O daf abre concluindo o ensinamento de Rav Nachman bar Yitzchak, deixado em aberto ao final de 27a: a expressão "também todo" — que já servira, nos daf anteriores, para incluir a impureza de outros tecidos e (na tentativa refutada de Rav Papa) a proibição de kilayim — vem agora para incluir a obrigação de tzitzit também em outros tecidos, não apenas em lã e linho. A Guemará levanta a mesma dificuldade já vista com Rav Papa: a lei de tzitzit está explicitamente ligada a "lã e linho" pela justaposição dos versos de shaatnez e de "franjas farás para ti" (Devarim 22:11-12) — por que seria necessária, então, uma derivação adicional? A resposta invoca o próprio raciocínio de Rava, já conhecido de outro contexto: o verso "a franja" ensina que o material do fio de tzitzit deve ser do mesmo tipo da vestimenta, e não que apenas lã e linho sejam aptos para a obrigação. A Guemará então traz a pergunta de Rav Acha, filho de Rava, a Rav Ashi: por que, quanto à impureza de répteis mortos, a escola de Rabi Yishmael precisou do verso "ou vestimenta" para incluir outros tecidos, mas não se diz o mesmo, por um raciocínio análogo, quanto ao verso "o que cobrirá com ela" (Vayikra 13:47, sobre negaim), para incluir aí também outros tecidos? A resposta é que aquele verso, na verdade, vem para um propósito totalmente diferente: incluir a vestimenta do cego na obrigação de mostrar as chagas ao kohen, excluindo apenas a vestimenta usada à noite (que não está sujeita a exame visual). A Guemará explica então por que se prefere essa leitura à inclusão direta de outros tecidos, e passa a um curto ensinamento de Abaye, segundo o qual Rabi Shimon ben Elazar e Sumchus concordam num mesmo princípio sobre a impureza de negaim na trama e urdidura ainda soltas — o que leva à citação da baraita de Rabi Meir e Rabi Yehuda sobre o momento exato em que a trama, a urdidura e os feixes de linho passam a se contaminar. O daf então encerra essa sugya e passa à segunda Mishná do capítulo: tudo o que sai da árvore não serve para acender a vela de Shabat, exceto o linho, e tudo o que sai da árvore não se contamina pela impureza de tendas (a impureza que recobre tudo o que está sob o mesmo teto de um cadáver), exceto o linho — com a Guemará abrindo, já nas últimas linhas do daf, a busca da fonte bíblica de que o linho é chamado "árvore", e a fonte, por meio de uma guezerá shavá entre "tenda" e "tenda", de que apenas linho, e não outros tecidos que saem da árvore, se contamina por essa impureza — discussão que prossegue no início do daf seguinte (28a).
"Também todo" (disse Rav Nachman bar Yitzchak, ao final de 27a) vem para incluir tzitzit (a obrigação de franjas, mesmo em outros tecidos que não lã e linho). (A Guemará objeta:) Mas tzitzit já está escrita explicitamente (ligada a lã e linho): "não vestirás shaatnez, lã e linho", e está escrito (logo em seguida): "franjas farás para ti" (Devarim 22:11-12 — versos justapostos, do que se aprende que a obrigação de tzitzit recai apenas sobre vestimentas de lã e linho)!
Prosseguindo o ensinamento de Rav Nachman bar Yitzchak aberto ao final de 27a, a Guemará explica que ele identificou um terceiro alcance possível para a expressão "também todo" (a extensão do princípio de que toda menção genérica de "vestimenta" na Torá se refere apenas a lã e linho): a obrigação da mitzvá de tzitzit, que, segundo essa leitura, se estenderia a vestimentas de qualquer material, e não apenas às de lã e linho. A Guemará levanta imediatamente a mesma dificuldade já usada contra Rav Papa (beat 10 de 27a): o próprio texto da Torá já liga tzitzit a lã e linho, pela justaposição direta dos dois versos consecutivos em Devarim — a proibição de shaatnez (misturar lã e linho) seguida, na frase seguinte, pelo mandamento de fazer franjas. Se a Torá já restringe tzitzit a lã e linho por essa justaposição, por que seria necessária uma derivação adicional a partir de "também todo"?
