciocínio combinado de denominador comum. O texto de 28a se interrompe aqui, com apenas a introdução "mas disse Rava de Barnish" — a proposta em si, um caal vachomer (a fortiori) a partir do pelo de cabra (que, apesar de não se contaminar por negaim, se contamina por impureza de tendas), é desenvolvida já nas primeiras linhas de 28b, onde a Guemará argumenta que, se mesmo o pelo de cabra — que é mais leniente que o couro de animal impuro quanto a negaim — se contamina por impureza de tendas, o couro de animal impuro, que já se contamina por negaim, deveria com mais razão contaminar-se também por impureza de tendas.