Poderia ocorrer-te (pensar) que eu diria (que essa justaposição se explica) conforme (o raciocínio de) Rava. Pois Rava contrapôs (dois versos): está escrito "a franja" (Bamidbar 15:38) — (indicando que o fio deve ser) do tipo da franja (isto é, do mesmo material da própria vestimenta); e está escrito "lã e linho juntos" (indicando apenas lã e linho) — como (conciliar as duas leituras)? Lã e linho (o fio de tzitzit desses materiais) desobriga (a vestimenta), seja do mesmo tipo (que a vestimenta), seja de tipo diferente; (já o fio de) outros tipos (de material) desobriga (a vestimenta apenas quando) do mesmo tipo, (mas quando) de tipo diferente, não desobriga. (Assim,) poderia ocorrer-te (pensar) que (a lei fosse apenas) conforme Rava (isto é, que só lã e linho obrigassem tzitzit em qualquer combinação, e outros materiais apenas entre si) — (por isso) vem (o "também todo" e) nos ensina (que não é assim, e que toda vestimenta, de qualquer material, está obrigada em tzitzit do mesmo material).
A Guemará resolve a dificuldade trazendo à memória um raciocínio já conhecido de Rava, citado aqui por completo para que o leitor entenda o que "também todo" vem, precisamente, a excluir. Rava, em outro contexto, harmonizara dois versos aparentemente conflitantes sobre tzitzit: um que fala de "a franja" (sugerindo que o fio da franja deve ser do mesmo tipo de tecido que a própria vestimenta), e outro que fala especificamente de "lã e linho" (sugerindo que apenas esses dois materiais servem). A conciliação de Rava era: fios de lã ou linho cumprem a obrigação em qualquer vestimenta, seja ela do mesmo material, seja de outro; mas fios de outros materiais só cumprem a obrigação em vestimentas do mesmo material que eles próprios — e não cumprem em vestimentas de material diferente. Rav Nachman bar Yitzchak vem, então, dizer que essa mesma conciliação de Rava poderia ter sido mal aplicada para concluir que apenas lã e linho geram uma obrigação "universal" de tzitzit (cumprindo-se com qualquer material de fio), enquanto outros tecidos ficariam totalmente isentos da mitzvá quando combinados com fios de tipo diferente. "Também todo" vem, então, esclarecer que não é esse o caso: toda vestimenta, de qualquer material, está de fato obrigada na mitzvá de tzitzit — apenas com a ressalva, já conhecida do próprio raciocínio de Rava, de que o fio deve ser do mesmo tipo do tecido quando este não for lã nem linho.
"Para incluir tzitzit" — (pois, sem esse "também todo",) não se obrigariam em tzitzit senão as vestimentas de lã e linho.
"Franjas farás para ti" — (referindo-se) a estas (vestimentas de lã e linho recém-mencionadas no verso anterior de shaatnez).
"Poderia ocorrer-te (pensar que) conforme Rava" — isto é, poderia ocorrer-te (pensar) que não interpretamos essa justaposição quanto à (própria obrigação da) vestimenta, para dizer que (apenas) vestimenta de lã e linho faz franjas e não as demais vestimentas; mas, antes, quanto à (natureza do fio da) franja (é que se aplicaria a justaposição): interpretá-la-ias (como exigindo que) "franjas farás para ti" seja de lã e linho, e não de outros tipos (quando aplicado a vestimentas desses outros tipos), conforme (o próprio raciocínio com que) Rava a interpreta.
"Está escrito 'a franja' — do tipo da franja" — pois esse (termo) "franja" é um (termo) supérfluo no verso, pois já está escrito "sobre as franjas de suas vestimentas" (Bamidbar 15:38, na primeira menção), e bastaria ter escrito (na segunda menção apenas) "e porão sobre a franja um fio de techelet" (sem repetir "a franja").
"Do tipo da franja" — do tipo da vestimenta (deve ser) a franja (de fios), pois assim se entende: "franja da (própria) franja (vestimenta) há de ser"; e, se ela (a vestimenta) é de seda, franja de seda a desobriga.
"E está escrito 'lã e linho'" — "franjas farás para ti", o que também sugere: delas (especificamente, de lã e linho) farás (a franja, para qualquer vestimenta).
"Poderia ocorrer-te (pensar que) conforme Rava" — que disse que "a franja" vem para nos ensinar que não se deve (usar essa) justaposição para desobrigar as demais vestimentas (da mitzvá de tzitzit), pois certamente se obrigam em tzitzit de seu próprio tipo (de material) — (diante disso, poderia ocorrer-te pensar que outros tecidos ficariam isentos de fio de material diferente; por isso) "também todo" nos ensina que não se deve interpretar "a franja" assim, mas, antes, é (apenas) o modo (comum) de expressão do texto, e (o verdadeiro propósito é) nos ensinar que a mitzvá de tzitzit se cumpre com dois tipos de coloração — dois fios de techelet e dois fios brancos —, o que é (o sentido de) "do tipo da franja", cujo (tom) padrão é branco.
Disse Rav Acha, filho de Rava, a Rav Ashi: para a escola de Rabi Yishmael, por que é diferente quanto à (questão da) impureza (de répteis mortos), em que se inclui outros tecidos, pois está escrito "ou vestimenta" — (por que) não dizemos também aqui (quanto a negaim) incluir outros tecidos a partir de "o que cobrirá com ela" (Vayikra 13:47)?
Rav Acha, filho de Rava, propõe a Rav Ashi uma dificuldade paralela à que ocupou boa parte de 27a: se a escola de Rabi Yishmael deriva a inclusão de outros tecidos na impureza de répteis mortos a partir da expressão redundante "ou vestimenta", por que não se aplicaria um raciocínio idêntico ao verso da tzaraat (negaim), que também contém uma expressão aparentemente redundante — "o que cobrirá com ela", ao lado da já usada "e a vestimenta"? Se ambos os versos têm uma expressão sobressalente, por que uma serviria para incluir outros tecidos e a outra não?
(A Guemará responde:) Aquele (verso) vem, na verdade, para incluir a vestimenta do cego (na obrigação de mostrá-la ao kohen). Pois foi ensinado (numa baraita): "e o vereis" (Vayikra 13:55, referindo-se à chaga na vestimenta) — exclui a vestimenta de uso noturno (que não costuma ser vista à luz do dia). Dirás (tu): exclui a vestimenta de uso noturno, ou não exclui senão a vestimenta do cego (que nunca vê a própria roupa)? Quando (o texto) diz "o que cobrirá com ela", eis que a vestimenta do cego (já) está dita (incluída, pois o cego também "cobre-se com ela", ainda que não a veja). Isto (sendo assim), o que (resta a) eu sustentar de "e o vereis"? — Exclui a vestimenta de uso noturno.
A resposta de Rav Ashi (implícita na baraita citada) é que a expressão "o que cobrirá com ela" não serve, de fato, para incluir outros tecidos na impureza de negaim — serve a um propósito totalmente diferente. A obrigação de mostrar uma vestimenta suspeita de tzaraat ao kohen depende de que ela seja "vista" (verso "e o vereis"); isso poderia sugerir que apenas vestimentas de uso diurno, habitualmente vistas, estariam sujeitas a essa obrigação, excluindo tanto a vestimenta de uso noturno quanto a vestimenta de um cego (que, por definição, nunca "vê" sua própria roupa). A expressão "o que cobrirá com ela" vem, então, restringir essa exclusão: ela inclui de volta a vestimenta do cego (pois o critério relevante é "cobrir-se com ela", que o cego também faz, e não a visão propriamente dita), deixando "e o vereis" excluir apenas a vestimenta de uso noturno, que de fato não é vista por ninguém, nem mesmo por quem enxerga.
E o que viste (que te levou) a incluir (a vestimenta d)o cego e a excluir a vestimenta de uso noturno? — Incluo eu a vestimenta do cego, pois ela está sujeita à visão de outros (ainda que não à do próprio cego); e excluo eu a vestimenta de uso noturno, pois ela não está sujeita à visão de outros (sendo usada apenas à noite, quando ninguém a vê).
A baraita justifica por que se decidiu incluir precisamente a vestimenta do cego e excluir precisamente a de uso noturno, e não o inverso: o critério determinante não é a visão do próprio dono da vestimenta, mas a possibilidade de que a peça seja vista por terceiros. A vestimenta do cego, ainda que o próprio cego não a veja, é vista por outras pessoas ao seu redor (por isso permanece obrigada a ser mostrada ao kohen); já a vestimenta de uso exclusivamente noturno não é vista por ninguém, nem pelo dono nem por terceiros, e por isso fica excluída da obrigação. Fecha-se, assim, a explicação de por que "o que cobrirá com ela" não serve para incluir outros tecidos na impureza de negaim, respondendo plenamente à pergunta de Rav Acha bar Rava.
E dirás (ainda assim): (por que não ler "o que cobrirá com ela" como vindo) para incluir outros tecidos (além da vestimenta do cego)? É mais razoável (que, estando o verso) a tratar de lã e linho, (ele venha) incluir (algo relativo a) lã e linho (a saber, a vestimenta do cego feita desses materiais). (Faria sentido que,) estando a tratar de lã e linho, (ele viesse) incluir outros tecidos?!
A Guemará fecha a sugya explicando por que se prefere a leitura que inclui a vestimenta do cego, e não uma leitura que incluiria outros tecidos: o contexto imediato do verso de negaim já está tratando exclusivamente de vestimentas de lã e linho (o material padrão de referência para a impureza de negaim, estabelecido nos versos anteriores). É mais natural que uma expressão redundante dentro desse mesmo contexto sirva para incluir um caso ainda relativo a lã e linho (a vestimenta do cego, feita desses materiais, mas que poderia, à primeira vista, ficar excluída por não ser "vista" por seu dono) do que para saltar para um tema totalmente diferente — a inclusão de materiais têxteis que o verso nem sequer está discutindo. Assim, apenas o verso de répteis mortos ("ou vestimenta"), que carece de um contexto restrito a lã e linho da mesma forma, permanece disponível para incluir outros tecidos.
Disse Abaye: Rabi Shimon ben Elazar e Sumchus disseram uma (só e) mesma coisa. Rabi Shimon ben Elazar, (é) isto que já dissemos (a baraita de 26a-26b sobre o que sai da árvore não ter medida de três por três e poder cobrir a suká, exceto o linho). Sumchus — pois foi ensinado (numa baraita): Sumchus diz: (se alguém) cobriu a (cabana da) suká com fio fiado (ainda não tecido), (a suká está) inválida, porque (esse fio) se contamina por negaim.
Abaye traz um breve ensinamento comparativo, ligando duas posições tanaíticas distintas em torno de um mesmo princípio: qualquer material capaz de se contaminar pela impureza de negaim é inválido para cobrir a suká, pois o material da cobertura da suká (sechach) deve ser algo que não seja suscetível a impurezas ritualmente. Rabi Shimon ben Elazar já ensinara (em 26a-26b) que o que sai da árvore não se contamina por negaim (nem mesmo na medida de três por três), e por isso pode cobrir a suká — com a única exceção do linho, que, por ser tecido, é equiparado a lã quanto à possibilidade de contaminação, e por isso não serve para o sechach. Sumchus, por sua vez, ensina algo aparentemente distinto, mas que Abaye identifica como a mesma ideia subjacente: o fio já fiado (ainda antes de ser tecido em pano) já é suscetível à impureza de negaim (como estabelecido em 26b, quanto à trama e urdidura soltas) — e, por isso, não serve para cobrir a suká, pois tudo o que pode se contaminar por negaim é inválido para esse fim.
Como quem (se alinha a posição de Sumchus)? — Como este tanna, conforme ensinamos (numa Mishná): a trama e a urdidura se contaminam por negaim imediatamente (assim que fiadas) — palavras de Rabi Meir. E Rabi Yehuda diz: a urdidura, desde que seja fervida (no processo de fabricação); e a trama, imediatamente; e os feixes de linho, desde que sejam branqueados.
A Guemará identifica a fonte tanaítica por trás da posição de Sumchus, citando a Mishná (de Massechet Negaim) que trata exatamente do momento em que trama e urdidura — os fios que compõem um tecido, antes e depois de tecidos — passam a estar sujeitos à impureza de negaim. Rabi Meir sustenta que ambos, trama e urdidura, se contaminam desde o momento em que são fiados, mesmo antes de qualquer preparo adicional. Rabi Yehuda distingue: a urdidura (os fios verticais, esticados no tear) só se contamina depois de passar pelo processo de fervura (parte da fabricação do fio); a trama (os fios horizontais, passados entre os da urdidura) se contamina imediatamente após ser fiada, como diz Rabi Meir; e, especificamente quanto ao linho, os feixes já colhidos só se tornam suscetíveis depois de passarem pelo processo de branqueamento. A posição de Sumchus, que considera o fio já fiado (mesmo sem qualquer preparo posterior) suscetível a negaim, alinha-se, portanto, com a opinião mais abrangente de Rabi Meir.
Tudo o que sai da árvore não se acende (a vela de Shabat) com ele, exceto o linho. E tudo o que sai da árvore não se contamina pela impureza de tendas, exceto o linho.
Encerrada a longa sugya sobre a medida de três por três e a impureza de vestimentas de outros tecidos (que ocupou de 26b até o início deste daf), a Mishná retoma e amplia o tema que já vinha implícito desde 26a: os materiais que "saem da árvore" (isto é, fibras vegetais que não sejam lã ou o que provém de animais) têm um estatuto especial em duas áreas da lei. Primeiro, quanto à vela de Shabat: apenas o linho, entre os materiais vegetais, serve como pavio apto para a mitzvá de acender a vela — os demais materiais vegetais, ainda que fiados e tecidos, não servem para esse fim (retomando e ampliando o tema já explorado nos capítulos anteriores sobre pavios aptos e inaptos). Segundo, quanto à impureza de tendas (tumat ohalim — a impureza que se estende a tudo o que está sob o mesmo teto de um cadáver): apenas o linho, entre os materiais que saem da árvore, é suscetível a essa impureza; os demais materiais vegetais permanecem imunes a ela, mesmo estando sob o mesmo teto de um cadáver.
De onde (sabemos) que o linho é chamado "árvore"? Disse Mar Zutra: pois diz o texto: "e ela os fez subir ao telhado, e os escondeu nos linhos da árvore" (Yehoshua 2:6, sobre Rachav escondendo os espiões).
Antes de aplicar a lei da Mishná, a Guemará busca a fonte bíblica de sua própria premissa terminológica: por que o linho é qualificado, na própria linguagem da Mishná, como algo que "sai da árvore"? Mar Zutra traz a resposta do relato de Rachav em Yehoshua, que escondeu os espiões enviados por Yehoshua sob "os linhos da árvore" espalhados em seu telhado — um verso em que o próprio texto bíblico chama o linho (mais precisamente, o linho já colhido, em processo de secagem) de "árvore", fornecendo a base lexical para a formulação da Mishná.
E (quanto a) "tudo o que sai da árvore não se contamina pela impureza de tendas, exceto o linho" — de onde (sabemos isso)? Disse Rabi Elazar: aprende-se (por uma guezerá shavá entre a palavra) "tenda" (e a palavra) "tenda" (cujo desenvolvimento completo prossegue no início do daf seguinte).
O daf termina com a abertura da segunda metade da pergunta sobre a fonte bíblica da Mishná: se a primeira metade (por que só o linho serve para a vela de Shabat, entre os materiais vegetais) já fora, em essência, desenvolvida nos capítulos anteriores, resta agora explicar por que, especificamente, apenas o linho — e não outros materiais vegetais igualmente tecidos — se contamina pela impureza de tendas. Rabi Elazar aponta o caminho: uma guezerá shavá (um dos treze princípios de exegese talmúdica, que liga dois versos por uma palavra idêntica neles usada) entre a palavra "tenda", usada no contexto da impureza de tendas, e a palavra "tenda" usada em outro verso relacionado a tecidos de linho — provavelmente o verso sobre as cortinas de linho do Tabernáculo. O desenvolvimento completo desse raciocínio, incluindo a identificação exata dos dois versos comparados, é retomado logo no início do daf seguinte (28a).